Bom dia ?
Estas eleições parecem ter sido escritas por um demiurgo louco.
Delas saiu um país partido, polarizado que atira culpas ao outro lado.
Comecemos pelo elefante na sala. Um milhão e cem mil portugueses não podem ser ignorados, nem insultados. Podemos não gostar de como votaram, mas fizeram-no em democracia e fizeram-no porque o Portugal fora de Lisboa e do Porto e da bolha do X está insatisfeito. E as razões para essa insatisfação são reais. Olhe-se para o Algarve: demasiado caro para os algarvios, demasiado emprego sazonal, com questões de imigração que precisavam de ser debatidas com seriedade. São os algarvios todos “fascistas”? Ninguém acredita nisso.
Vamos assistir a um passa culpas entre a esquerda e a direita por causa do Chega e ambas são culpadas. Ambas.
A estratégia da esquerda, o medo, falhou clamorosamente. A tentativa de infantilizar o eleitorado idem. BE e PCP foram reduzidos a partidos Uber. O PCP penalizado pela forma como reagiu à guerra da Ucrânia, pelo anti-semitismo, e ao não ter lido que o mundo mudou e ameaça não é a NATO mas Moscovo.
O BE tornou-se num partido arrogante, com uma insuportável auto-proclamada superioridade moral: a gota de água foi “vota como uma mulher” (uma mulher no CES?Uma mulher judia e israelita ? ).
Menos ferocidade nas redes sociais, menos ofensa a quem pensa diferente e mais diálogo seria um conselho que lhes deixaria.
Nas esquerdas pequeninas salva-se o Livre. Rui Tavares mostrou a importância de dialogar, de saber articular para lá de chavões, de conhecer a história.
A IL pode, se deixar alguns tiques e olhar para partidos liberais lá fora (como o alemão por exemplo onde os direitos das mulheres são figura de proa) vir a ser uma alternativa à direita.
O PS caiu refém de si próprio. Muitas culpas podem ser assacadas a Belém outras ainda a Lucilia Gago, todavia se não houvesse um desgaste de governação por casos e casinhos, uma máquina autofágica numa cápsula ignorando o que a rodeia, o resultado não teria sido este. E também se não houvesse notas escondidas em São Bento por um amigo. Os portugueses estão cansados de impunidade.
PNS perdeu (a campanha foi muito má) mas ganhou. Ser o maior partido da oposição à direita é o mais confortável dos lugares.
Por fim a AD:
- porquê esta aliança? Aliança que prejudicou o PSD e não apenas pela surreal confusão com o ADN (o país tem problemas de literacia, fora da bolha toda a gente sabe isso);
- a campanha foi péssima e levantou desconfianças relativas a direitos inalienáveis das mulheres como o aborto.
LM venceu, mas está numa posição muito complexa. Mantém o “não é não”? Quebra a palavra e faz um pacto de Fausto ?
Teremos novas eleições quando?
Onde está um partido ambientalista, economicamente liberal, moderno, pro-direitos das mulheres, que saiba ler a geopolítica ? Se eu pudesse tinha votado nos Verdes alemães …
Parafraseando um poema: Portugal quando olho para ti apetece-me chorar.
(a vantagem de ser independente e ter vivido metade da vida fora do país é o desapego com que se olha para os partidos mas também a perplexidade: como é que eles, todos, não viram o óbvio)
A única conclusão que tiro destas eleições é que o Norte continua a ser melhor que o Sul e o melhor que podia acontecer a este país era terraplanar o país a sul de Leiria ou pedir independência e juntarmo-nos à Galiza.
📈Precisamos de mais empresas portuguesas a ter lucro e que as empresas que temos tenham muito mais lucro
Ultimamente, temos visto manchetes a relatar lucros diários de 10 e 20 milhões, das grandes empresas nacionais, como se tratasse de números astronómicos ou obscenos. Quando, na realidade, este número nos devia envergonhar. Num país com 10 milhões de habitantes, gerar-se 1€ ou 2€ de lucro por dia, por habitante, é um indicador preocupante e que reflete bem a pobreza do povo português.
Num país desenvolvido, como a Dinamarca, uma só empresa gera três vezes mais lucro que todas as grandes empresas portuguesas juntas.
A empresa é uma das maiores farmacêuticas do mundo, a Novo Nordisk, e, vejam só, os dinamarqueses não a pretendem nacionalizar, bem pelo contrário. Esta empresa já é amplamente detida por cidadãos dinamarqueses, incluindo fundos de pensões que investem significativamente na economia nacional, assegurando assim reformas estáveis e sem a dependência de imigrantes não-qualificados.
Sim, porque todas as empresas na imagem em anexo são PÚBLICAS. Não pertencem ao estado, mas não são privadas, não são detidas exclusivamente por um par de acionistas ou por uma família. São empresas públicas que qualquer um de nós pode adquirir. E, em Portugal, ninguém adquire porquê? Porque dão pouco lucro e têm nenhum ou quase nenhum crescimento. Um português inteligente investe o seu dinheiro em empresas americanas ou europeias, que têm retornos, historicamente, muito melhores.
Relativamente aos trabalhadores, a perspetiva de serem simultaneamente acionistas sofreu um desgaste considerável em Portugal, em grande parte devido às repercussões da crise financeira de 2008. Em contrapartida, em países com economias mais sólidas, a distribuição de ações como parte da remuneração é uma prática recorrente, que se revela vantajosa tanto para a entidade empregadora como para o trabalhador. Este modelo de remuneração é reflexo de uma gestão estratégica que visa alinhar os incentivos dos empregados com os objetivos da empresa, criando uma simbiose onde os sucessos financeiros da organização se traduzem diretamente em benefícios para a sua força de trabalho.
Por último, a noção de que lucros elevados são equivalentes a salários reduzidos e exploração laboral é um mito que se desvanece perante a análise estatística e o raciocínio lógico.
A verdade é que o sucesso financeiro de uma empresa está intrinsecamente ligado à qualidade e ao empenho dos seus trabalhadores, e a excelência tem o seu preço. Talento e qualificações elevadas são ativos valiosos e, como tal, bem remunerados. Existe, de facto, uma relação direta e positiva entre a remuneração dos colaboradores e a lucratividade das empresas. Esta dinâmica é observável no tecido empresarial português, onde entidades como a EDP se destacam por oferecer, por exemplo, um salário mínimo 50% superior ao salário mínimo nacional e um salário médio mais de duas vezes superior ao nacional.
Em suma, é do interesse de todos - sejam acionistas, trabalhadores ou pensionistas - aspirar a um tecido empresarial com empresas mais rentáveis e lucrativas.
Metem uma foto claramente a gozar com o candidato da IL mas se alguém meter uma foto a gozar com a MM acusam a IL de ser misógina e não respeitar as mulheres. Só vale gozar quando são eles, quando gozados são coitadinhos. Não valem nada, hipócritas nojentos que veneram +
Ver o Ventura debater mata-me neurónios, a cada dia que passa fica mais difícil aceitar que há gente com meio neurónio que de facto cai nesta merda. O gajo não tem 1 ideia coerente, dispara para todo o lado e tenta agradar tudo e todos.