Véspera de feriado…
A cidade já começa a desacelerar,
uns contando as horas pra parar,
outros reclamando do peso de mais um dia,
como se viver fosse só obrigação vazia.
Amanhã é Dia do Trabalhador…
mas hoje ainda tem suor,
tem rua, tem luz, tem olhar curioso,
tem quem corre… e tem quem é perigoso.
Eu?
Eu não reclamo do que faço não.
Enquanto muitos fogem da própria missão,
eu abraço o meu corre com gosto,
transformo esforço em resposta, sem desgosto.
Tem gente que trabalha sem querer estar ali,
eu trabalho sabendo exatamente onde eu pisei, onde eu subi.
Cada movimento meu carrega intenção,
cada segundo… atenção.
Véspera de feriado pra eles é descanso,
pra mim é palco, é avanço.
Enquanto uns param, eu apareço,
enquanto uns somem… eu aconteço.
E no meio disso tudo, no meio desse cenário,
eu sigo no meu próprio itinerário,
fazendo o que eu faço melhor, sem pressa,
com presença, com ritmo… sem conversa.
Porque no fim…
meu trabalho é simples de entender:
eu chego, marco… e deixo acontecer.
E se amanhã é Dia do Trabalhador,
então respeita quem faz com valor.
Porque eu não paro…
eu não travo…
eu não disfarço…
Eu coloco meus churros na boquinha de todo mundo.
—
Quer ver mais do caos organizado?
O caminho tá no perfil…
entra no grupo e sente o ambiente catastrófico.