O típico esquerdista intolerante: acusa o adversário exatamente daquilo que pratica.
Nando Reis, ao canal UOL nesta quarta, diz que perdeu shows por causa da própria posição política. "Me f*di muito."
E completa:
"Eu consigo compreender pensamentos distintos. O que eu não consigo compreender é essa intolerância da convivência de pensamentos distintos e essa tendência de querer ser opressor e calar, querer impor."
Pois bem. Teste de realidade.
Quem no Brasil teve o perfil derrubado por ordem judicial? Quem responde a processo por opinião? Quem está preso, inelegível ou no exílio?
Não foi o Nando Reis, nem nenhum dos comunistinhas que gritam palavra de ordem em cima do palco e descem sem nenhuma consequência.
Foram os opositores do regime.
Repare no tamanho da tragédia dele: contratante que decidiu não contratar. Público que decidiu não assistir. Isso não é censura, é gente livre escolhendo com quem gasta o próprio dinheiro. O oposto exato do que ele aplaudiu quando o alvo era a direita.
Ele perdeu cachê. O adversário do regime perde o direito de falar, perde passaporte, a empresa, o mandato e a liberdade.
Chamar a primeira coisa de opressão, calado sobre a segunda, não é ingenuidade. É cumplicidade.
Se f*deu foi pouco.
Com a decisão de ontem, Alexandre de Moraes criou vários recordes:
1) Tornou Jair Bolsonaro a primeira pessoa do mundo impedida de ter sua imagem veiculada por IA por terceiros.
2) Tornou Flávio Bolsonaro o primeiro político do mundo ameaçado de inelegibilidade por supostamente descumprir uma cautelar que não foi imposta a ele.
3) Tornou ele próprio, Moraes, o primeiro juiz de execução penal do mundo a decidir sobre propaganda eleitoral em processos de terceiros.
A esta altura, não faz mais o menor sentido continuar fingindo que isso é normal. Quem ainda defende essa patifaria deveria apoiar logo o fim das eleições para impedir que a oposição chegue ao poder, como na Nicarágua.
Seria menos cínico.
Vários famosos já se movimentam para disputar as eleições de 2026. Nomes como Val Marchiori, Inês Brasil, Gracyanne Barbosa, José de Abreu, Rachel Sheherazade, Datena, Silvia Abravanel e outros anunciaram pré-candidaturas ou demonstraram intenção de concorrer a cargos políticos em diferentes estados.
Didático. Se todo o brasileiro entendesse isso, em três gerações as pessoas teriam corrido atrás de suas necessidades, os impostos teriam baixado, todo mundo melhoraria de vida e o Brasil seria mais rico, sem político populista ficando milionário às custas da pobreza eterna.