tem um conceito no design inclusivo que diz que quando você projeta para a restrição extrema, você melhora pra todo mundo. rampa foi feita pra cadeirante mas ajuda mãe com carrinho, entregador com caixa, pessoa com perna quebrada. o “falar em vez de digitar” foi feito pra quem tem dificuldade com as mãos e hoje você usa no carro, na cozinha, no banheiro. resolver o caso difícil resolve o caso fácil junto.
como ux designer eu sei que esse conceito existe e é ensinado. mas na prática quem paga o projeto define quem é o usuário. e esse usuário quase sempre é jovem, digital e parecido com quem tá na sala de reunião. o idoso do exemplo não falhou. o sistema é que nunca foi feito pra ele.