Amir Ghalenoei, técnico da Seleção do Irã, após o empate contra a Nova Zelândia: ''Somos a seleção mais oprimida da história da Copa'.
"Nem nós sabemos [porque vamos ter que sair] e é realmente engraçado. O planejamento da nossa equipe é feito em um lugar, mas a decisão final é tomada em outro. Deveríamos ter vindo para Los Angeles duas noites antes do jogo, mas não permitiram. Nosso plano era ficar aqui esta noite, descansar e voltar amanhã à tarde, mas mesmo assim não permitiram, e eu não sei por quê.
É por isso que digo que a seleção iraniana é talvez a mais oprimida da história da Copa do Mundo. O presidente da federação não está aqui, o gerente da equipe não está aqui, o gerente interno da equipe não está aqui, o departamento de mídia não está aqui. Parte das responsabilidades pré-jogo que deveriam ser da diretoria ficaram a cargo da comissão técnica, enquanto o foco da comissão técnica deveria ser em questões técnicas. É por isso que digo que somos a seleção mais oprimida da história da Copa do Mundo."
Via: @UOLEsporte
📷Getty Images
Os jogadores do Irã entraram em campo com o peso da injustiça nos ombros. Num evento do porte de uma Copa do Mundo, o esporte deveria ser o foco, mas o que assistimos é sem precedentes na história das copas.
Um país sede se recusar a hospedar um time que, ontem, mostrou que fez por merecer um lugar entre os 48 países que disputam o torneio. Honra para eles, vergonha para Donald Trump. Até aqui, este é o placar.