Politólogo. Periodista. La vida con #radio es mejor. Lector, cinéfilo y Grinch tiempo completo. 37% de abogado.
Cuando me aburro hago un podcast y saco fotos.
Algunas cosas del partido con Austria:
-Arrancó bárbaro Argentina, hasta el penal.
-La noticia no es que Messi erró el penal, es que le erró al arco.
-El equipo tiene la energía que irradia el capitán: cuando baja él, baja el equipo.
-El físico de Austria se impuso en muchos momentos.
-Suena a lugar común, pero no hay rivales fáciles en un Mundial.
-Cada vez que Argentina se suelta, da clases de control de juego.
-Cuando el equipo sale limpio es como sentir el sol cálido del invierno.
-Circuló una cita de zoom hecha por mexicanos, madridistas y chilenos cuando erró el penal.
Se canceló rápido.
-Muy bien y seguro Dibu de arriba.
-Un animal Lisandro luchando entre tipos que le sacan una cabeza.
-Medina tiene físico de central que pelea y galopa.
-Entró bien Tagliafico. Da confianza.
-El peor árbitro que vi hasta acá (y eso que dirigió Herrera).
-Nico González cambia la dinámica y entra muy picante.
-Thiago Almada, cuando mira por el espejo retrovisor, está Nico González haciendo luces.
-Solo Messi pudo eclipsar el enorme partido de Enzo Fernández.
-De Paul fue de mayor a menor, pero su primer tiempo fue para mostrar en las escuelas.
-En Austria habitan los últimos gigantes.
-Lautaro hizo un muy buen partido y super sacrificado.
-Lautaro y Julián juegan mas afuera que adentro del area.
-El finalizador universal por excelencia es el 10.
-Al que todavia noto incómodo es a Alexis.
-Por momentos, el grupo supo sufrir sin consecuencias. Eso es difícilisimo.
-Hay un crecimiento: son los veteranos de Qatar. Menos vértigo, mas control.
-Se acabaron los adjetivos para Messi.
-A los 38 años renovó su matricula como soberano del universo.
-Su hambre amateur emociona hasta a los que no entienden de fútbol.
-¿Como es que todas las pelotas lo buscan a él?
-Cualquier persona del universo en su idioma nativo, gestual, emocional o en el simple lenguaje del pensamiento deslizó un "que bárbaro este tipo".
-Andá a descansar Lionel, hoy nos hiciste las personas mas felices del mundo.
Há uns anos vi a Argentina trocar cinco passes curtos junto à linha, talvez contra a Croácia, talvez contra a Holanda ou até antes, e tive a sensação estranha de reconhecer uma coisa que o futebol moderno se tinha esforçado por nos convencer que já não existia. A bola não avançava ainda. Ficava ali, presa a dois ou três corpos, num pequeno atraso deliberado, como se recusasse a obrigação contemporânea de se tornar logo progressão, métrica, vantagem territorial.
É a Argentina de Menotti, da Scaloneta, de Aimar e Manna, de Messi, do toco y me voy, da pausa, do corta-luz. É a magia do enganche e dos criativos contra o império da força, da velocidade, dos dados e da optimização. O húngaro @Jozsef_Bozsik
chamou-lhe, com razão, “a última equipa de futebol”, numa era em que, como nos profetiza, evocando Mark Fisher, o bom velho @stirling_j , parece ser mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do sistema posicional.
A globalização futebolística operou uma arrepiante desterritorialização do modelo de jogo, desde a academia até ao campo. Neste Mundial isso está evidente. Todos parecem ter aprendido a falar com o mesmo sotaque neutro: a mesma educação da jogada, a mesma saída a três, o mesmo duplo pivô, os mesmos extremos fixos, os mesmos laterais por dentro, as mesmas zonas ocupadas com zelo, os mesmos mapas, os mesmos relatórios. Sentamo-nos à frente da televisão e vemos a mesma gramática limpa e abstracta aplicada a corpos, histórias e culturas diferentes, com a bola a passar por estações previstas e o jogador a cumprir, muito direitinho, a pequena liturgia da posição.
A Argentina promoveu um retorno às suas raízes, a um modo de jogo que começa no potrero, no bairro, na cumplicidade dos jogadores que aprendem a reconhecer-se antes de obedecerem ao desenho. E fê-lo sem fingir que o presente não existe: a análise, o vídeo e a preparação estão lá, mas não chegam para confiscar o instante. O jogador aproxima-se, espera, toca e oferece-se, infere o tempo do outro antes de consentir a ordem do campo. A bola deixa de ser apenas uma circulação temporizada entre espaços para voltar a tornar-se numa conversa entre jogadores.
Há então um nostos rumo a um entendimento histórico e sociocultural da bola, relocalizando as relações afectivas entre os jogadores no seu devido contexto. A equipa não aparece como soma de funções, mas como comunidade de gestos, memórias e cumplicidades. Uma forma de jogar que ainda reconhece o improviso, a pausa, a hesitação, a parede, a diagonal e o encontro como parte essencial do jogo.
O tempo canonizou o atleta impecável; convém aqui distinguir o milagre da ginástica. Há uma santidade de ginásio, vontade e penitência que encanta multidões e vende mais suplementos. Mede-se a fome, vigia-se o sono, educa-se o músculo, corrige-se a alma ao espelho e entra-se em campo com a compostura de quem vai disputar um Mister Olympia contra Ronnie Coleman. Bonito, edificante, exemplar. Uma monotonia com jejum intermitente.
O futebol começa noutro sítio, longe da perfeição: no instante em que a bola descobre um corpo mais disponível ao assombro. O jogador torna-se protagonista e vemos que joga, como nas palavras do grande Eduardo Galeano, “pelo puro prazer do corpo que se lança na proibida aventura da liberdade”.
E sim, Messi é levado ao colo. Por Deus.
“Asi sonaba” by @cufaneo
Un recorrido por los años que vivimos en peligro.
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-Festejos por el mundial
-24 de marzo
-Ni una Menos
-Despedida del Indio
Las multitudes no son sinónimo de quilombo.
Los que hacen bardo son los servicios.
Sería un error forzar una lectura electoral de lo que está sucediendo en Villa Domínico.
Pero creo que refuerza un clima social de enojo contra el Gobierno nacional.
El gobierno de Milei será recordado por ser una gobierno de mierda, pero además por negarle la chance al artista popular más grande de la historia de la música de despedirse en el Congreso de la Nación