'Papai, por que você votou no Hitler?'
Conrado Hübner Mendes, na Folha de São Paulo.
Em 5 de março de 1933, Otto, garoto de 5 anos, vê seus pais discutindo. A mãe repudiava o voto do pai no dia da eleição. O pai, com medo da crise econômica no país, aponta as promessas de emprego e prosperidade de seu candidato.
O líder prometia ordem e trabalho, o resto era menos importante. As ameaças, as propostas, o ódio, tudo era periférico. "Papai dizia que era preciso que as coisas mudassem."
Ao longo do livro, Otto testemunha os efeitos do regime apoiado por seu pai. Vizinhos desaparecem, livros queimados, censura, um primeiro campo de concentração para homossexuais, ciganos, judeus, pessoas com deficiência. Até que chega a tragédia familiar: nasce sua irmã, bebê com deficiência mental, alvo das políticas de eugenia do governo que seu pai ajudou a eleger.
A história ilustra o processo rápido e violento de radicalização pela perspectiva da família, pelos olhos de uma criança. Mostra a preocupação com conveniências imediatas do pai, rejeitadas pela mãe.
Ilumina a banalidade do voto que incentiva a força mais sociopática naquela comunidade. Não era um voto ideológico, apenas desespero e ressentimento, crente em soluções mágicas. O autoengano, a subestimação do risco, a cumplicidade. A miopia de curto prazo. O líder lhe deu uma explicação da crise, um culpado.
Otto nunca faz ao pai a pergunta do título ("Papai, Por Que Você Votou no Hitler?", de Didier Daeninckx, tradução de Julia Simões, Ed. Cecerelê). Ela ecoa no silêncio da casa, na sua incapacidade de entender e verbalizar a incongruência entre o voto do pai e o som ao redor.
Otto não julga, apenas sobrevive. E expõe a maior crueldade do voto extremista: atinge a família e deixa legado para o futuro. O pai, homem de bem, ignora sinais. Jornais também ignoram e não nomeiam o horror. Ele não sabia que poderia atingir a própria filha, cuja existência o regime não atribuía valor.
Analistas sabichões podem dizer que o livro não passa de um exemplo da "Lei de Godwin": à medida que uma discussão se estende, aumenta a probabilidade de surgir uma comparação com Hitler. Mike Godwin, que deu nome a essa "lei", se referia a abusos hiperbólicos, não à possibilidade de qualquer comparação com o nazismo. Ele próprio afirmou: "É ok comparar Trump com Hitler. Não me deixe impedi-lo".
Richard Hamilton, no livro "Quem Votou em Hitler?", mostrou que o voto no partido nazista crescia conforme aumentava o nível econômico. Milton Mayer, em "Eles Pensavam Que Eram Livres: Alemães Entre 1933-1945", mostra como cidadãos comuns vão ignorando perdas graduais nas liberdades até ser tarde demais.
A imagem viral que marca a comemoração do resultado eleitoral de domingo no Brasil foi a de um menino com camisa do Brasil dançando no capô de um carro segurando uma arma.
Essa a enormidade da barganha: você entra na mesa de negociação com pedido de ajuste fiscal. O outro lado promete atender, sem explicar como. Só cobra armar crianças, intimidar professores, jornalistas e artistas; descredibilizar médicos, discriminar homossexuais, desproteger mulheres; explodir o clima, enriquecer a família, legitimar a incivilidade gratuita e liberar recursos nacionais para país estrangeiro.
Ignorar a Constituição. E você diz sim, negócio fechado.
Quem está dizendo que o bolsonarismo tem trajetória parecida com o nazismo não sou eu, é o Cabo Gilberto (PL), deputado federal mais votado da Paraíba.
Deram um chicote na mão de uma mulher branca.
Deram uma arma na mão de uma criança.
Compararam o resultado da eleição com a ascensão do nazismo.
Falaram abertamente sobre alterar a Constituição.
Tudo em 48 horas depois de vencerem por 1,5% o primeiro turno.
Imagina eleito.
Kim: "O q voce diria se vazasse uma ligação do Lulinha pedindo 130 milhões de reais pro Marcelo Odebrecht dizendo que é pra um filme sobre o Lula? Se o Lulinha mentisse que não conhece o Odebrecht? Então pq quando o Flávio Bolsonaro mente é patriota?"
Assistam esse reel emocionante da psicanalista brasileira Paula Lubianchi “Desabafo de uma psi pós 1o turno.”
Vale à pena !!
Infelizmente não está traduzido em outras línguas.
Existe gente burra, gente muito burra, gente imbecil, gente extremamente imbecil… e existe concurseiro e servidor público que vota em Flávio Bolsonaro.
O Flávio diz literalmente que vai privatizar 95% de tudo, e o cara acha que o próprio cargo, o concurso que está estudando para fazer e o serviço em que trabalha vão escapar.
É votar contra o próprio futuro e ainda se achar esperto.
Burro pra c@ralh0!
O dia se encerra com o coração cheio de gratidão porque sabemos que nossa caminhada é feita de luta, trabalho e compromisso com o Amapá. Dia 04 de outubro é 130!
#DoRandNãoAbroMão
O pai não vota nele porque tá preso.
O irmão não vota nele porque tá foragido.
O outro irmão não vota nele porque vai faltar.
O irmão caçula não vota nele porque vai errar o número.
A madrasta não vota nele porque o detesta.
Se nem a família vota nele, não seja o otário a votar.
🇺🇸 TRUMP: “Posso relatar, com orgulho, que os EUA estão de volta, e nosso país está mais forte hoje do que nunca”
🇺🇳 Plateia: 🤐🙄🤐🙄
🇧🇷 LULA: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”
🇺🇳 Plateia: 👏🥳👏🥳
Vamos relembrar a nossa história recente? Lembram do METANOL?
Pois então, o governo brasileiro iria regulamentar a fiscalização das fintechs.
Nicolas Ferreira fez vídeo dizendo que iriam taxar o PIX.
A Polícia Federal descobriu que as fintechs estavam sendo usadas para o crime organizado lavar dinheiro.
Qual crime organizado? O mesmo que estava adulterando o nosso combustível com metanol. E que estava adulterando até bebidas com metanol, levando a diversas mortes pelo país.
Operação Carbono Oculto. E o que a PF descobriu? Que o crime organizado do metanol injetou BILHÕES de reais em títulos de um tal de BANCO MASTER.
A partir daí, a PF chegou em Daniel Vorcaro.
Aliás, uma curiosidade: Vorcaro frequentava a igreja evangélica da lagoinha, ligada a Andre Valadão, amigo de Silas Malafaia, padrinho político de Michele Bolsonaro.
Por fim chegamos em André Mendonça, ministro do STF indicado por Bolsonaro, Silas e companhia. Esse mesmo ministro decidiu recentemente afastar do cargo o diretor da PF. Justamente o chefe da PF, que foi quem deflagrou toda a investigação do esquema de corrupção.
Enfim, prestem atenção.
⭐ MARTHA MEDEIROS ⭐
✍️ Meus interesses? Deixem-os pra lá.
Aviso aos candidatos à presidência e demais cargos públicos. Sou uma mulher branca e heterossexual. Minha família pagou meu colégio e a faculdade. Na juventude, pude me exercitar, estudar idiomas, viajar. Fui criada +
Padre Gilvânio Cardoso:
"Comunismo não é ideologia, é economia... Voces pagam pra ir na UPA? O SUS pagam? Porque é comum a todos. Impostos são caixa comum e é do povo. Portanto, imposto não é para rachadinha nem para orçamento secreto".