🚨BOLSONARO NUNCA DEBOCHOU de quem estava com falta de ar na COVID-19.
A VERDADE é que ele fazia um apelo para que as pessoas NÃO ESPERASSEM sentir falta de ar!
Um CORTE CANALHA foi compartilhado e essa MENTIRA dura até hoje!
ESPALHE A VERDADE!
VERDADES DESGRADÁVEIS À NOVA "DIREITA JOHN LENON":
“Numa campanha majoritária, os apoios devem vir do diálogo e do convencimento, nunca por pressões.”
Isso não é uma frase; é um chavão bonitinho, um truque retórico. O segredo é pegar um truísmo e distorcê-lo para caber numa realidade absolutamente diferente daquela da qual surgiu. Não é que alguém discorde de que eleitores e políticos de outros grupos precisam ser convencidos a apoiar. Ninguém, em sã consciência, poderia discordar disso. Mas o truque está aí: pegar algo ordinariamente são e enlouquecê-lo, aplicá-lo a uma realidade tão diferente que se torna irreconhecível.
Ninguém está cobrando que dona Maria, eleitora soberana, seja obrigada a apoiar o Flávio. Muito menos que grupos políticos criados fora do bolsonarismo tenham dever de apoio. O que se pede é mais elementar: que pessoas que só existem politicamente por causa do bolsonarismo apoiem efetivamente a candidatura do Flávio. Entende a diferença entre exigir apoio de quem é fruto do seu grupo político e de quem não é? Entende a mistura intencional?
Se não se pode cobrar que a mulher do Bolsonaro, que há um mês viajava pelo país fazendo política, engaje na campanha do Flávio, então não sei mais o que os eleitores podem cobrar. Se nós, meros eleitores, não podemos cobrar um deputado do partido que só existe devido ao bolsonarismo, então não sei mais o que podemos cobrar.
É até assustador que cobranças sejam vendidas como “ataques”, vocabulário Alexandrino e narrativa que já levou muita gente inocente para a prisão. Mas eu não preciso ser autorizado ou desautorizado. Nós não somos os funcionários; somos os outorgantes. Votamos e elegemos vocês. Podem e devem ser cobrados quantas vezes forem necessárias.
Qualquer pessoa minimamente familiarizada com política real - não com slogans - sabe que campanhas majoritárias nunca foram construídas apenas com “diálogo e convencimento”. Política é coordenação sob conflito. É constru��ão de maioria com base em incentivos, custos e consequências. Apenas para ficar no exemplo mais óbvio, Trump e o eleitorado MAGA não trataram dissidência republicana com sentimentalismo. Parlamentares que resistiram ou se recusaram a apoiar seus candidatos foram confrontados, pressionados e, em muitos casos, derrotados em primárias ou tornaram-se irrelevantes. Não foi com apelos à “união” ao som imaginário de John Lennon cantando “imagine”, mas com a boa e velha pressão do eleitor. Apoio gera reciprocidade; deslealdade gera custo. Quem não entendeu saiu do jogo.
Houve muito diálogo, muitos dos quais eu testemunhei, até onde não deveria ter sido necessário, com gente que não dava apoio de jeito nenhum. Flávio teve que chegar à liderança sem muita gente. E vamos ser honestos: quem realmente consolidou sua liderança foi o irmão, Eduardo. O mesmo que os narizes em pé, que tentaram inviabilizar Flávio, acusam agora de atrapalhar. Falem o que quiserem, mas Eduardo arcou com alto preço para viabilizar a candidatura do irmão. Sem ele, não haveria candidatura, que encontrava resistência nas estrelinhas da direita.
Sim, houve pressão do eleitor no Tarcísio, e ele anunciou o apoio. Houve pressão no Nikolas, ele saiu da zona de conforto e declarou apoio. Houve pressão no Xinga Falafala, e até ele anunciou apoio. Michelle, por outro lado, tem sido poupada e talvez por isso o apoio ainda não tenha vindo. A ver.
Fugindo dos chavões, prefiro outra frase: a fraqueza é provocativa. O diálogo funciona melhor a partir de uma posição de força. Vocês são bem-vindos agora, mas não irão sentar na janela e ditar regras. O papel de fiscalização do eleitor vai continuar, doa a quem doer - reitero, sempre de braços abertos a quem quiser se juntar a este movimento contra um regime.