"Não percam tempo com códigos de ética; basta um preceito simples, o 7° mandamento, não roubarás."
Rui Rocha, para Zé Luís Carneiro, AR, 2 de junho de 2026.
Que Rei, mano👑
Nota: e o 10°, já agora, não cobiçarás as coisas alheias.🥸
My BIGGEST problem is that I want to be politically informed but I would also like to have a good day and be happy, and those are mutually exclusive things apparently.
as pessoas mais poderosas e influentes do mundo estão envolvidas em pedofilia, tráfico humano, desmembramento de bebês, canibalismo, ocultação de cadáveres… e o máximo que tá acontecendo é que tá todo mundo indignado na internet
🇪🇺 Fascinante! Conseguimos transformar uma medida económica banal num ato moral superior.
O Trump queria proteger a indústria americana?
Protecionista! Fóssil humano inconsciente! Por aí e às vezes, de fdp para cima, para os mais românticos.
A Europa quer proteger a indústria europeia?
Visionários! Paladinos da globalização responsável!
É a mesma política, mas polvilhada com alecrim ético e pronto, passa logo a parecer uma causa. Brilhante.
De repente, cobrar uma taxa sobre pechinchas da China já não é protecionismo,é, como dizer, correção dos desequilíbrios estruturais. É isso.🥸
E nós, parvos, a pensar que era um imposto. Ou pior, uma tarifa!
Não, mas chamar-lhe tarifa é feio, nós europeus não alinhamos nisso.Chamar-lhe ajuste à concorrência desleal é chic e mais apropriado também.
Camaradas, a ironia é deliciosa, o que era, na boca do Trump, uma heresia económica, na boca da comissária europeia é liturgia!
E o mais engraçado?
Funciona.
A malta aplaude, respira fundo e convence-se de que pagar mais pelas tralhas de 1,99€ não é um custo, é consciência cívica. Ah f@da-se, viva o mundo das palavras escolhidas a dedo. Este é o milagre europeu, só nosso, o de transformar impostos em virtudes, tarifas em direitos humanos e taxas em abraçinhos fiscais.😅
Estou encantado!
o dono da cooperativa
Nota: coerência é uma linha reta, mas nós teimamos em andar às curvas
☢️Reflexão da Cooperativa: há quem acredite que a redistribuição é uma forma nobre de justiça social. A ideia de tirar a quem tem mais para dar a quem tem menos parece, no papel, um hino à equidade. Epá, e de facto dar uma mão a quem está no poço é boa ideia, desde que quem está lá não pese mais do que eu. Acho que dá para perceber...
A promessa é sempre a que o dinheiro vai para os mais desfavorecidos. Acontece que, no caminho, o pecúlio faz uma espécie de rally das tascas públicas. É. Eu explico. Passa pela fundação para a igualdade de género nas atividades circenses, financia a cooperativa dos jardineiros urbanos do jacarandá, cobre uns jantares de gala do instituto da sustentabilidade do grande tubarão branco, e termina, cansado, nos bolsos de quem escreve relatórios sobre estratégias inclusivas de resiliência emocional para idosos LGBTetc+ em meio aquático. O pobre do pecúlio chega ao destino final esgotado, e o desfavorecido continua à espera, a ver o hoje tão croticado e polémico Preço Certo na RTP 1. Há quem veja no cancelamento do programa uma ótima oportunidade de desviar mais uns cobres para a tal "redistribução".
É aqui que entramos na espiral do moral hazard. Sim, quanto mais o Estado promete redistribuir, mais gente se candidata a ser redistribuída. O problema não é a pobreza, é o conforto da resignação. Há os que não podem e há os que não querem, e como na prática é difícil distingui-los, o Estado trata-os por igual. Uns precisavam de apoio; outros precisavam de vergonha na cara.
Adiante! A redistribuição tornou-se uma arte de multiplicar intermediários. Um euro tirado ao que produz divide-se em dez cêntimos para o que precisa, trinta para o que processa, cinquenta para o que fiscaliza, e o resto evapora-se em custos administrativos, uma espécie de termo técnico para o "ninguém sabe onde pára o guito".
Concluo, pois, que a pretexto da redistribuição, cada vez mais do pecúlio roubado aos que têm vai sendo desperdiçado antes de chegar aos que não têm. E enquanto o país se consola com esta ficção moral, continuamos todos a financiar cursos de liderança transformadora para jovens autosustentáveis e subsídios para tornar o campo mais atrativo, pagos a quem vive na cidade, num exercício retorcido de redistribuição de riqueza pela socidade.
Para vossa eventual reflexão.
o dono da cooperativa.
🇪🇺 Vocês não acham estranho que aquele a quem vocês chamam de capacho da troika não seja hoje o presidente do conselho europeu?
Pois é. É outro.
O Passos Coelho é o maior injustiçado da nossa história política recente, condenado ao exílio moral num país que prefere ser embalado pelas promessas de almoço grátis muito mais do que pelas verdades sem açúcar.
O crime capital? Ter dito a uma geração que o mundo é maior que a praceta do bairro. Que talvez, só talvez, o futuro não estivesse à espera no balcão do Iefp. Não foi bem mandar embora, abriu-lhes a porta. E foi julgado como se tivesse apagado o sol. Não obrigou ninguém!
Reformar o estado? A blasfémia, o horror. Ninguém quer um estado reformado. Passos tentou reduzir o monstro que devora mais do que produz, e foi acusado de crueldade. Mas deixem-me que vos diga que os mesmos que o chamaram de capacho da troika continuam hoje a engraxar Bruxelas com uma entusiasmo absolutamente notável, e curiosamente, mais recompensador do que foi a era troika para o Passos.
E sim, orientou o país para as exportações. Um pecado mortal num país habituado a importar tudo, especialmente responsabilidade. Pela primeira vez em décadas, o estado português fez alguma dieta, e fez-lhe bem, o Costa agradeceu.
Passos Coelho tentou criar uma cultura de esforço, mérito e trabalho, mas Portugal não perdoa a quem lhe tira o conforto do subsídio e a almofada do facilitismo. Foi crucificado no altar do populismo por ter dito a verdade nua e crua, e que todos no fundo sabemos, que não há milagres, mas há contas para pagar.
Hoje, os mesmos que o insultaram vivem dos frutos da austeridade que ele plantou. Crescimento sustentado, contas equilibradas, e a ilusão, efémera como vamos mais cedo do que tarde ficar a saber outra vez, de que o dinheiro cai do céu. Ninguém lhe agradece, claro. Em Portugal, quem apaga o fogo é sempre acusado de ter trazido o isqueiro. Mas o pirómano, eu sei bem quem foi.
Passos Coelho foi um líder que tentou reformar uma nação que prefere o remendo à mudança. Um país que sonha com prosperidade, mas adormece de tanta preguiça que tem. E é por isso que, enquanto ele é lembrado como o homem da troika, continuamos a ser o povo da troika mental, reféns da nossa própria pequenez e falta de ambição.
Para eventual reflexão.🥸
o dono da cooperativa
Nota: foi o único que nos quis ensinar a viver sem semanada.
Ricardo Leão arrasa por completo o movimento Vida Justa.🥸
Pelo meio também nos dá alguns eslcarecimentos interessantes sobre o processo de demolição dos barracos ( e não casas auto-contruídas) em Loures.
Os burocratas não conseguiram antecipar que seria inviável um veículo articulado fazer inversão de marcha em contramão, de 5 em 5 minutos, na rotunda mais congestionada do Porto. Mas confiem neles para antecipar o futuro da indústria e tecnologia na Europa. Vai correr bem.