90 anos da morte de Fernando Pessoa. Um homem que não pertenceu ao seu tempo, escreveu para séculos.
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
A maturidade me fez perceber que nem todo entendimento do mundo resolve a dor deixada por um abraço que nunca veio, por um “eu te amo” que nunca foi dito, por aquele momento de atenção genuíno que faltou quando eu mais precisava.
Hoje, eu entendo que meu pai, apesar de nunca ter demonstrado afeto, me ama, do jeito que ele aprendeu, do jeito como ele mesmo foi amado. Eu entendo que ninguém consegue oferecer aquilo que nunca fez parte da sua visão do que é amar. E entendo também que, mesmo sem palavras, ele se jogaria na frente de uma bala por mim sem hesitar.
Mas a maturidade só me levou até aqui. Ela me deu compreensão, mas não me curou. E é justamente aí que entra aquilo que não nasceu da experiência, mas da graça duvida: a fé.
Porque a maturidade explica; a fé transforma.
A maturidade traz compreensão; a fé vai além, traz a cura.
Por isso, hoje eu não apenas entendo que meu pai me ama, hoje eu sei. E quando essa certeza passa da cabeça para o coração, toda carência perde força. A fé mostra com lucidez que existem sacrifícios que pesam mais do que abraços, palavras ou atenção.
Claro, num mundo ideal, nada disso deveria se excluir. Mas essa é a vida que temos. E o amor é a única ferramenta que realmente funciona quando o resto falha.
Então eu convido você, que um dia se sentiu abandonado ou rejeitado, a perdoar aqueles que talvez nem precisem do seu perdão, porque já te deram aquilo que não tem medida: a vida.
E sim, eu sei que existe quem nasceu de verdadeiros monstros, quem carregou dores que eu nem ouso comparar. Para esses, o perdão não é para absolver ninguém. É para que a ferida pare de sangrar dentro de você.
Porque, no fim, a raiva, a mágoa, a vingança… nada disso constrói nada. Só amplia a dor.
O amor, por outro lado, apanha, sangra, se humilha, é crucificado e morto. Mas é o único que revive, prevalece e, no tempo certo, faz novas todas as coisas.
1/
31 de julho.
O site do Pe. Paulo Ricardo publica um texto anticapitalista.
Resultado: católicos indignados.
Leitor mandando o padre “estudar a Escola Austríaca”.
Esta é a história de como o católico brasileiro teve a cabeça sequestrada pelo erro liberal.
🧵👇
Se você acha que a Inquisição foi apenas uma tortura cruel, não tem ideia do que foi.
Você já ouviu as histórias.
Masmorras. Correntes. Queima na fogueira.
"Um reinado de terror"
A verdade?
Não é o que Hollywood lhe contou.
Esta é a verdade sobre a Inquisição - uma 🧵✝️
♰ Let's Sing with Pope Leo XIV ♰
🎥 The Pontifical Institute of Sacred Music, Rome, Italy 🇮🇹
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