Gestora de RH, estudante de Psicologia, apaixonada pelo Zeca (dog), casada com o homem mais incrível do mundo e mãe da filha mais linda e inteligente do planeta
1888:
Fim da escravidão? "Vai quebrar o Brasil"
1923:
Aposentadoria? "Vai quebrar o Brasil"
1925:
Férias? "Vai quebrar o Brasil"
1940:
Salário mínimo? "Vai quebrar o Brasil"
1962:
13º salário? "Vai quebrar o Brasil"
2026: Fim da escala 6x1? "Vai quebrar o Brasil"
É impressionante, e doloroso ver que, diante de uma tragédia dessas, ainda exista gente com pena dele e culpando ela.
Um homem matou os próprios filhos e depois tirou a própria vida. Antes disso, deixou uma narrativa conveniente, a culpa seria de uma suposta traição da esposa. Mas ela já havia pedido o divórcio. Já tinha decidido sair. Já estava encerrando o vínculo.
Separação não é traição. E, ainda que fosse, nada, absolutamente nada, transforma assassinato em reação compreensível.
O que aconteceu não foi “crime passional”. Não foi “desespero de um homem apaixonado”. Foi o último ato de controle de alguém que não suportou perder poder.
Quando uma mulher decide ir embora, ela está exercendo um direito básico, o de não permanecer onde não quer estar. Mas para muitos homens formados na lógica da posse, o fim da relação é vivido como humilhação. Como afronta. Como ferida no ego. E, em alguns casos extremos, essa ferida vira punição.
E a punição é cruel:
“Se eu não posso ter, você também não terá.”
Os filhos deixam de ser vistos como sujeitos. Viram instrumentos de vingança. E isso é devastador.
O mais assustador é assistir à inversão moral que acontece depois. Ele vira “coitado”, “desesperado”, “traído”. Ela vira a “causa”. Como se pedir o divórcio fosse um crime. Como se autonomia feminina fosse provocação. Como se a decisão de um homem de matar pudesse ser terceirizada.
Sofrimento não autoriza violência.
Ciúme não autoriza violência.
Rejeição não autoriza violência.
Nada autoriza matar.
Quando parte da sociedade relativiza, quando diz “mas ela…”, o que está fazendo é mandar um recado perigoso, que existe um limite em que a violência masculina é entendível. E não existe.
Ele fez uma escolha.
Ela fez outra, a de sair.
A escolha dela era legítima.
A dele foi criminosa.
Duas crianças perderam a vida. Uma mulher perdeu os filhos. E ainda querem que ela carregue a culpa?
Não.
A responsabilidade tem nome.
A autoria tem dono.
E enquanto continuarmos tentando explicar o inexplicável colocando mulheres no banco dos réus morais, estaremos alimentando a mesma lógica que permite que tragédias como essa se repitam.
@tiocleber_@Tamoios099 Meu Deus do céu… Que absurdo!
Muito obrigada por me dá notícias. Eu estou precisando descer, não sei se a minha casa alagou. Estou em pânico aqui.