Um dos sentimentos mais tristes que já experimentei na vida foi o de ser deixada sozinha na rua, durante a madrugada, em uma cidade que não me era familiar. Em um país que mais matam mulheres, a vida de uma mulher parece valer menos do que uma discussão.
A situação da mulher atualmente é insustentável: Karielle era casada e rejeitou o vizinho que a matou a facadas, além de tirar a vida do filho dela. Se a mulher sai de um relacionamento e tenta começar uma nova vida, o marido que não aceita o fim do relacionamento a mata, se ela nega as investidas de um homem, morre também, digo e repito, tá insustentável viver como mulher nesse país.
E o pior: tem homem (verme) colocando a culpa na vítima, devido ao fato de ela ser de uma religião de matriz africana, não basta ser estigmatizada pelo feminicídio mas agora também por intolerância religiosa, afinal em certas cabeças doentes que estão comentando, a culpa é dela por ter atraído o mal com a sua religião.
A CULPA NUNCA É DA VÍTIMA.
Parem de nos matar.
Tânia Maria, artesã nordestina, estreou no cinema apenas aos 73 anos, em Bacurau. Agora, em 'O Agente Secreto', a crítica internacional já a menciona como uma possível candidata à indicação ao Oscar 2026 de Melhor Atriz Coadjuvante.
Cora Coralina publicou seu primeiro livro aos 75 anos.
É verdade: a vida, muitas vezes, não nos poupa. Há atrasos, dores, silêncios longos e travessias duras. Mas histórias como essas também nos lembram que, apesar de tudo, a vida não é só perda, ela pode, inesperadamente, nos surpreender.
Nem tudo chega no tempo que a gente imagina, mas algumas coisas chegam no tempo em que a gente finalmente está pronto para existir nelas.
#Fantástico #GoldenGlobes