Ao analisar o universo de influenciadores que lucram com o ódio às mulheres, a diretora do IREE Danielle Zulques (@daniellezulques) analisa uma engrenagem baseada em performance e exploração da insegurança masculina. Leia em
Em seu artigo, a diretora do IREE @daniellezulques reflete sobre o impacto da megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, e discute como a lógica do medo tem orientado políticas públicas e moldado a vida nas cidades brasileiras.
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Enquanto a multidão vibra pela limpeza, elas enterram os filhos com as próprias mãos, carregando culpa que não é delas.
E choram escondido, porque a sociedade ensinou que mãe de bandido não pode sofrer. Como se o luto fosse proibido pra quem nasceu do lado errado do muro.
Os bandidos estão mortos. Mas as mães continuam aqui. Destruídas, sem chão, tentando entender em que momento o país decidiu que elas também mereciam morrer um pouco junto. A mãe não tem espaço na guerra e covardemente é vista como cúmplice, como fracasso, como vergonha.
Os 3 elementos constitutivos de uma nação são povo, território e governo. As máfias dominam esses 3 elementos em muitos lugares do país. É urgente retomar os territórios do crime, o seu governo, para salvar o povo. E isso se faz com ocupação e presença do Estado, urbanização e dignidade de vida, perspectivas de trabalho e inclusão social, policiamento de aproximação. Incursão violenta em território do crime sem todo o resto é enxugar gelo, ou pior: disputa disfarçada de território por máfias concorrentes.
Mata-mata: temo uma concorrência mortífera entre governos estaduais, sob a lógica de que o mais eficiente no combate às máfias é aquele que mata mais. E assim transformam homens da lei em assassinos, governos em máquinas de morte e o Estado em instrumento do crime, para a felicidade do PCC e do CV, que, diante da pobreza e da falta de perspectiva, podem recrutar infinitamente. É a Idade Média da Segurança Pública, o avesso do que se tem de fazer.
O uso de força letal pelo Estado se justifica nas hipóteses previstas em lei. Todas elas pressupõem legítima defesa da vida. Assassinato indiscriminado, que transforma policiais em investigadores, promotores, juízes e carrascos em uma fração de segundos serve de nada para desmantelar máfias. Não se enganem, não se encantem pela morte de meninos pretos e pobres, pelos quais muitos nutrem ódio porque foram seduzidos pelo crime. Mata-lós não vai nos tornar mais seguros.
É indispensável o combate repressivo às máfias, por meio da criação de uma Autoridade Nacional Antimáfia, capaz de recrutar agentes policiais de todas as forças do país, contratar especialistas, infiltrar agentes, com uso de tecnologia de ponta. Tudo isso para deter lideranças, confiscar ativos do crime, admoestar associações às máfias e impedir sua infiltração na economia e nos governos. Mais inteligência, menos violência.
Em seu novo artigo, @daniellezulques propõe uma reflexão: saímos da era da pós-verdade e entramos na era da crença. Se antes os fatos eram distorcidos, agora corremos o risco de vê-los simplesmente deixarem de importar. Leia em https://t.co/qWKPN3waTg
@WalfridoWarde Não é conservadorismo, é civilização. Sem regras básicas de convivência, a liberdade vira caos. Higiene, respeito, trabalho e empatia não são moralismo, são alicerces do comum. Quando o “eu” vence o “nós”, o mundo desaba. E é isso que temos visto.
A Diretora do IREE @daniellezulques destaca como os avanços da economia chinesa estão conectados com uma filosofia que privilegia o comum sobre o individual. Leia o artigo em https://t.co/rIEsDT4K4L
A Diretora do IREE @daniellezulques reflete sobre a centralidade histórica da China, seus avanços recentes e a dificuldade do Ocidente em reconhecer essa realidade. Leia o artigo em https://t.co/rIEsDT4K4L
Será que estamos mesmo tão divididos? Nas redes tudo soa como confronto, mas na vida real a convivência segue possível e essencial, como reflete a Diretora do IREE @daniellezulques em seu novo artigo. Leia em https://t.co/NjP3L8Roea
O problema nunca é só o criminoso. É a plateia que o transforma em ídolo. Enquanto o crime render like, fama e publi, continuaremos fabricando monstros com nossas próprias mãos.
Hoje, mais um exemplo, Bia Miranda e Gato Preto, bêbados, bateram uma Ferrari às 6 da manhã num pai que levava o filho para a faculdade. Eles não perderão seguidores. Vão ganhar dinheiro com o acidente.
Hytalo Santos não surgiu do nada. Ele só existiu porque milhões assistiram, curtiram e compartilharam seus vídeos explorando menores. Não foi um acidente.
Por que a violência contra mulher não diminui? A Lei Maria da Penha completa 19 anos, mas ainda hoje vemos subir os casos de feminicídios. Leia sobre os desafios para o enfrentamento da violência de gênero em https://t.co/JZ2PBin2M5
Um homem mata um gari com um tiro no peito e depois vai treinar. Se diz cristão e patriota, mas age como se a vida alheia fosse descartável. É a confiança de quem sabe que a justiça, aqui, não é cega, ela enxerga muito bem a cor da pele, a classe social e o lado da arma.
Eparrey, minha mãe!
Leva o que não é meu.
Deixa só o que me fortalece.
Gira comigo. Fica comigo. Vive em mim.
Eu sou tua.
E nada, nem ninguém, vai me parar 🌪️