Sign of the Times no Project Hail Mary foi um "acidente". E é por isso que quebra o coração de quem tá assistindo. A atriz Sandra Hüller estava procurando numa playlist de "músicas de despedida" algo pra cena. Escolheu Sign of the Times sem nem perceber que a letra falava de espaço.
Os atores no set não sabiam que ela ia cantar. As reações que você vê na tela são reais. Ryan Gosling falou que a música é realmente o coração do filme, uma música escrita sobre uma mãe morrendo no parto, usada como despedida antes de alguém ir salvar a humanidade sozinho no espaço. A música que a gente não sabia que precisava ouvir pra acreditar que ainda dá tempo de salvar tudo.
De repente, você tem 27 anos.
Faz o café, corre pro trabalho, chega em casa por volta das 7 da noite e está cansado demais para fazer qualquer coisa corpo. O que sobra é comer, scrollar o celular e desmaiar.
Acorda e repete o ciclo.
Sexta-feira chega e você até pensa em sair… mas o cansaço vence.
Como é que tudo passou tão depressa?
Você ainda se sente como aquele garoto de 17 anos que achava que tinha todo o tempo do mundo. Dez anos simplesmente evaporaram. E vem a saudade da leveza, da animação sem noção, da vida sem contas pra pagar nem consciência pesada.
Mas o espelho te devolve a verdade brutal: um dia você também vai sentir falta disto. Dos 25, confuso pra caralho, cansado pra porra, mas ainda tentando. Ainda no meio do fogo.
Aqui é onde o jogo vira.
Não importa a idade, você sempre vai sentir falta do “hoje”. A vida é um acelerador sem freio. O truque não é parar o mundo pra “sentir o cheiro das rosas”. O truque é desacelerar o superficial e acelerar o interno.
Corta as distrações que te roubam tempo. Revisa os hábitos que te sabotam. Assume 100% da responsabilidade, sem desculpa.
Seja o otimista delirante que planeja o melhor cenário possível e trabalha como um louco pra torná-lo real.
Escreve todo dia. Treina todo dia. Dorme como quem quer dominar amanhã. Como se sua vida dependesse disso, porque depende.
O mundo gira em modo automático, você escolhe o modo caverna, hábitos de ferro, mente afiada, corpo forte, visão clara.
O tempo não para. O homem que domina seus hábitos… esse sim, faz o tempo trabalhar pra ele.
Heterossexuais nunca saberão o que é você precisar lidar com as questões internas do seu relacionamento, crises existenciais, questões familiares e ainda precisar se esconder do mundo pra não correr o risco de morrer.
E ainda tem gente que acha que é escolha. Eu lá escolheria sofrer e correr risco a minha vida inteira e ainda ver a pessoa que eu amo passando pela mesma coisa?
Ah vá
Essa fofoca aqui envolvendo a Igreja Assembleia de Deus de Marabá tem de tudo: pastor traindo a esposa com a própria nora, o filho planejando assassinato da mãe...
Nem série da Netflix chega a tanto!
Uma deputada do PL-RJ disse que Bolsonaro estava preso injustamente e "poderia estar comendo acarajé na Bahia".
Em seguida, ela foi simplesmente ATROPELADA pela Erika Hilton, numa das maiores respostas da história da Câmara dos Deputados!
O mundo é cheio de contradições? Olha só:
A gente vive vendo o povo japonês lembrando das bombas atômicas. Os judeus nunca esquecem o Holocausto. Os europeus têm seus memoriais de guerra. E estão mais do que certo! São histórias que precisam ser contadas, para que nunca se repitam.
Mas quando a gente é preto, a história é outra. Nosso passado vem com um manual de instruções diferente: "Esquece isso aí", "Isso já foi", "Supera". Como se a escravidão fosse só um capítulo fechado nos livros de história, e não uma ferida que ainda sangra hoje.
Nossos ancestrais foram arrancados da África, acorrentados, estuprados, mortos, torturados. Foram tratados como mercadoria por séculos. E aí a gente ouve que tem que virar a página? Como?
A verdade é que o racismo não é coisa do passado. Ele tá no presente, vivo e cruel. Tá no jovem preto sendo abordado de forma violenta pela polícia. Tá na mulher preta humilhada no trabalho. Tá na violência que mata um de nós a cada 23 minutos. Tá no olhar de desconfiança quando entramos num elevador.
Não dá pra simplesmente "esquecer" quando a cada dia o presente nos lembra que nosso sangue ainda vale menos. O racismo é estrutural, tá nas fundações dessa sociedade. E a gente precisa falar sobre isso sem papas na língua, sem medo de ser chamado de "vitimista".
Enquanto a dor dos outros é tratada como história, a nossa dor é tratada como mimimi, frescura. Essa é a real. E enquanto isso não mudar, a gente vai continuar sim com a memória viva, porque o nosso passado ainda é o nosso presente.
A gente não quer pena. Quer respeito. Quer justiça. E pra isso, primeiro precisam parar de nos pedir para esquecer quem somos e de onde viemos.
VIVA A CONSCIÊNCIA NEGRA ✊🏿