Haiti usar uma camisa em tributo à própria independência - a Fifa proíbe, é “política”.
EUA ocupar o campo para celebrar 250 anos de independência - a Fifa autoriza, é “festa”.
No VAR, é claro: cinismo e hipocrisia.
Possivelmente a foto do ano!
Mulher negra no metrô ao lado de supremacistas brancos se encaminham para sua marcha nacionalista em Washington. 🇺🇸 (REUTERS/Cheney Orr)
🇨🇼 O empate sem gols com o Equador entra para a história de Curaçao. O primeiro ponto do país em Copas do Mundo nasce de uma atuação defensiva heroica, das 15 defesas de Eloy Room e também das decisões de um homem que, aos 78 anos, já se tornou o técnico mais velho da história dos Mundiais: Dick Advocaat.
Há poucos meses, porém, ele acreditava que não estaria vivendo este momento. Em fevereiro, o treinador neerlandês deixou o cargo para permanecer ao lado da filha, que enfrentava problemas de saúde. Depois de conduzir Curaçao até a primeira Copa do Mundo de sua trajetória, parecia que sua participação naquela aventura havia chegado ao fim.
Mas o futebol reservou outro capítulo. Com a melhora do quadro da filha, cresceu nos bastidores o movimento para seu retorno. Jogadores, dirigentes e pessoas ligadas ao projeto entendiam que aquela classificação carregava sua marca. Pouco depois, Advocaat voltou ao banco de reservas para concluir uma obra que ele mesmo ajudou a construir.
Hoje, o resultado histórico diante do Equador tem muitos protagonistas. Room foi a muralha em campo. Os atletas resistiram durante 90 minutos. Mas na área técnica estava um treinador que abriu mão da Copa para cuidar da família e que, meses depois, retornou para viver o maior momento da história do futebol de Curaçao.
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Tras los JJOO de 1936 en la Alemania nazi, Jesse Owens, atleta negro que ganó cuatro oros, fue preguntado por su experiencia en Alemania.
Resulta que pudo alojarse en la Villa Olímpica y comer con el resto de atletas, en EEUU no.
Roosevelt se negó a recibirlo en la Casa Blanca y en un homenaje en NY en un lujoso hotel le prohibieron usar la puerta principal...
A partir de mañana vamos a ser testigos del arraigado y vigente racismo de un país que no ha mejorado mucho que digamos.
Mañana empieza el Mundial más racista de la historia.
The Senegalese 🇸🇳 delegation gets this treatment on arrival in the USA. Full tarmac searches, shoes off, bags turned inside out like criminals.
This is straight up humiliation and a disgrace. They’d never put white boys through the same.
Com a aproximação do evento que qualquer apaixonado por futebol espera por quatro anos, é até normal que passemos a tratar a Copa do Mundo com exaltação quase incondicional, eufórica.
Mas não dá para ser assim diante dos absurdos aos quais estão sendo submetidos, nos Estados Unidos, dirigentes, comissões técnicas e jogadores de algumas seleções.
Recusas de vistos, interrogatórios infinitos e a estapafúrdia ideia de obrigar um time a deixar o país após cada jogo precisam ser tratados como um pacote, como uma das maiores vergonhas da história das Copas.
É curioso ver, por parte de quem defende esses atos, a acusação de que as críticas a eles têm motivações políticas. É justamente o contrário: quem defende que o Irã possa se concentrar, treinar e jogar como qualquer seleção não o faz em defesa do condenável regime iraniano, mas zelando pela isonomia esportiva e para que a Copa seja o que deveria ser, uma celebração da humanidade, seus povos e culturas.
São os vetos e limitações impostos por Donald Trump e seus asseclas que têm apenas motivações políticas. Ou alguém tem dúvida sobre o que o atacante do Iraque e o goleiro do Irã foram fazer nos EUA durante a Copa?
Tudo poderia ser menos vergonhoso não fosse a patética e já caricata subserviência do presidente da FIFA a Donald Trump. Infantino não agiria da mesma forma, acatando de orelhas baixas, arbitrariedades similares de Brasil ou Argentina. Por aqui, é certo, o ambicioso dirigente brigaria para que as óbvias premissas esportivas fossem cumpridas. Por lá, ele tem medo.
Especificamente sobre o Irã: se não contar com as mesmas condições dos rivais para disputar o torneio, o abandono de última hora seria uma forma contundente de protestar, gerando um prejuízo enorme. A impossibilidade de substituição, numa Copa em que terceiros colocados se classificam em oito de doze grupos (!), geraria um caos tão irreparável quanto merecido pela FIFA.
As consequências provavelmente viriam, é verdade. Mas seriam, mais uma vez, um vexame para Gianni Infantino, cujos esforços para estragar a competição mais sensacional do planeta por motivações políticas e financeiras não são poucos. E não são de hoje.