Fabiana e Ieda passaram nove dias desaparecidas até serem encontradas mortas, enterradas em uma área de mata.
O Brasil continua sendo um país onde mulheres são assassinadas todos os dias. E quando essas mulheres são lésbicas, o silêncio e a invisibilidade também fazem parte da violência. Fabiana e Ieda não podem ser apenas mais um caso.
Este crime de lesbofobia precisa ser investigado com seriedade, porque combater crimes de ódio também é responsabilidade do Estado. Justiça não pode ser seletiva.
Queremos respostas, responsabilização e o direito de existir sem medo!
O Congresso Nacional se prepara para entrar em recesso no dia 18 de julho deixando parada uma das pautas mais urgentes para a classe trabalhadora. A PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, poderia tirar milhões de brasileiros de uma rotina marcada pela exaustão, pelo adoecimento e pela falta de tempo para viver.
No Senado, porém, a proposta sequer começou a tramitar. Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa, ainda não encaminhou o texto à Comissão de Constituição e Justiça, etapa necessária para a escolha de um relator e o início da análise. Sem esse envio, não existe possibilidade de votação. Com a chegada do recesso e, logo depois, do período eleitoral, cresce o risco de que a discussão seja empurrada para depois das eleições de outubro.
Esse atraso não é burocrático, é político. Manter a PEC parada permite que a direita no Congresso fuja do debate durante o período eleitoral e evite responder diante da população por sua posição sobre o fim da escala 6x1. Enquanto milhões de trabalhadores seguem submetidos a jornadas desumanas, sem descanso, lazer ou convivência familiar, o Senado escolhe o silêncio e a demora.
Não aceitaremos que essa conquista seja engavetada. Seguimos mobilizados pelo fim imediato da escala 6x1 e pela redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.
Nota sobre a imposição de tarifas unilaterais contra o Brasil pelos EUA
É uma agressão comercial injustificável e inaceitável a decisão do governo de Donald Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Precisamos ser francos: é o Brasil sob ataque econômico movido por interesses políticos, ideológicos e eleitorais. Trata-se de uma ação política que ameaça empregos, renda, empresas e cadeias produtivas dos dois países.
Os números desmentem qualquer alegação de tratamento comercial injusto por parte do Brasil. Nos últimos 15 anos, os EUA acumularam um superávit de US$ 424,5 bilhões no comércio de bens e serviços com o nosso país. Somente em 2025, 76% dos produtos norte-americanos importados pelo Brasil entraram sem pagar tarifa, e a alíquota média efetivamente aplicada foi de apenas 3,1%.
Também não é possível ignorar que 63 das 78 manifestações apresentadas nas audiências públicas realizadas pelo órgão de comércio dos EUA foram contrárias ao tarifaço. A própria maioria dos representantes do setor privado brasileiro e norte-americano rejeitou uma medida que prejudica empresas, trabalhadores e consumidores dos dois lados.
É igualmente inaceitável utilizar a política ambiental brasileira e o PIX como pretextos para punir o Brasil.
Na área ambiental, as acusações são especialmente absurdas. Desde 2023, o Brasil retomou o combate ao desmatamento, ao garimpo ilegal e aos crimes contra nossas florestas e nossos povos indígenas e comunidades tradicionais. Reestruturamos a política ambiental, fortalecemos a fiscalização e voltamos a reduzir a destruição dos nossos biomas. O desmatamento da Amazônia atingiu o menor patamar em uma década e, no Cerrado, alcançamos o menor índice desde 2021.
Tudo fruto dos planos de prevenção e controle ampliados para todos os biomas, reforço das equipes de fiscalização ambiental e destinação de mais recursos para combater os crimes ambientais, além da ação integrada de todos os órgãos de proteção ambiental.
Transformar esse esforço reconhecido internacionalmente em justificativa para sanções comerciais é distorcer os fatos e desrespeitar o papel que o Brasil exerce na agenda climática global.
Já PIX é um patrimônio público, que ampliou o acesso da população ao sistema financeiro e se tornou referência internacional de inovação digital.
O Brasil precisa responder com firmeza, equilíbrio e dentro do direito internacional, utilizando a Lei de Reciprocidade, os instrumentos da Organização Mundial do Comércio e todas as medidas necessárias para proteger os setores atingidos, os empregos e a capacidade produtiva nacional. Soberania não se negocia sob ameaça.
O que mais impressiona é que o próprio governo Trump, por meio do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), apontou 2021 como o ano de pico do desmatamento ilegal no Brasil. Naquele ano, como sabemos, estávamos em pleno governo de Jair Bolsonaro, cuja gestão foi marcada pelo negacionismo climático e pelo desmonte das políticas ambientais e dos órgãos de fiscalização e proteção ambiental.
É especialmente grave que integrantes da família Bolsonaro, que tem o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tenham colaborado ativamente para criar um ambiente favorável a medidas contra o próprio Brasil. Em nome de seus interesses eleitorais e familiares, trabalharam para enfraquecer o país, pressionar nossas instituições e causar prejuízos à população brasileira.
Como afirmou a nota da Presidência da República, “não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições”. Quem pede sanções contra seu próprio país comemora dificuldades impostas aos brasileiros e se coloca a serviço de interesses estrangeiros não é patriota.
O novo Tarifaço de 25% mostra que Flávio Bolsonaro herdou do pai o projeto de entregar o Brasil aos americanos. Sempre foram sabujos. Sempre foram traidores. Nunca foram patriotas. Se lembrem disso daqui a 80 dias: a traição cobrará seu preço nas urnas. A Frente Ampla de 2022 foi pela Democracia. A nova Frente Ampla, que se inaugura hoje, será pela Soberania e a dignidade patriótica do povo brasileiro. 🇧🇷
Nota à imprensa sobre a imposição de tarifas unilaterais contra o Brasil pelos Estados Unidos
O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável.
O governo brasileiro repudia a decisão anunciada hoje pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.
Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%.
O Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. Apesar disso, nunca deixamos a mesa de negociação para defender os interesses nacionais.
Ao longo do último ano, o governo brasileiro atuou ininterruptamente junto ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) pelo encerramento das investigações baseadas na Seção 301, apresentando evidências que refutam cada uma das alegações sobre supostas práticas desleais de comércio adotadas pelo Brasil.
Demonstramos que são descabidas as alegações contra o PIX e a regulação de plataformas digitais, bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O PIX é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas. A liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros.
Nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, 63 das 78 intervenções feitas por representantes do setor privado brasileiro e norte-americano foram contrárias ao tarifaço.
O governo do Brasil seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. Continuaremos a diversificar parcerias comerciais e a abrir novos mercados para nossos produtos, como fizemos ao firmar acordos do MERCOSUL com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio e Singapura.
Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional.
O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC.
É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros.
Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Flávio Bolsonaro conseguiu o que queria.
Os Estados Unidos anunciaram hoje uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Desde o início, a família Bolsonaro trabalhou para estimular essa retaliação contra o próprio Brasil, colocando seus interesses políticos acima dos interesses do país.
Tariflávio, a gente sabe de quem é a culpa.
Chamem pelo nome certo: emenda do racismo!
O deputado Capitão Alden (Partido Liberal-BA) apresentou uma emenda na Comissão de Segurança Pública que mexe na Lei do Racismo, bem no momento em que a Câmara corre para votar o PL da Misoginia, que usa essa mesma lei como base.
Isto abre uma brecha gravíssima: alegar “opinião”, “convicção religiosa” ou “prática política” passaria a afastar o crime, bastando não haver incitação direta à violência. É discurso de ódio racial e misógino escapando pela porta dos fundos.
Uma única emenda, inconstitucional, atingindo de uma vez as duas maiorias deste país: pessoas negras e mulheres. Não é coincidência. Vou cobrar a rejeição!
VOTA LOGO, ALCOLUMBRE! É uma vergonha que o presidente do Senado siga enrolando o Brasil ao não pautar o fim da escala 6x1. Agora, quer decretar recesso para os senadores descansarem enquanto o povo segue sofrendo com essa escala desumana.
Temos que ampliar a pressão. Fim da escala 6x1 já!
🚨 ESTAMOS CANSADOS DE ESPERAR! É HORA DO CONGRESSO APROVAR!
Essa é a última semana que o Congresso Nacional pode votar o fim da escala 6x1 e a criminalização da misoginia antes do recesso parlamentar.
A última semana pros políticos dizerem se são aliados ou inimigos do povo que os sustenta. Se querem mulheres vivas ou o voto dos red pills.
É hora do povo botar os deputados e senadores pra trabalhar. É hora do povo cobrar cada político desse país.
Em qual país no mundo o Judiciário tem dois Tribunais com um saldo de bilhões a ser pago a juízes, além dos já elevados salários mensais em relação à média do serviço público? Procurem alguma experiência parecida em países da América Latina e OCDE. Parece inacreditável.
O Brasil naturalizou que o congresso execute orçamento.
Em qualquer lógica de separação de poderes no mundo, a execução orçamentária é competência do executivo, cabendo ao legislativo a votação do orçamento.
LEGISLATIVO EXECUTAR ORÇAMENTO é uma anomalia do modelo brasileiro.
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Os senadores seguem quietinhos em clima de recesso… esqueceram completamente que 40 milhões de brasileiros esperam uma posição deles sobre o fim da escala 6x1.