— Uh.. — A expressão foi de confusão, surpresa e uma pitada de divertimento. — Será que eu peguei?
Deu alguns passos na direção dele antes de ergueu a mão, o barulhinho soando com a chave rodando no indicador.
Inclinou o rosto, pressionando os lábios ao sorrir. Ela deu de ombros antes de responder.
— A uns 37 segundos, tempo o bastante para ver uma encenação muito adequada do quanto você precisa de mim. Fofo!
“Na estante da sala, perto do vaso branco.”
Pelo que se recordava, era isso. Chegou a esticar o pescoço, tentando espiar o móvel.
“Desde quando você está aí, Jean?”
Jean quase riu, algo proximo disse saiu do fundo de sua garganta, mas os olhos marejaram mais uma vez.
— Aparentemente, nem isso eu posso fazer, não é?
O homem concentrou o peso do corpo em uma das pernas, suspirando num misto de diversão disfarçada e cansaço. Poderia esbravejar, mas do que adiantaria?
“Para sua informação, eu sei exatamente onde estão as chaves. Já foi fazer o que te pedi mais cedo, Bobby?”
Os olhos avermelhados chegaram até Bobby e enquanto ele falava, ela tomava tempo para respirar, por fim, um riso curto e dolorido saiu de sua garganta ao negar e trazer o copo com a telecine para as mãos.
— Eu só preciso de um momento, eu agradeço, Bobby.. Pode ficar comigo.
Ao perceber que sua leal e confiável amiga Jean estava em um momento fragilizado, Bobby chegou sem fazer alarde com um copo de água em mãos. — Se você está tentando fingir que está tudo bem, sinto dizer que não está nenhum pouco convincente, Jean. — Um sorriso se escapou em meio+
— Não, Não.. não podemos conversar, isso.. eu.. Scott.. — Jean abraçou os próprios braços, o esforço para segurar o choro apenas deixava sua face mais corada. — Preciso resolver isso.