Antes de mais nada. O principal intuito aqui, é para servir como um exercício, pra aprimorar.
Só postarei comentários ou análises sobre partidas em que eu assisti completamente.
Ou seja, não assisti = Não falarei. (Talvez, mesmo assistindo, eu não fale).
Crônicas breves.
Botafogo derrotou um gigante — assim como Davi derrotou Golias.
Desacreditado pela mídia, todos davam a derrota para o PSG como certa, mas o Botafogo provou, mais uma vez, que é indecifrável.
Botafogo é pólvora e detonador, é um caos que transcende o que se explica.
Não é Lugar Para Covardes
O futebol brasileiro é exagero de sentimentos. É drama feito novela, é fé disfarçada de jogo, é choro que não pede permissão.
Mas quando falo de Botafogo, não falo só de futebol — falo de um jeito de viver.
E quando alguém pergunta por que não desistimos, a resposta já foi dada há muito tempo, pelo mais botafoguense dos botafoguenses: “Meu Botafogo não é lugar para covardes.”
Não é Lugar Para Covardes
O futebol brasileiro é exagero de sentimentos. É drama feito novela, é fé disfarçada de jogo, é choro que não pede permissão.
Mas quando falo de Botafogo, não falo só de futebol — falo de um jeito de viver.
No fim, entre lágrimas e suspiros, o coração volta a sussurrar: “vai passar, vai brilhar de novo, vai ser a nossa vez”.
Porque não importa o placar, não importa a queda, não importa a noite escura — a estrela sempre volta a conduzir.
ELAS RESISTEM.
Entre 1941 e 1979, o Estado brasileiro decidiu, por conta própria, que futebol era para homens — e ponto. Quase 40 anos de silêncio forçado. Meninas e mulheres por todo o Brasil eram obrigadas a jogar escondidas, driblando a lei no imaginário, dentro de si mesmas
Vão seguir resistindo, transformando críticas em gols, lágrimas em dribles.
Elas não estão pedindo permissão. Elas já estão jogando.
E quem não quiser ver, que feche os olhos.
O campo é delas — e nunca mais vai deixar de ser.
O futebol feminino brasileiro nunca foi uma moda passageira.
Ele já foi de Marta e de Formiga. Foram resistência. São resistência.
Hoje, é de Kerolin, Amanda Gutierres e Angelina.
Amanhã será de Giovanna Waksman, Jhonson e Aline Gomes.
Assim como Paris em noites de fúria, eles queimaram.
E, se o cemitério do futebol está cheio de favoritos, ontem, o Alvinegro enterrou mais um a sete palmos.
Cada lance da partida se traduz como guerra. Aos jogadores, em nenhum momento faltaram raça e vontade.
Se o PSG entrou no pedestal, o Alvinegro entrou com os pés no chão e a cabeça erguida — como um caçador que estuda sua presa e reconhece seu valor.