Não apoio mais perfis e contas libertárias apenas por serem libertárias. Se tu quiser me marcar, eu posso dar RT se me der na telha. A partir de hoje, esse é um perfil pessoal. Vou falar de conteúdo libertário quando me der na telha. Fiquem a vontade para sair.
Ei @grok, qual a figura política que mais desmobilizou libertários, fazendo elas cederem seus princípios em prol de pautas pragmáticas e se tornarem conservadores, liberais e nacionalistas?
Na lógica, você faz cálculos desprezando a resistência do ar, na materialidade você não pode, matemática não explica tudo, voce pode provar até terra plana usando aritmética e lógica
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Sim. Seria mais eficiente citar o Antiwoke. Sua tese é forte: os wokes buscam politizar toda a vida privada. Sua tese é fácil de demonstrar e defender, as referências soberbamente demonstram o ponto. Mas, você nem sequer precisava dizer que era do Antiwoke.
GUILHERME FREIRE NÃO É EXEMPLO | Parte 1/2
Guilherme Freire é um tipo que se tornou cada vez mais comum na direita brasileira e que se populariza na mesma medida em que é farsante, quanto mais farsante, mais popular.
⚠ GUILHERME FREIRE NÃO É EXEMPLO | Parte 1/2
⚡⚡Nesse episódio, Malboro e Miorim analisam seriamente o arquétipo Guilherme Freire, um tipo que se tornou cada vez mais comum na direita brasileira e que populariza na mesma medida em que é farsante, quanto mais farsante, mais...
Eu vi três comentários do Jim e afora certo conhecimento específico de um conjunto de fatos relacionados a vida e obra de Guenon (sem ter entrado em momento algum no Reino da Quantidade, livro que eu citei por ter lido e por discordar ativamente de suas premissas) ou da vida e
Eu gostaria de elogiar publicamente o vídeo do @Normose_ sobre Cultura Woke e convidar ele a fazer vídeos sobre vários dos temas que ele já abordou com esse mesmo esforço que ele fez nesse vídeo.
Eu discordo veementemente dele, mas definitivamente vi um esforço de articulação do
Poucas pessoas se dispõe a criticar verdadeiramente Olavo de Carvalho pelas falhas que ele de fato teve em sua filosofia e naquilo que é realmente pertinente criticar.
Nesse vídeo, eu e Malboro nos dispomos a responder o Olavo no nosso ponto central de discordância: modernidade.
Vamos lá!
HEREDITARIEDADE GENÉTICA
Bruna abre o artigo da seguinte maneira: "Eis o trecho em que Hoppe fala da degradação genética: 'A civilização e a cultura possuem uma base genética (biológica). Entretanto, em consequência do estatismo – da integração forçada, do igualitarismo, das políticas assistencialistas e da destruição familiar – a qualidade genética da população, sem dúvidas, declinou. De fato, como isso poderia não acontecer em condições em que o sucesso é sistematicamente punido e em que o fracasso é sistematicamente recompensado? Sendo este o seu propósito ou não, o estado de bem-estar social promove a proliferação de pessoas intelectual e moralmente inferiores; e os resultados seriam ainda piores se não fosse pelo fato de que as taxas de criminalidade são particularmente elevadas entre essas pessoas, as quais tendem a se eliminar umas às outras frequentemente'"
Aí ela continua: "Se alguém quiser dizer que isso é ciência, só lamento. Aproveito para lembrar que já observei o reducionismo arbitrário do biológico à genética noutra ocasião, tratando da obsessão por hereditariedade de QI que essa turma tem."
Nesta parte do texto, Bruna faz uma estranha conexão entre a fala do Hoppe e uma interpretação que ela tirou. No final, vemos que ela dá entender que o que deteriora a inteligência, é a base genética, principalmente quando ela fala de "hereditariedade de QI". Ora, mas esse não é o argumento do Hoppe e ela sabe disso, tanto que ela começa o artigo falando que para Hoppe, "muito resumidamente, a democracia fracassou porque seu assistencialismo provocou uma degeneração genética da população".
Primeiro que este é o muito resumidamente mais preguiçoso da história. A @olabocos fez um resumo muito bom e neutro sobre esta obra, por sinal (ainda que ela discorde de Hoppe).
Voltando. O final do texto, a Bruna quer passar o eleitor que a degradação da inteligência das pessoas se dá por questões genéticas, quando não foi o argumento do Hoppe. Para quem leu "Uma Breve História do Homem", do mesmo autor, sabe que o ponto, para Hoppe, é que o ambiente facilitado é um incentivo para o desenvolvimento pessoal do indivíduo em resolver problemas. É algo muito parecido com aquele meme do "tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos e homens fracos criam tempos difíceis".
O ponto, e fica claro ao longo do tempo, é que a Bruna parece querer estabelcer (estou dando chance à caridade interpretativa) um sinônimo entre genética e raça, como se fosse o caso de que, nestes trechos, se está defendendo que um povo de uma raça tem qualidades genéticas específicas superiores, que não me parece ser o caso. Base genética, geralmente é sobre como, para Hoppe, questõe de preferência temporal pode ser passado para frente, mas não por estar no "DNA", mas por questões de adaptabilidade do ambiente. Ou seja, não questões puramente hereditárias no sentido estrito.
COMO SABER QUEM É A ELITE NATURAL?
Aí ela continua: "Para os anarcocapitalistas, existe uma elite natural e ela foi posta abaixo pela democracia. Como saber quem é a elite? Pela riqueza: 'Os ricos, caracteristicamente, são indivíduos inteligentes e trabalhadores, e os pobres, normalmente, são indivíduos estúpidos ou preguiçosos (ou ambos)' (p. 130). O único senão é que o rico não pode dever a sua fortuna a favores do Estado para ser considerado elite natural, já que o Estado é uma mera força degeneradora da população (ou raça)."
Primeiro, que a resposta para a pergunta "como saber quem é a elite", está algumas páginas anteriores. Vejamos:
"Em consequência da enorme diversidade de talentos humanos, em todas as sociedades (sejam quais forem os seus graus de complexidade) algumas pessoas rapidamente adquirem o status de elite. Devido às suas realizações superiores em termos de riqueza, sabedoria e coragem (havendo, inclusi-ve, uma combinação de ambos), alguns indivíduos chegam a possuir uma 'autoridade natural', e as suas opiniões e os seus julgamentos desfrutam um respeito generalizado (p.103)".
A elite natural em uma ordem natural pode se dá por três características, como a bravura, sabedoria ou riqueza - o que já implica que o última não está condicionado, necessariamente, ao demais. O trecho que a Bruna traz se trata de um outro assunto. Veja alguns trechos anteriores ao que ela trouxe:
"O princípio 'um homem, um voto', combinado com a 'livre entrada' no governo democrático, implica que todas as pessoas (assim como os seus bens pessoais) ficam à mercê de serem pilhadas por todas as outras. Uma 'tragédia dos comuns' se estabelece. Pode-se esperar que as maiorias de 'pobres' ("não possuidores") incansavelmente tentará enriquecer à custa das minorias de 'ricos' ("possuidores"). Isso não significa dizer que haverá apenas uma classe de pobres e uma classe de ricos e que a redistribuição ocorrerá de maneira uniforme dos ricos para os pobres. Pelo contrário. Ao passo que a redistribuição dos ricos para os pobres sempre desempenhará um papel de destaque, seria um despropósito sociológico supor que esta será a única ou até mesmo a forma predominante de redistribuição. Afinal de contas, os 'permanentemente' ricos e os 'permanentemente' pobres normalmente são ricos ou pobres em decorrência de um determinado motivo. Os ricos [...]"
Mas ora, o que é permanentemente ricos? Bom, seguindo o conselho do @ivanildoiii , vamos olhar o rodapé deste trecho:
"Normalmente, explica Banfield, a pobreza é apenas uma fase de transição, restrita à fase inicial da carreira profissional do indivíduo. A pobreza 'permanente', por outro lado, é causada por determinados valores culturais e por determinadas atitudes: pela visão de curto prazo (orientada para o presente) do indivíduo"
Portanto não seria como se estivesse escrito, necessariamente, no DNA da pessoa se ela vai ser rica ou pobre. Estamos falando de Hoppe, não de Marx. E outra, essa parte nem discorre sobre elites naturais, como você fez este paralelo?
MONARQUIA x DEMOGRACINHA
Ela comenta que "para Hoppe, as repúblicas democráticas pioraram muito as monarquias, nas quais o Estado era uma propriedade privada administrada pelo seu dono com vistas no longo prazo. Por isso ele chora as pitangas da seguinte maneira: 'a democracia obteve êxito numa área em que a monarquia só conseguiu efetivar um modesto preâmbulo: na decisiva destruição das elites naturais. As fortunas das grandes famílias [nobres] se dissiparam; e sua tradição de independência cultural e econômica, de perspicácia intelectual e de liderança moral e espiritual foi esquecida. Ainda existem homens ricos hoje em dia; mas eles, muito frequentemente, devem sua fortuna direta ou indiretamente ao estado [sic]. Assim, tais homens se encontram muitas vezes mais dependentes de favores estatais do que as pessoas de menor riqueza' (p. 105-106). É um estado de coisas antinatural, onde os ricos não são os melhores."
Bruna, assim como todo brasileiro médio, fez uma inversão de causa e efeito como se, para Hoppe "os ricos são os melhores por serem ricos". Acontece, na verdade, é que competências que levam a pessoa a ser elite natural, como bravura, sabedoria ou riqueza. Não é, portanto, um estado "antinatural, pois os ricos não são os melhores", é algo como "não espaço para a elite natural, pois as características citadas são penalizadas e não valorizadas".
E para Hoppe (eu discordo fortemente) esse ambiente surge onde há a demogracinha que trouxe com ela todas as questões que o autor cita.
EU FUI NO SHOPS CENTER
Ela comenta: "Hoppe considera que todo anarcocapitalista tem que ser um conservador, e que todo conservador tem que ser um anarcocapitalista. Consequência disso é enxergar uma linha de continuidade da 'ordem natural' antiga e medieval até os dias de hoje, resistindo à degeneração promovida pelo Estado de bem-estar e pela democracia. Tais continuidades são… shopping centers e condomínios: 'Nos tempos modernos, os quais se caracterizam por um forte crescimento populacional e por uma diminuição significativa da importância das relações de parentesco, esse modelo libertário original [sic] de uma comunidade proprietária foi substituído por novos e conhecidos desenvolvimentos, como shopping centers e ‘condomínios fechados’. Os shopping centers e os condomínios fechados residenciais pertencem a uma única entidade (um indivíduo ou uma empresa privada); e a relação entre a comunidade titular e os seus inquilinos e residentes é puramente contratual. O titular é um empresário que busca obter lucros com o desenvolvimento e o gerenciamento de comunidades residenciais e/ou comerciais, atraindo pessoas a lugares onde elas desejam residir e/ou tocar os seus negócios' (p. 251). Aí está a sociedade ancap."
"Está aí a sociedade ancap" me quebrou.
Primeiro. A defesa ao anarcocapitalismo, não é uma defesa positiva. Não dizemos: "vão, se organizem em condomínios e shoppins center". Apenas comentamos o que não pode ser tolerado: "violência contra pessoas pacíficas". Puts, que ideia terrível, né?
Tanto que o capítulo que se encontra este texto, começa com "o modelo libertário padrão de uma comunidade é aquela de indivíduos que, ao invés de viverem fisicamente separados e isolados uns dos outros, associam-se uns com os outros na condição de vizinhos que vivem em pedaços de terra adjacentes, mas separados. Todavia, esse modelo é muito simplista. Provavelmente, a razão para preferir uma relação com os seus vizinhos ao isolamento físico é o fato de que, no tocante a indivíduos que participam dos benefícios da divisão do trabalho, o bairro oferece a van-tagem adicional da redução dos custos de transação; i.e., o bairro facilita o intercâmbio (a troca) (p.249)"
Acontece, que as relações comerciais e sociais se modificaram. Ou seja, considerando o que temos AGORA (com o Estado), a descrição inicial muda. Não atoa, no PARÁGRAFO que você trouxe, Hoppe comenta o seguinte:
"Nos tempos modernos, os quais se caracterizam por um forte crescimento populacional e por uma diminuição significativa da importância das relações de parentesco, esse modelo libertário original de uma comunidade proprietária foi substituído por novos e conhecidos desenvolvimentos, como shopping centers e 'condomínios fechados'(p.251)"
Aí você pega e comenta que "a meta não é voltar para a monarquia. A razão disso é que, segundo Hoppe, todo monopolista oferece um serviço ruim; logo, se o Estado é um monopolista da segurança e da justiça num território, então o Estado fatalmente irá oferecer má segurança e má justiça. Por isso é preciso que haja uma montanha de “condomínios” (em vez de países), além de uma montanha de empresas de justiça privada e uma montanha de empresas de segurança, todos concorrendo entre si."
Meu senhor amado... Não faz sentido algum! Sim, a meta não é voltar a monarquia, não por questões utilitárias, estamos falando de Hoppe, não de Bentham. A meta é a secessão sem violência para nos livrarmos do Estado. Isso não implica que defende-se que "haja uma montanha de condomínios", se defende como uma comunidade libertária se organizaria rejeitando o que sabemos que é errado, mas como atualmente vivemos em uma organização onde há condomínios, é provável que esta relações perduem, substituindo a comunidade libertária original, como Hoppe comenta.
POR ÚLTIMO: HOPPE RACISTA
Existem muitas falas e situações problemáticas de Hoppe, mas o que a Bruna fez aqui foi um extremo do absurdo. Vejamos:
"É preciso dizer que Hoppe, ao menos nesse livro, é racista contra negros. Exemplo: 'Os homens cometem mais crimes do que as mulheres; os jovens cometem mais crimes do que os mais velhos; os negros cometem mais crimes do que os brancos; e os habitantes das cidades cometem mais crimes do que os habitantes da zona rural. Assim, as alterações na composição dos sexos, das faixas etárias, das raças e o grau de urbanização deverão desencadear um efeito sistemático sobre o crime' (p. 99,). Ora, existem razões biológicas para os homens jovens cometerem mais crimes do que as mulheres velhas; mas não existem razões biológicas para negros supostamente cometerem mais crimes do que brancos. Mesmo que sejamos caridosos com Hoppe e subentendamos que ele está tratando da realidade dos EUA, onde a população negra de fato tem uma criminalidade mais alta, existem explicações culturais para isso (já tratei da de Thomas Sowell aqui), e não faz sentido supor que negros de outras partes do globo, com educação doméstica ou bom nível educacional formal, aumentariam a criminalidade no local em virtude de sua raça".
Basicamente, o ponto dela sugere que Hoppe argumenta que "há razões biológicas para jovens cometerem mais crimes que os mais velhos" e o autor também argumentaria que a razão de negros cometerem mais crimes, "também é biológica". Vamos ver o que Hoppe diz no parágrafo seguinte?
"Verifica-se, portanto, que o fenômeno do aumento dos índices de criminalidade somente pode ser explicado pelo processo de democratização: por um crescente grau de preferência temporal social; por uma crescen-te perda, tanto em termos intelectuais quanto em termos morais, de res-ponsabilidade individual; e por uma diminuição do respeito por todas as leis – i.e., relativismo moral –, estimulada por inabaláveis enchentes de legislações"
O argumento de Hoppe sobre o alto índice de criminalidade não está sob aspectos biológicos, mas aspéctos culturais como preferência temporal. O que a Bruna poderia comentar (se fosse minimamente séria) é que a preferência temporal é influenciada, em certo grau, pela questão genética. Porém, isso não implica a raça do indívuo, seria algo como uma "pré-disposição de um indivíduo fazer 'x'", dado que seu antepassado "também fazia 'x'".
O que me espanta é a Bruna admitir com força que não há um estudo de relevância que demonstra que aspectos da personalidade podem ser herdados por genes.
Pode-se discutir, claro, se os vícios nestes estudos consideram a vivência, mas dizer que eles não existem? É forçar a barra. Dizer que eles são, ainda por cima, racistas por falar de genes? É forçar ainda mais.
Bom. É isso.
Como eu sou detentor dos meios de producao, estou criando uma plataforma para competir com o Youtube.
Entre no meu site capitalista - https://t.co/ulYXBStXog 100% livre de censura.
Direita Zé Botinha? Não subscrevo nem falo em nome de ninguém a n��o ser em nome próprio. Que bota eu apoio? A sua está clara que é a do Zema.
Quanto a China, não sou aliado dos chineses. Não sou aliado dos americanos. Não sou aliado dos russos. Eu sou aliado de algumas pessoas desse país que vivemos que tem a liberdade como fim político e que buscam o bem e rejeitam o mal. Criticarei cada um deles onde e quando for necessário. Não acho que seja o seu caso.
Quanto ao processo de crescimento e recuperação das grandes empresas pelo governo americano, vamos esclarecer algumas coisas. A primeira é o incrível ganho que a Ford significou do ponto de vista estrutural do capitalismo não apenas na consolidação do método fordista de produção, mas da própria consolidação de um panorama de financiamento difuso que consistia em dar a cada funcionário um plano estabelecido de consumo da marca própria.
Isso deu origem a um novo paradigma em administração e foi um avanço estrutural de grandes proporções. Da mesma forma, Chrysler foi responsável por uma importante rede de revendedores que marcou o estilo americano de vender carros e criou moda no mundo.
A GM, por outro lado, é herdeira do sistema financeiro de multimarcas, o que permite as famosas controladoras e que diversificou o risco e capilarizou o mercado de forma nunca antes vista.
Me dizer que essas três grandes empresas americanas que eu conheço o caso de perto são próximas da Tesla é algo que você não sustenta nem de perto. A Tesla é um exemplo do que um bom nome pode fazer num mercado de Lobby e não muito mais do que isso.
Não compare alhos com bugalhos.
Quanto a tocar fogo no nosso "bilhete premiado", eu diria que essa é a parte mais interessante desse discurso. Parece ser o caso que a preservação CAUSA o desenvolvimento, ao invés do oposto. Claro, isso é parcialmente verdadeiro através de planos de financiamento, de meios de estruturação política e das vendas dos recursos locais em torno de políticas híbridas entre ongs e associações de lideranças globais e agendas públicas.
Mas, esse recurso é escasso. Trata-se de uma transferência de recursos de uma determinada política americana para o mundo que os republicanos e libertários fazem pressão para que acabe. Repare no gráfico abaixo, os EUA são o único país com relação negativa nesse account balance, todos os outros recebem recursos.
Os EUA sozinhos enviam mais recursos para o mundo do que recebem as três próximas maiores economias recebedoras do mundo. O plano genial criado na ONU é usar os EUA para financiar a agenda verde no mundo.
Mas, quem disse que esse é o plano americano para a condução de seu próprio país? Quem disse que esse fluxo se manterá presente num cenário de maior competição entre China e EUA? Quem decidiu isso?
Ah, eu sei exatamente quem decidiu isso. Os fóruns internacionais que vocês participam. Eles decidiram isso pelos EUA e agora querem impor uma agenda como se ela fosse em prol do "melhor para o pobre e para a eficiência".
É por isso que um representante de um dos principais centros de formação de "lideranças globais em prol do capitalismo" está defendendo uma forma direta de lobby ao invés de lutar para que o processo de sustentabilidade seja orientado ao mercado, ao invés de imposto por um conjunto de diretrizes, regulações e compliance.
E eu que quero prender o país. Vê se pode?
A fraude chamada ‘estado’
Murray Rothbard certa vez descreveu o estado como uma gangue de ladrões em larga escala. E se você observar bem verá que há um vasto esforço de propaganda feito pelo estado e por aqueles em sua folha de pagamento — ou por aqueles que gostariam de estar em sua folha de pagamento — para nos convencer de que é perfeitamente legítimo que uma organização essencialmente parasítica viva à nossa custa mantendo um alto padrão de vida, que ela nos mate (com sua polícia despreparada), que ela nos roube com seus impostos, que ela nos convoque compulsoriamente para o serviço militar e que ela controle totalmente nosso modo de vida.
A motivação fundamental daqueles que defendem o estado é saber que, uma vez na máquina pública, eles terão acesso a gordos salários, empregos estáveis e uma aposentadoria integral. Aqueles que estão fora do serviço público defendem o estado por saber que ele lhes dará vantagens em qualquer barganha sindical. Além desses cidadãos, há também empresários que defendem o estado. Estes estão pensando em subsídios e garantias governamentais, em contratos polpudos para obras públicas, em protecionismo, em regulações que afastem a concorrência, e no uso geral do governo para alimentar seus amigos e enfraquecer seus concorrentes. O estado, para eles, é garantia de riqueza.
Em todo e qualquer lugar, o estado sempre se resume a ganhar à custa de outros. Não houve qualquer avanço nessa realidade. Podemos mudar as definições e alegar que, porque votamos, estamos nos governando a nós mesmos. Mas isso não altera a essência do problema moral do estado: tudo que ele tem, ele adquire através do roubo. Nem um centavo do seu orçamento bilionário (trilionário, no caso dos EUA) é adquirido em trocas voluntárias.
Governos dilatados dividem a sociedade em duas castas: aqueles que dão compulsoriamente seu dinheiro para o estado e aqueles que ganham dinheiro do estado. Para manter o sistema funcionando, aqueles que dão têm de ser numericamente muito superiores àqueles que recebem. Foi assim nos primórdios do estado-nação e ainda o é atualmente. A existência de eleições não altera em nada a essência dessa operação.
Nos EUA, quando lemos os documentos escritos pelos pais fundadores, notamos uma grande preocupação em relação a facções. Por facções, os fundadores se referiam a grupos de pessoas em guerra entre si para decidir quem iria ter controle sobre o bolso da população. A solução para esse problema não foi abolir diferenças de opinião, mas, sim, manter o governo em um tamanho mínimo, de forma que as vantagens de se ganhar o poder fossem pequenas. Você limita o poder de uma facção limitando o tamanho do governo. Todos os mecanismos criados pelos pais fundadores — a separação de poderes, o colégio eleitoral, a Declaração de Direitos — foram instituídos como meios de se atingir esse objetivo.
Mas como foi que toda a distorção ocorreu? Como foi que os seres humanos permitiram que o estado atual existisse? Como passamos a permitir que ele nos governe dessa maneira despótica? E por que há alguns que o amam e até mesmo se inclinam perante ele, tomados por um sentimento quase religioso em relação a ele?
Bem, se você pensar no argumento central a favor do estado verá que é muito fácil perceber um erro fundamental na sua concepção; e verá que é realmente um milagre que o estado tenha surgido. O argumento a favor da existência do estado é simplesmente este: há escassez de recursos no mundo, e por causa dessa escassez há a possibilidades de conflitos entre diferentes grupos de pessoas. O que fazer com esses conflitos que podem surgir? Como garantir a paz entre as pessoas?
A proposta feita por estatistas, desde Thomas Hobbes até o presente, é a que segue: como há conflitos constantes ocorrendo, os contratos feitos entre vários indivíduos não serão suficientes. Por isso, precisamos de um tomador de decisão supremo que seja capaz de decidir quem está certo e quem está errado em cada caso de conflito. E esse tomador de decisão supremo em um dado território, essa instituição que tem o monopólio da decisão em um dado território, é definido como sendo o estado.
A falácia dessa argumentação se torna aparente quando você percebe que, se existe uma instituição que tenha o monopólio da tomada suprema de decisões para todos os casos de conflito, então consequentemente essa instituição também vai definir quem está certo e quem está errado em casos de conflito nos quais essa mesma instituição esteja envolvida. Ou seja, ela não é apenas uma instituição que decide quem está certo ou errado em conflitos que eu tenha com terceiros, mas ela também é a instituição que vai decidir quem está certo ou errado em casos em que ela própria está envolvida em conflitos com outros.
Uma vez que você percebe isso, então se torna imediatamente claro que tal instituição pode por si mesma provocar conflitos para, então, decidir a seu favor quem está certo e quem está errado. Isso pode ser exemplificado particularmente por instituições como o Supremo Tribunal Federal. Se um indivíduo tiver algum conflito com uma entidade governamental, o tomador supremo da decisão — aquele que vai decidir se quem está certo é o estado ou o indivíduo — será o Supremo Tribunal, que nada mais é do que o núcleo da mesma instituição com a qual esse indivíduo está em conflito. Assim, é claro, será fácil prever qual será o resultado da arbitração desse conflito: o estado está certo e o indivíduo que o acusa está errado.
Essa é a receita para se aumentar continuamente o poder dessa instituição: provocar conflitos para, então, decidir a favor de si mesma, e depois dizer ao povo que reclama do estado o quanto eles devem pagar por esses julgamentos feitos pelo próprio estado. É fácil, então, perceber a falácia fundamental presente na construção de uma instituição como o estado.
E como temos visto uma aparentemente irrefreável expansão do poder do estado em absolutamente todos os países do mundo, é válido perguntar: há alguma esperança? O estado é de fato uma instituição tão poderosa contra a qual nada pode ser feito? Há alguma maneira de se opor a ele?
A primeira coisa a ser feita para se opor ao estado deve ser, é claro, compreender a sua natureza íntima. Por exemplo, é curioso que economistas, em todas as outras áreas da economia, se oponham a monopólios e sejam a favor da concorrência. (Eles se opõem a monopólios porque, do ponto de vista do consumidor, monopolistas são instituições que produzem a custos mais altos do que o custo mínimo e entregam um produto mais caro e cuja qualidade é menor do que seria em um ambiente concorrencial. Eles consideram a concorrência como algo bom para o consumidor porque empresas concorrentes estão constantemente se esforçando para diminuir seus custos de produção para poder passar esses custos mais baixos em forma de preços menores aos consumidores e, assim, superarem suas concorrentes. Além, é claro, de terem de produzir produtos com a maior qualidade possível sob estas circunstâncias). Entretanto, quando se trata da questão mais importante para a vida a humana — a saber, a proteção da vida e da propriedade — quase todos os economistas são a favor de haver um monopolista fornecendo esses serviços. Eles parecem imaginar que o argumento da concorrência não mais é válido. Eles parecem não entender que um monopólio desses serviços vai requerer gastos muito maiores e, da mesma maneira, a qualidade do produto — nesse caso lei, ordem e justiça — será menor.
Portanto, para iniciar qualquer tipo de recuo do estado temos de compreender claramente sua natureza íntima de monopolista e discernir os efeitos negativos que monopólios têm sobre todos os estratos da vida, particularmente na área da lei e da ordem. O que podemos desejar, na melhor das hipóteses — caso não consigamos abolir o estado —, é que o número de estados concorrenciais seja grande o suficiente. Um grande número de estados não permite que cada estado em particular aumente facilmente os impostos e as regulamentações porque as pessoas iriam, nesse caso, “votar com seus pés”, isto é, iriam mudar de estados (mudar de país). A situação mais perigosa concebível é aquela em que um governo mundial iria impor os mesmos impostos e as mesmas regulamentações em uma escala mundial, acabando com todos os incentivos para que as pessoas se mudem de um país para outro, pois a estrutura dos impostos e das regulamentações seria a mesma em todos os lugares.
Por outro lado, imagine uma situação em que houvesse dezenas de milhares de Suíças, Liechtensteins, Mônacos, Hong Kongs e Cingapuras. Nesse caso, ainda que cada estado quisesse aumentar impostos e regulamentações, eles simplesmente não lograriam êxito porque haveria repercussões imediatas — ou seja, as pessoas iriam se mudar das localizações menos favoráveis para aquelas mais favoráveis.
Quando pensamos em pensadores como Étienne de La Boétie, Hume, Mises, Rothbard etc., vemos que todos eles diziam que, por mais inexpugnável que o estado pareça, com todos os seus exércitos, com seu vasto número de empregados e com seu vasto aparelho de propaganda, ele na verdade é vulnerável porque, sendo o estado uma minoria que vive parasiticamente à custa de uma maioria, ele depende do consentimento do governado. Mesmo os estados mais poderosos — como, por exemplo, aqueles que vimos na URSS, no Irã sob o xá, e na Índia sob domínio britânico — podem se esfacelar. E essa ainda é uma esperança.
Novamente, a idéia é a seguinte: o presidente pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser aceita e executada por um general; o general pode dar uma ordem, mas a ordem tem de ser executada pelo tenente; o tenente pode dar a ordem, mas a ordem tem de ser executada em última instância pelos soldados, que são aqueles que terão de atirar. E se eles não atirarem, então tudo aquilo que o presidente — ou o supremo comandante — ordena passa a não ter qualquer efeito. Assim, o estado somente pode efetuar suas políticas se as pessoas lhe derem seu consentimento voluntário. Elas podem não concordar com tudo que o estado faça e/ou ordene que outros façam, mas, enquanto elas colaborarem, serão obviamente da opinião de que o estado é uma instituição necessária, e os pequenos erros que esta instituição cometa são apenas o preço necessário a ser pago para se manter a excelência do que quer que ela produza. Quando essa ilusão desaparecer, quando as pessoas entenderem que o estado nada mais é do que uma instituição parasítica, quando elas não mais obedecerem às ordens emitidas por essa instituição, todos os poderes estatais, mesmo o do mais poderoso déspota, desaparecerão imediatamente.
Mas para que isso seja possível, primeiro é necessário que as pessoas desenvolvam aquilo que podemos chamar de ‘consciência de classe’, não no sentido marxista — que diz que há um conflito entre patrões e empregados —, mas no sentido de um conflito de classes que opõe, de um lado, os regentes estatais, ou a classe dominante, e do outro lado, aqueles que estão sob o domínio do estado. Portanto, o estado tem de ser visto como um explorador, uma instituição parasítica. Só quando tivermos desenvolvido uma consciência de classe desse tipo é que haverá a esperança de que o estado, justamente por causa da difusão geral desse conceito, possa entrar em colapso.
Finalmente, o ponto de vista de Hobbes é interessante. Uma das coisas que mais ameaça o estado é o humor e a risada. O estado presume que você deve respeitá-lo, que você deve levá-lo muito a sério. Hobbes dizia que era algo muito perigoso o fato de as pessoas rirem do governo. Portanto, tente sempre seguir a seguinte regra: ria e zombe do governo o máximo possível.
Por Hans-Hermann Hoppe
Fiz um vídeo pouco usual em defesa da sabedoria do homem comum. É um formato diferente, então gostaria de pedir ajuda a vocês para divulgar esse vídeo.
Oi @call2julius , achei curioso este ponto, mas será que você ficaria surpreso em saber que a @carolsponza30 está com a razão ao considerar a macroeconomia ortodoxa?
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