E fica uma pergunta que não sai da mente:
Até que ponto amar é mudar por quem amamos?
E a partir de que momento começamos a matar quem somos para sermos aceitos?
Porque o amor deveria ser um lugar onde dois mundos aprendem a conversar.
O que mais machuca é saber que existe uma luta acontecendo dentro de você.
Uma luta que ninguém vê.
Você tenta mudar.
Tenta compreender.
Tenta controlar comportamentos que não nasceram da maldade, mas da forma como sua mente aprendeu a existir e sobreviver.
A leveza dá lugar à vigilância.
E, sem perceber, você deixa de viver o relacionamento para sobreviver dentro dele.
Cada palavra é medida.
Cada atitude é calculada.
Cada silêncio vira medo.
As vezes sem saber se o boa noite poderia ser o ultimo, ou se nao teríamos uma oportunidade para um bom dia.
E o coração aperta, e mesmo vc demonstrando seus sentimentos, sei que nao é suficiente. Preciso mudar, me mudar.
Se falar em liberdade versus amor…
Porque, tentando se encaixar em um molde para não machucar quem ama, você vai deixando pedaços de si pelo caminho.
Difícil é dormir sem seu boa noite, sabendo que esta sendo apenas uma punição.
O problema é que ninguém consegue vencer uma batalha contra algo que não existe.
Quando alguém acredita que já encontrou a resposta, qualquer tentativa de diálogo passa a parecer apenas mais uma forma de esconder a verdade.
E é aí que o amor começa a perder o ar.
Tudo o que você faz ganha um significado que não nasceu em você, mas nas feridas de quem observa.
E o que mais dói é saber que, de alguma forma, você acaba sendo o causador dessas feridas, mesmo sem querer, mesmo que apenas indiretamente.
Existe uma tristeza silenciosa em perceber que a pessoa que mais ama você já não enxerga quem você é, mas quem os próprios medos dizem que você é.
É como viver diante de um espelho que nunca devolve o seu reflexo.
3º dia de home office: ja malhei, ja fui cortar cabelo, ja fiz almoço, ja atualizei a nova rede social.
Também fiz meu serviço do dia: consultoria on line.