ᯓ★ MED ⚕ 10/12⠀ ↪ ₊ ⊹ saúde mental & estudos ⠀⠀× comunico vulnerabilidades e resiliência, conteúdo pessoal e informativo. e talvez não seja pra você.
Fiz um post tão bonitinho na rede ao lado que vou compartilhar aqui.
É uma forma de homenagem àqueles que considero mestres. A quem eu devo a minha noção de humanidade ao tratar do outro. Os que me ensinaram que tá tudo bem ser louco. Que a arte cuida e cura.
Vamos de fio 🧶
E também penso que quando a gente deseja o malpra alguém que já é ruim na verdade a gente tá multiplicando o problema. Talvez essa pessoa seja assim justamente porque não conhece nenhum tipo de bondade, generosidade, paz de espírito. Daí talvez se eu desejar algo bom e acontecer algo bom essa pessoa até melhore mesmo. E consequentemente vai trazer menos dano pras pessoas no seu entorno.
Mas você sabe quais são as limitações reais da Síndrome de Down?
Hoje em dia um dos maiores prejuízos que essas pessoas têm é o preconceito. Mais do que muitas outras limitações orgânicas, biológicas.
Se fosse uma condição mais grave (como há VÁRIAS), eu até entenderia. Mas Síndrome de Down em 2026? Não cola
Sim, eu sei. Mas eles deixaram bem claro que não foi por isso. Até porque eles tem dinheiro. Eu tô comentando ESPECIFICAMENTE desse caso. E já escrevi mil vezes aqui outros pontos de vista. Se você acha que o certo é matar toda vida deficiente eu não tenho como ficar do seu lado porque eu sou PcD
Quando eu digo que as pessoas que "sonham" em ser pais/mães não querem realmente isso, me julgam.
Se você DECIDE ter um filho você tem que analisar dentro de você se você amaria essa criatura independentemente de quem ela seja ou se torne, de como ela nasça, das doenças que tenha.
Ninguém quer que o filho sofra mas daí a ser eugenista é foda.
Se você quer um bebê perfeito, recomendo um reborn. Pelo menos assim você não traumatiza uma criança inocente.
Dito isto, considerando que essa foi a escolha deles, foi uma escolha correta porque se eles pensam assim e fossem obrigados a ter o bebê, seria uma criança muito infeliz porque o preconceito ela conheceria do berço.
🇺🇸👶🏻 O YouTuber Jesse Ridgway anuncia que ele e sua esposa decidiram ABORTAR seu filho ao saber que nasceria com Síndrome de Down.
A decisão foi divulgada por meio de um extenso comunicado nas plataformas oficiais do influenciador.
O caso gerou polêmica e polarização nas redes, muitos internautas e grupos de apoio a pessoas com deficiência expressaram forte rejeição.
Eu não sou religiosa, não. Na verdade sou mas minha visão religiosa não entra em NADA nesse debate. A minha vivência como pessoa PcD sim.
1. É eugenismo, SIM.
2. Esse discurso do "ai quisemos poupar a criança de sofrimento" é a maior BABOSEIRA que existe que gente preconceituosa inventa pra parecer virtuosa.
3. Síndrome de Down não tem mais um prognóstico terrível como tinha antes. Tem algumas limitações às vezes, mas tem INÚMERAS doenças que podem ocorrer ou ser descobertas ao longo da vida que causam MUITO mais limitação.
4. Se você estivesse pronto pra ser pai/mãe, você saberia que aprender a lidar com o sofrimento de um filho é INERENTE a esse papel. E é aqui que a hipocrisia aparece. Você não vai controlar quase nada da vida do seu filho. Ele pode sofrer preconceito por ser gay, ele pode sofrer um acidente e ficar paraplégico, ele pode nascer cego ou ficar cego muito cedo, ele pode vir com "defeitos" genéticos que não são imediatamente identificáveis e vão ter que lidar com isso de um jeito ou de outro.
5. A questão de dizer que prefere não ter pra ele não sofrer faria sentido se, como eu, você concordasse que POR ISSO não vai ter NENHUM filho.
6. Continuarei defendendo direito ao aborto independentemente da razão. Mas posso ter meu julgamento moral e ético dos motivos. Porque ainda é preferível que algumas mulheres por razões eugenistas decidam abortar e possam do que MILHÕES de mulheres que tem razões absolutamente justas e razoáveis não tenham acesso ao aborto.
Defender o direito da mulher perpassa defender o direito da criança. Eu diria até que o direito da criança antecede. Da criança QUE NASCE. O aborto não é uma criança. E precisamos dar condições de educação e saúde para mães, pais, crianças, avós, tias, todo mundo que frequentemente têm alguma responsabilidade sobre uma criança.
Porque a criança pode ser uma decisão de um casal, mas da feita que a criança nasce, a sociedade INTEIRA tem obrigação para com ela.
E eu vou morrer defendendo isso.
Eu também apoio. Tanto que disse que foi uma solução acertada. Mas não basta defender o direito ao aborto, tem que defender que famílias se preparem DE VERDADE pra ter e criar um filho. E isso não acontece. Pais que "sonham" em ser pais oferecem amor condicional aos seus filhos, não tratam seus próprios traumas e problemas e projetam ou causam outros problemas psicológicos em seus filhos.
Não dá pra defender o direito ao aborto por segurança da mulher e não defender a dignidade infantil e dignidade materna por exemplo.
Uma criança que desenvolve problemas psicológicos por ser criada por pais problemáticos provavelmente vai ter mais problema que uma criança Down. Mas eles fingem que a desvalorização da vida PcD é por preocupação apenas. Eles são tão altruístas, tão bons samaritanos, boa gente mesmo.
Aconteceu de novo.
Eu tive um colega de faculdade que faleceu, coisa trágica, fui ao velório, falei com a família. Triste demais. Uns dois anos depois dei de cara "com ele" na recepção do prédio que trabalhava. Subi o elevador me tremendo e quando cheguei, meu chefe disse que ele era gêmeo. Rimos muito.
Agora mesmo vi um convite de missa de dois anos de vida eterna, pela foto do homem, eu o atendi há uma semana, o tico e o teco não bateram, fui ler o nome, era gêmeo do meu cliente em potencial.
Quando eu vejo pessoas conhecidamente polêmicas no site concordando comigo eu sempre me pergunto se eu estou me tornando polêmica ou se eu falei algo tão universalmente bom senso que até gregos e troianos estão concordando...
Mas no fundo eu prefiro não saber a resposta.
meu sonho é ter a casa de professor universitário referência na sua área no fim de sua carreira com lindas decorações símbolos esquerdistas e uma estante enorme de livros
Quando descobri que no Reino Unido um feriado que cai no fim de semana é compensado com folga em dia útil, percebi ainda mais o quanto o mercado de trabalho brasileiro trata o empregado como escravo