Neste dia, a 4 de Novembro de 1969, Carlos Marighella foi assassinado em uma emboscada realizada por agentes do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), órgão de repressão da ditadura empresarial-militar (inaugurada em 1964). Marighella foi considerado o "inimigo número um" da polícia na época.
Marighella foi militante comunista e um dos principais organizadores da luta armada brasileira. Foi militante histórico do PCB, tendo exercido inclusive o cargo de deputado constituinte, mas rompe com o partido logo após a deflagração do golpe de 1964, criticando o que considerava uma postura imobilista dos comunistas brasileiros. Funda, com outros camaradas, a Ação Libertadora Nacional (ALN), organização armada que tinha como meta o fim da ditadura e a deflagração de um processo revolucionário no Brasil. A ALN organizou roubos a bancos, sequestros de embaixadores para trocar por presos políticos, justiçamento de agentes do regime, etc. Ao longo da vida, Marighella escreveu poesia, e livros como o "Minimanual do Guerrilheiro Urbano". Vivia desde 1965 na clandestinidade.
A ação que resultou na sua morte, alvejado, foi coordenada por Sérgio Paranhos Fleury, delegado do DOPS e chefe de diversas ações de tortura e homícidios cometidos por agentes de Estado durante o período ditatorial. Em 2012, durante o governo de Dilma Rousseff - também guerrilheira durante o período ditatorial - o Estado brasileiro oficializou uma amnistia post mortem a Marighella.
Num dia como hoje, dia 4 de Novembro de 1969 morria brutalmente assassinado pela Ditadura Militar, Carlos Marighella. O nome da revolução brasileira comunista no brasil. Jamais esqueceremos a luta deste homem.
As mãos dos "tiras" sujas do sangue do comunista.