quando eu morrer eu quero que digam no meu velório: essa mulher transformou a própria buceta em um quilombo. eu quero que todos os irmãos de cor que na cor marrom da minha xota encontraram abrigo botem o piru pra fora e ejaculem fartamente sobre meu corpo duro pra que eu embarque na morte assim como busquei viver minha vida: coberta de porra. eu quero que todas as mulheres em cujos lábios carnudos eu já rebolei untem uma vela no mel de suas xerecas e acendam ao lado de um copo de cerveja gelada numa encruzilhada qualquer da penha pra que meu espírito possa ser invocado pra beber a cerveja e lamber a vela, para que até depois da morte eu permaneça na memória inquebrantável de todo amor infinito que fui e fiz. eu quero que todos os homens que participaram da suruba de angolanos em que eu era a única mulher se emocionem falando das façanhas dessa mulher cujo único desejo foi unir e unir-se com seus irmãos de cor. quero que todos relembrem que minha buceta foi bantu, minha buceta foi iorubá, minha buceta foi igbo, minha buceta foi jeje, minha buceta foi haussá. meu grelo foi chupado por lábios ashanti, mandinga, ewé, fula, tapa, mas encontrou amor em lábios tupinambá. os respingos do meu abatimento sentimental respingaram em angola, moçambique, gana, togo, costa do marfim, nigéria e benin sem que eu nunca saísse do rio de janeiro. todos aqueles que tiveram sua ancestralidade apagada e aqueles que ficaram lá e se perderam de nós se unem nesse colo de mãe que é o colo do meu útero. o abraço apertado das minhas pernas restitui a humanidade roubada com a perda da primeira mãe sequestrada em áfrica da família daqueles que por mim foram amados. meus gemidos são escandalosos porque eles são cantados na língua dos ancestrais calados dos meus amantes. todas as vezes em que me regozijei engolindo a porra branquinha de uma piroca pretinha foi unicamente pela alegria presente no gesto simbólico de retirar de meus irmãos de cor até a última gota de branquitude internalizada. minha buceta preta é preta como a preta terra fértil da áfrica — só nunca fertilizada graças ao doutor caio amílcar cabral, ginecologista e obstetra referência acadêmica, que inseriu meu diu — mas cujos frutos duradouros e inegáveis são sentidos no olhar sereno daqueles que passaram pelo batismo de minhas doces, intensas, chafarinescas águas de mulher negra. se não puderem dizer que os quatro lábios carnudos desta mulher negra foram um portal de volta para a áfrica-mãe, ao menos dirão, com os pirus retintos da cabeça roxa e pirus afro-beges da cabeça rosa que alheios ao colorismo reconheceram-se irmãos bebendo do manancial que existe abaixo do meu grelo e entre meus pequenos e grandes lábios: cada poro no corpo delicioso daquela mulher viveu incessantemente apenas para uma declaração de amor à raça. a buceta gulosa daquela mulher foi um quilombo urbano em meio ao rio de janeiro.
Gente isso aqui é doideira. Imagina se eu fecho o restaurante pra tirar férias e cobro meu cliente por comida que ele não comeu? Kkkkkk autônomos precisam urgente aprender a gerir o serviço que prestam como um negócio
Jão eh uma experiência científica doq aconteceria se uma gravadora impulsionar um artista pop com 0% de talento composiconal dando a ele total controle criativo
o podpah é um canal feito por homens hetero quando levou o lula e foi questionado se levaria o bolsonaro disse abertamente que não levaria porque não queriam o bolsonaro lá
um canal privado com linha editorial definida não tem obrigação alguma de dar espaço para a direita