Ancelotti, que já tem renovação garantida, tem uma oportunidade única.
Leva Neymar e toda a parçolândia, Casemiro, Paquetá, Raphinha, Danilo... Deixa eles jogarem como quiserem.
Se der ruim, o que é 99% provável, ele pode dizer para todo o Brasil:
"Posso trabalhar, agora?"
Mengão vai tirar onda, merecido e tal... mas foi uma libertadores bem mequetrefe, né? Nada memorável, assim como 2022. Já 2019 de fato foi foda. #Libertadores
O "Jorge Jesus estava errado. Neymar está fisicamente apto" by Bruno Formiga já está no Hall da Fama do Xuiter, ao lado de "Joga sem medo, como Brasil", de André Rizek. Agradecemos esses profissionais do entretenimento.
Ainda prestamos atenção em Neymar só por causa dos algoritmos. Como ele é polêmico e gera debate, todos se sentem obrigados a engajar. Fosse uns 20 anos atrás, a mídia já estaria olhando prioritariamente para outros jogadores, como Estevão.
Sete anos atrás, a Rússia era o centro das atenções do futebol mundial. Recebia a Copa do Mundo que Gianni Infantino chamava de "a melhor da história".
Agora, o cenário não poderia ser mais contrário: ostracizada do futebol, ela planeja desafiar a FIFA e mostrar seu poder.
Para isso, a ideia é sediar uma Copa do Mundo paralela em junho e julho de 2026. Deve convidar seleções de países aliados que não se classifiquem para a competição oficial, disputada na América do Norte.
Especula-se que Sérvia, Cuba, Venezuela, Nigéria, Camarões e China estejam entre os possíveis participantes.
Após a invasão da Ucrânia, a FIFA rapidamente baniu a Rússia. A reação contrária às ações de Putin na opinião pública ocidental foi decisiva.
São fatos que a FIFA não tem o costume de agir com velocidade em caso de agressões internacionais e que o banimento da Rússia é quase sem precedentes.
Entre a sua eliminação da repescagem para a Copa do Mundo de 2022 e a semana passada, a Rússia chegou a ter 23 jogos de invencibilidade. Fez amistosos contra vários vizinhos e países próximos, depois enfrentou aliados que possivelmente estariam na Copa do Mundo paralela.
No período, venceu Catar e Irã, que estarão na Copa do Mundo de 2026, e só perdeu para o Chile, no último 15 de novembro, em uma série de jogos contra seleções sul-americanas.
Esses jogos contra sul-americanos, aliás, mostram que a resistência de enfrentar a Rússia vem caindo.
É aproveitando que a gama de adversários possíveis é cada vez maior que a Rússia tem o plano de fazer a sua Copa do Mundo paralela.
Seria uma forma de mostrar à FIFA que é uma federação poderosa e que pode bater de frente com ela. Porém, fica a questão: outras seleções menores teriam a coragem de ir atrás e participar do torneio?
Caso vá adiante, a Copa do Mundo paralela não seria a primeira atração desse tipo.
Quando não disputava os Jogos Olímpicos, a União Soviética chegou a ter as Espartaquíadas, sua própria versão. Em 1984, quando boicotou a edição olímpica de Los Angeles, criou os Jogos da Amizade, disputados junto com aliados.