sim, eu já fiz de tudo. já te esqueci por meses e anos. te coloquei totalmente pra fora dos meus sentimentos. mas, não. quanto mais te esqueço, mais ainda te lembro. tua boca, teu cheiro, teu sorriso, tua voz, tua calma que acalma, eu fiz de tudo e volto ao mesmo lugar: você.
você não me ama mais. mas, fica no ciclo entre me bloquear e desbloquear. você não me ama mais. mas, sempre dá um jeito de está presente. você não me ama mais, mas não diga que não pensa em mim.
cinco minutos.
sua mão tremia e quando passei meus dedos em você, seu braço arrepiou. no nosso abraço tinha tua respiração funda, meu sorriso sem jeito, teus olhos castanhos profundos na minha boca. cinco minutos.
você negou.
tentei de todas as formas te esquecer nos últimos meses. bebi de todos os jeitos. transei e fui embora várias vezes. deixei ir. mas, me pego aqui escrevendo novamente para você e me perguntando mais uma vez: como te esquecer?
a pessoa que vai lê isso, no final eu acredito que ela ainda pensa em mim. não pensa como um amor e nem nada perto disso. mas pensa em mim. eu só queria dizer pra você: volta pra mim.
eu sei que necessitei da tua partida para valorizar o que você é, meu bem.
mas, quero tua chegada de volta na meu abraço, o gostoso do nosso abraço. encaixe de corações.
te mandei um áudio depois que bebi desenfreada. você não ouviu porque me bloqueou. a descrição do áudio é um pedido de socorro de um coração ainda amando. nem Shakespeare amou tanto como eu amo.
não confunda amor com necessidade. necessidade de coisas materiais, necessidade de ter coisas. amor é aquilo que te arrepia até a alma e o estômago vira até de ouvir o nome.
o que te afaga?
um domingo com alguém que você diz que ama?
um amor que você acha que existe pelo cômodo?
um orgasmo que acontece no ato do teu pensamento em mim?
meu bem…
o que te afaga é o desgraçado do meu sorriso pós beijo meu.