Ziraldo entrevistando Clarice, em 1974:
– O que é amigo pra você?
– Uma pessoa que me veja como eu sou. Que não me mistifique. (...)
– Te incomoda ser tratada como uma pessoa ilustre, né?
– Muito elogio é como botar água demais na flor. Ela apodrece.
– Assusta?
– Morre.
Kylian Mbappé mostrou coragem ao enfrentar, sem medo, o racismo de uma senadora do Paraguai. Ela o atacou pela origem, pela cor, numa sequência de ofensas explícitas e desprezíveis. Mbappé respondeu em alto e bom tom, dizendo ser indigna de sua função.
E o mais absurdo: essa senadora tenta, agora, se esconder atrás da pauta das mulheres para justificar o ódio que destilou. Usar a luta das mulheres como escudo pra racismo é covardia. Não vai colar!
É assim que se enfrenta a direita radical em qualquer canto do mundo. Dentro e fora de campo, Kylian tem sido uma das vozes mais firmes do futebol contra o racismo, o autoritarismo e as bets que exploram nosso povo.
Parabéns, Mbappé!
Ana Thaís Matos: “Bela participação do Neymar no jogo. Pra quem esperava que ele fosse decidir a Copa do Mundo pro Brasil… está aí arrumando briga na reta final da partida.”
NÃO SE CALE! #BRAxNOR