Essa história dos influencers que abortaram um bebê com down mexeu comigo.
Eu tive uma tia "especial", brincava de bonecas, tinha um dinheirinho para comprar confeitos, comia pela mão da minha avó e não deixava ninguém dar banho nela. O termo "atípica" é coisa recente.
Ela foi a luz da família até os 39 anos, quando enfartou e morreu.
Minha avó pariu 13 filhos e adotou uma.
O que morreu na infância sempre foi lembrado. Inácio.
Nunca houve um dia que ouvi Vovó reclamar da condição especial da minha Tia.
Depois que essa Tia faleceu, as irmãs morreram de câncer, nasceram perfeitas, mas adoeceram na vida adulta. Não houve nada que minha avó pudesse fazer. Depois descobrimos que existia um componente genético nos diagnósticos delas, como o down.
Será que por saber que elas adoeceriam e deixariam de ser funcionais minha avó teria preferido abortar? pq só quem já viu câncer terminal se arrastar por anos sabe que a pessoa perde a autonomia.
Eu não tenho resposta pra isso pq agora minhas 4 tias estão junto com a mãe, mas acho muito difícil que Vovó tivesse feito essa escolha.
Eu sou abertamente contra o aborto por capricho. Uma coisa é a gestação que vem do abuso, a lei prevê as possibilidades, ponto, isso é escolha da mulher.
Mas, por achar que aquela criança tem alguma característica física que vai dar trabalho? Que vai sofrer? Que vai custar caro?
Alguém no passado decidiu que determinada população também não merecia viver e chamamos de Holocausto até hoje.
Enfim, muitas reflexões antes do primeiro café do dia.
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@KikiMioBS@guixmas eu conheço uma pessoa que anulou o casamento na igreja católica e ela nem era rica, só era parente de uma pessoa importante na igreja, igual você disse, sendo bem relacionado já consegue