Parece que a forma como as damas superam o fim de uma relação é se postando muito nas redes sociais. Eu pensava que fosse uma mera questão de candidatura, um sinal de disponibilidade para novos pretendentes, mas vai além disso. É também capital de atenção. Cada comentário a dizer “estás linda” preenche o vazio que a separação deixou.
Padarias e chapas ficam condenados a absorver o custo operacional causado pelo aumento dos combustíveis, porque não podem simplesmente transferir automaticamente essa diferença para os clientes.
O chapeiro que produzia 2.500 MT de receita diária com 40 litros vai sofrer uma quebra lixada.
Se 40 litros custavam 3.195 MT e passam a custar 4.650 MT, isso representa um aumento diário de 1.455 MT.
Se a receita do chapa se mantiver constante, esses 1.455 MT terão de ser absorvidos pela própria receita ou pelo matsau do motorista e do cobrador. E motorista e cobrador dificilmente aceitarão que a perda recaia sobre a parte deles.
Automaticamente, o retorno diário ao patrão cai de 2.500 MT para 1.045 MT.
Isso representa uma contração de cerca de 58% no resultado líquido, sem alterar uma única variável operacional além do preço do combustível.
Dentro do modelo económico dos chapas, onde normalmente um dia da semana pertence ao motorista, estamos potencialmente a falar de uma perda mensal na ordem dos 20.900 MT. E pode até aproximar-se dos 26.000 MT, porque os custos de manutenção também tendem a subir com o aumento dos combustíveis e da pressão inflacionária associada. Mais uma vez aquele gajo que carro dele é a gás sai imune
Há um padrão que tenho observado em pessoas que acabam por fracassar.
Começam, muitas vezes, com recursos suficientes para dar certo. Trabalham, conseguem alguma tração, abraçam algumas oportunidades. Depois algo muda. Entra um certo orgulho, aquela energia de “sabes com quem estás a falar”.
A seguir ficam impacientes. E com essa mistura de impaciência e húbris, começam a desgastar as próprias relações. Tornam-se mais difíceis de lidar, parcerias começam a falhar, e a reputação vai-se deteriorando.
Chega um ponto em que cruzam uma linha. Ficam difíceis de trabalhar, as oportunidades começam a meter o pé, ninguém mais confia nos gajos. E, eventualmente, a casa cai.
At that point a recuperação torna-se mais difícil. Pk o mesmo orgulho que regulou a forma de lhe dar com o mundo continua lá, agora misturado com frustração. Em vez de reconstruírem, passam a viver do passado. Capitalizam a ideia de quem já foram.
Mais tarde, encontras essas pessoas nas barraquinhas, a contar histórias sobre as figuras importantes que conheceram, os círculos onde andaram, as mulheres com quem pinavam.
Tu não tens como oferecer um carro ou casamento ainda, estando apenas no primeiro ano da faculdade.
Muitas pessoas interpretam mal a questão temporal.
Quando os dois candidatos a conheceram, não estavam no mesmo nível de maturidade financeira.
O gajo que acabou por oferecer casamento e carro também esteve numa relação em que, provavelmente, a ex parceira não teve paciência com o build-up e acabou por sair.
Na maioria das vezes, comparam um gajo que a conheceu nos seus 20 anos com alguém que a conheceu nos seus 30 e tal. uma diferença de 10 anos, tempo suficiente para construir estabilidade financeira.
É essa distância temporal que a maioria das pessoas ignora.
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