Conheci um homem que traiu a esposa durante a gravidez.
Depois que a família descobriu, ele disse que tinha feito aquilo porque se sentia sozinho.
O que mais ficou na minha cabeça foi a forma como ele enxergava aquele momento.
Enquanto ela enfrentava as mudanças no corpo, os medos da gestação e a responsabilidade de gerar uma nova vida...
na história que ele contava, quem precisava de cuidado era ele.
Ele enxergou a própria carência.
Mas não a vulnerabilidade da pessoa que dizia amar.
o momento que eu mais senti amor por alguém foi no cotidiano. Foi ao acordar e ter café pronto, foi cozinhar junto ouvindo música, foi depois de limpar a casa inteira e deitar pra assistir. TUDO TUDO que é amor nasce no cotidiano e tudo que não é amor, se desfaz no cotidiano
Eu ainda te amo, mas prefiro não te ver mais. E não é falta de sentimento, é excesso de consciência. Porque tem coisa que a gente sente, mas sabe que não funciona, que não encaixa, que não faz bem. E insistir nisso só prolonga o desgaste. Amar alguém não deveria ser sobre se perder, se diminuir ou viver em dúvida constante. Mas às vezes vira. E quando vira, a escolha muda. Não é sobre deixar de amar, é sobre se respeitar. E entender que sentir não é suficiente para ficar. E que, às vezes, ir embora é a forma mais madura de continuar inteiro.