@JoaoAlmirante2 O que me preocupa é o JP nao apresentar futebol suficiente pra ganhar a vaga do Tche Tche, que apresenta futebol nulo. O menino de fato deve ser uma preguiça desgraçada nos treinos
Tenho o ligeiro sentimento de que esse time do Vasco não é favorito contra absolutamente ninguém, em termos de futebol dentro de campo.
O time do Diniz não tem fundamento algum.
A sensação que o Coutinho sempre me transmitiu foi a de constrangimento.
Parecia jogar carregando um peso: envergonhado por não render o que imaginava ser capaz, receoso de não corresponder às expectativas da torcida. Havia vergonha em ser substituído por não aguentar os 90 minutos, vergonha em ficar no DM, vergonha de receber um salário altíssimo e não corresponder.
Não duvido que tenha vindo para o Vasco por amor ao clube. Mas também chegou consciente do ambiente que encontraria: uma torcida ferida, desconfiada, exigente. E isso parecia afetá-lo desde o primeiro dia.
Ele mal comemorava os gols. Para ele, aquilo soava como obrigação; o mínimo. Faltava leveza até no instante mais simbólico do futebol. A impressão era de alguém emocionalmente fragilizado, tentando o tempo todo evitar o erro, evitar a crítica, como se soubesse que, quando ela viesse com força, não suportaria.
E veio. Quando as cobranças aumentaram e as vaias ecoaram no estádio, parecia claro que algo tinha se rompido. Ele próprio parecia saber que não conseguiria reconquistar o prestígio, porque já não acreditava plenamente em si.
Enquanto a torcida sustentava a esperança, ele parecia apenas sobreviver. No momento em que esse apoio se dissolveu, ele entendeu como sentença.