Não admira que o Palmeiras nunca tenha perdido um jogo apitado pelo Davi de Oliveira Lacerda (ES). E nem me refiro apenas às decisões polêmicas e erros grosseiros do árbitro que foram noticia recentemente.
Davi também influencia em lances aparentemente (só aparentemente) bobos. Ele, por exemplo, não aplica cartões para jogadores palmeirenses. Por mais que mereçam. Há pouco, o zagueiro a Murilo impediu um contra-ataque colorado puxando a camisa de Alan Patrick na cara dele e nada. Zero. Depois, inverteu um escanteio nítido para o time gaúcho. Bernabei quase enlouqueceu.
Não há como competir assim.
Era uma vez o Waldemar. O Waldemar era um cara muito simpático. De tão legal, ele foi conquistando os corações de muitos e, claro, alguma inveja de outros. Normal. Waldemar era muito popular. O “mais querido”, diziam.
Um dia, Waldemar se enrolou com grana. Waldemar passou por maus bocados. Vendia o almoço para comprar o jantar. Alguns vizinhos se afastaram e os despeitados, claro, transformaram Waldemar em chacota.
Até que uns amigos ajudaram o Waldemar a se organizar. Waldemar passou a trabalhar dobrado, pagou o que devia, conteve gastos e, depois de alguns anos, Waldemar, além de popular, estava rico.
Waldemar era o bacana.
Aí, quem se afastou voltou e os invejosos… bem… esses invejaram mais mesmo.
Um dia, Waldemar, o popular, o rico, o bacana, saiu de casa para comprar um carro novo. Alvoroço na vizinhança. Todos queriam ver o novo possante do Waldemar. Era o assunto do bairro.
Boato daqui, boato dali… com qual carro nosso herói chegaria em casa? A expectativa era enorme, mas Waldemar dobrou a esquina dentro do carro de sempre. Um ótimo carro, diga-se. O melhor da cidade, mas não era um carro novo.
Alguns vizinhos estranharam. Outros voltaram a desconfiar de Waldemar. Os despeitados debocharam. Diziam que Waldemar mentia, que era pobre. Mas quem gostava do Waldemar sabia que ele tinha aprendido a lição.
Waldemar não quis pagar o preço de um apartamento num carro só porque o vendedor sabia que ele era rico.
Waldemar não era otário. Já os detratores, a pé, estavam às gargalhadas.
Por muito tempo criminalizei a política como muita gente ainda faz. Achava que não era para mim, que não fazia diferença, que era tudo igual.
Mas é dentro dela que uma criança consegue estudar, que um trabalhador tem seus direitos garantidos, que uma família consegue acesso à saúde. E quando pessoas com boas intenções ocupam esse espaço, a diferença aparece na vida de quem mais precisa.
NOTA OFICIAL
Após o retorno da Copa do Mundo, o debate sobre arbitragem voltou a ocupar o centro do futebol brasileiro. E isso não acontece por acaso.
Nos últimos anos, consolidou-se entre torcedores, profissionais do futebol e parte significativa da opinião pública a percepção de que um determinado clube vem sendo reiteradamente beneficiado por decisões de arbitragem. Essa percepção não nasce apenas da rivalidade esportiva. Também encontra respaldo em números.
Levantamento do Espião Estatístico, do ge, mostra que, desde a implantação do ranking do VAR, em 2020, até o Campeonato Brasileiro de 2026, o Palmeiras acumula o maior número de decisões alteradas a seu favor (65), o menor número de decisões contrárias entre os principais clubes do país (47) e o maior saldo positivo do futebol brasileiro (+18). Também lidera o número total de intervenções do VAR.
Os números desta edição do Brasileirão seguem na mesma direção. O Palmeiras é a 5ª equipe que mais precisa cometer faltas para receber um cartão amarelo (6,72 faltas por advertência), enquanto seus adversários figuram entre os que mais recebem cartões amarelos e vermelhos ao enfrentá-lo.
Nenhum dado, isoladamente, comprova favorecimento. Mas estatísticas acumuladas ao longo de sete temporadas ajudam a explicar por que esse debate não acaba e segue sendo pauta de todos os envolvidos com o futebol.
Também merece reflexão o comportamento adotado dentro e fora de campo. Tornou-se frequente assistir a jogadores e comissões técnicas cercando árbitros, reclamando de forma ostensiva e se colocando na condição de vítimas mesmo após faltas evidentes ou até mesmo um simples lateral. Uma ação estudada e coordenada.
É importante reconhecer os investimentos realizados pela CBF e os avanços promovidos pela Comissão de Arbitragem, com treinamentos, divulgação dos áudios do VAR e implementação de novas tecnologias. No entanto, não são elas que executam as regras que, eventualmente, acabam decidindo jogos. Na partida entre Vitória e Palmeiras, por exemplo, as decisões foram tomadas por Alex Gomes Stefano, em campo, e Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira, no VAR.
São os árbitros que interpretam os lances, aplicam as regras e tomam decisões capazes de alterar tabelas, influenciar disputas por títulos, vagas e rebaixamentos. Por isso, também precisam ser responsabilizados quando cometem erros graves, quando são passivos em relação à pressão até mesmo em cobranças de lateral, e quando não coíbem o mau comportamento sistemático, como determinam as regras. A Copa do Mundo, recentemente, mostrou o caminho; árbitros e atletas que lá estiveram, muitos deles jogando no Brasil, lá, atuaram de acordo com a regra do “jogo limpo”, e deveriam fazer o mesmo aqui.
O futebol brasileiro precisa voltar a discutir mais o jogo do que a arbitragem. Isso só será possível quando os árbitros adotarem critérios claros e deixarem de premiar equipes que utilizem a pressão durante todo o jogo como estratégia. As regras devem ser cumpridas, por todos, inclusive pelos árbitros.
O futebol é paixão e um grande negócio. Por isso, precisa de confiabilidade por quem é incumbido de cumprir as regras do jogo.
O Esporte Clube Vitória vem a público expressar sua indignação diante das declarações proferidas pelo treinador da Sociedade Esportiva Palmeiras, Sr. Abel Ferreira, durante sua entrevista coletiva após a partida da última quarta-feira (29), nas quais questiona o caráter de nosso atleta Luan Cândido.
“Conhece o histórico do Luan Cândido? Conhece o histórico dele?”, disse Abel Ferreira.
O atleta Luan Cândido estreou profissionalmente em 2020 e, desde então, acumula seis expulsões em seis anos de carreira, o que corresponde a uma média de uma expulsão por temporada, sendo quatro expulsões diretas e duas por dois cartões amarelos. Tratando-se de um defensor, trata-se de um número considerado baixo.
Durante o mesmo período, o treinador Abel Ferreira acumula 13 expulsões em jogos oficiais. Um número que representa mais do que o dobro da quantidade registrada por nosso atleta e, principalmente, parte de um profissional que deveria servir de exemplo para seus jogadores.
O Esporte Clube Vitória defende que a arbitragem do futebol brasileiro deve ser aprimorada e profissionalizada, para que todos os clubes deixem de sofrer com atuações equivocadas que acabam prejudicando projetos inteiros. Por isso, causa-nos estranheza que o Sr. Abel Ferreira considere um lance claro de agressão como algo “no limite”, especialmente por se tratar de alguém que frequentemente manifesta insatisfação com a qualidade da arbitragem nacional.
Por fim, reiteramos nossa total confiança no caráter, na conduta profissional e na integridade de Luan Cândido, atleta que honra diariamente a camisa do Esporte Clube Vitória dentro e fora de campo.
OPINIÃO | Paulo Caravina (@soudoapito) explica lances de Mauricio, Cacá e Luan Cândido, que causaram polêmica no Barradão no jogo entre Vitória e Palmeiras pelo Brasileirão. 🔗 Leia mais sobre o tema no @estadaoesporte → https://t.co/naIy5XP6q9
Quando vão colocar esse patife na cadeia por roubo e abuso de poder: policial não é autoridade. Descarado ao ponto de nem esconder essa cara repugnante e asquerosa.
Rapaz! Novo vídeo desmente a deputada bolsonarista Renata Vieira (PL-MG) e mostra que foi ela quem agrediu primeiro um entregador em Belo Horizonte. Ela havia alegado ter sido a vítima.