Sobre o “distanciamento” de Rafael Menin do dia a dia do Atlético:
Começo dizendo que vejo como boa notícia. Não tinha clima (nem externo e nem interno) pra ser o tomador de decisões na rotina do Clube. Tem muita gente feliz do portão do CT pra dentro, e na Arena/sede também. Ou seja: o afastamento pode impactar em uma melhora no ambiente e, consequentemente, de desempenho. Tomara.
Ainda sobre ser uma boa notícia, isso só atesta o quão ruim era o trabalho de Rafael à frente da SAF atleticana. Em condições normais, se o dono do Clube vem a público dizer “vou cuidar menos do nosso time pra focar mais na minha outra empresa”, receberia duras críticas. O sentimento do atleticano é de alívio. Sintomático.
Agora, a dúvida que fica no ar é, num português claro: quem vai mandar? Em tese, Pedro Daniel. Mas vai mandar mesmo? Vai ser dele a palavra final sobre treinador, sobre diretor de futebol, sobre contratações? Se sim (e no Clube garantem que sim), toda a sorte do mundo pra ele. Não tenho dúvidas da competência, mas ainda não foi posto à prova nesse tipo de função.
Agora, se o “distanciamento” de Rafael não refletir em autonomia de verdade pra Pedro Daniel, aí não tenham dúvidas de que nossa cobrança vai ser ainda maior do que sempre foi. O atleticano não aguenta mais comprar discursos da SAF, acreditar em mudanças e quebrar a cara na sequência.
Voltando à hipótese de que a caneta vai, de fato, mudar de mão: quem sou eu pra dar dica pra qualquer um, ainda mais pra alguém com o currículo muito maior que o meu, mas quero terminar o texto cometendo a ousadia de dar uma dica pro Pedro Daniel, porque de Atlético a gente entende um pouquinho: eu sei que a cadeira exige racionalidade, mas o Galo sem coração não é o Galo. Esse Clube é emocional por essência. Sem alma, o negócio não anda por aqui. Se permita ouvir um pouquinho mais o torcedor e deixar de lado a planilha, só de vez em quando, como você já fez algumas vezes (e acertou).
O torcedor não aguenta mais tanta passividade, tanta frouxidão, tanto desrespeito com nossa camisa. A gente não pode passar tantos vexames em sequência e seguir a vida como se nada tivesse acontecendo. O Galo é grande demais, e quem veste nossa camisa (em qualquer função) tem que saber disso.
Precisamos resgatar um Galo vibrante, raçudo, corajoso, firme e mais conectado com o torcedor. Enquanto o atleticano estiver vendo X, e o clube insistindo que é Y, o negócio não vai andar.
O Galo nunca acabou, jamais acabaria (mesmo sem 1 centavo dos Menin) e nem vai acabar. E nossa força vem do nosso povo, muito antes de vir do aporte desse ou daquele. Entender isso é o primeiro passo pra gente recuperar nossa dignidade.
Boa sorte pra nós. Vamos, Galo! 🐔
Isso aqui é boa notícia? Sim. A gente cobra ingressos mais baratos e, quando acontecem, precisamos celebrar. Mas é, ao mesmo tempo, um claro sinal de desespero e de desvalorização do produto.
Não dá pra cobrar caro num produto ruim. Tá na hora de perceberem que investimento traz desempenho, e desempenho traz dinheiro. Falei sobre isso no ‘Cabeça fria’ de hoje (tem corte lá no Instagram).
@LobaoHugo Concordo em tudo, e temos que acrescentar que o Cissé tem que jogar, apesar de ainda terem que contratar, não só o volante.
Em adendo, ironia ou não, depois do empate contra o Palmeiras, a melhor partida no BR coletivamente, a pesar a expulsão que impactou o resultado.