“A grande ilusão do betão: quem vai pegar na colher de pedreiro?”https://t.co/b8DpDPGL6D
O artigo parte de uma pergunta simples:
queremos mesmo construir mais casas ou queremos apenas continuar a anunciá-las?
Faltam 300 mil casas.
O setor da construção estima precisar de mais 80 a 90 mil trabalhadores.
E, ao mesmo tempo, queremos aeroporto, alta velocidade, novas pontes e expansão dos metros.
Com quem?
A crise da habitação não se resolve com mais um decreto, mais um pacote ou mais um subsídio despejado sobre um mercado sem oferta suficiente.
Faltam casas.
Faltam trabalhadores.
Falta capacidade de execução.
E sobra conversa.
E as marcas também entraram nesta armadilha.
Depois de anos a falar de propósito, causas e valores, não podem estranhar que cada patrocínio seja transformado num teste político.
Escrevi sobre isso em “Jerry Seinfeld e os puros de coração”.
https://t.co/uYBeXptXAE
Jerry Seinfeld vem a Lisboa. Alguns artistas abandonaram o festival por não quererem partilhar o cartaz com ele.
É um direito.
O problema começa quando estar no mesmo espaço passa a ser tratado como cumplicidade.
Partilhar um cartaz não é concordar. Patrocinar não é subscrever. Comprar um bilhete não é aderir.
A nova pureza moral funciona por proximidade: quanto menos nos afastamos do “dissidente”, mais suspeitos nos tornamos.
Sempre que um manhoso furava a fila, não se punia o manhoso: inventava-se um carimbo.
Agora os autores da máquina queixam-se da obra.
𝐐𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐫𝐧𝐮𝐫𝐚.....
Novo artigo no Observador:
https://t.co/xLIm4ZD7ch
O PRR revelou um pequeno problema: o Estado português tropeçou no Estado português.
Quando foi preciso executar depressa, apareceram regras, pareceres, validações, plataformas, organismos e atrasos.
E começou o coro contra “a burocracia”.
O mais extraordinário é quem se queixa.
Autarcas com décadas de poder, antigos governantes e dirigentes dos partidos que governaram Portugal.
A burocracia não caiu do céu.
Foram eles que a tricotaram, mandato a mandato, lei a lei, alínea a alínea, tacho a tacho.
Portugal tem língua, história e relações que não se fabricam por decreto. África não pode continuar a ser apenas memória, problema ou destino de ajuda. Também é futuro.
Novo artigo: https://t.co/KyZisnArmz
Comecei a pensar na imigração na Amadora. Nas rendas, nos transportes cheios, nos serviços sob pressão. Durante muito tempo pareceu-me óbvio onde estava o problema: à minha porta.
Enquanto a Europa olha para África entre culpa, ajuda e medo migratório, outros veem energia, mercados, influência e futuro. Talvez tenhamos confundido ultrapassar o colonialismo com ultrapassar África.
Gostámos do restaurante.
Gostámos do projeto.
Não gostamos da falta de transparência.
Fomos conhecer o É UM RESTAURANTE, no Parque Central da Amadora.
Boa comida, bom espaço e um projeto que enriquece a nossa comunidade.
Hoje morreu o Rui Paredes.
Escolheu viver na rua. Muitos não compreendiam essa decisão e eu próprio não a partilhava. Mas era a sua escolha. E, para ele, isso era liberdade.
Podíamos desejar-lhe outro caminho, outra casa, outra segurança. Mas respeitar alguém também é reconhecer-lhe o direito de decidir sobre a própria vida, mesmo quando não compreendemos as suas escolhas.
O Rui nunca abdicou dessa liberdade.
Este vídeo não é sobre quem nada tem. É sobre o poder dos incentivos. As políticas públicas não mudam apenas regras: criam mercados, alteram comportamentos e produzem consequências. #volta
A pergunta é simples:
Estamos perante uma política de imigração...
...ou perante uma política que também transforma a composição futura do eleitorado?
O debate é legítimo.
Ignorá-lo já não é.
#Portugal#Imigração#Democracia#Política
As palavras importam.
Quando Jean-Luc Mélenchon afirmou:
"Se estão a contar com os operários brancos católicos para fazer o socialismo em França, isso não acontecerá."
não estava apenas a fazer uma observação. Estava a revelar uma estratégia.
Ao mesmo tempo, cresceram os problemas de habitação, a pressão sobre escolas, SNS e serviços públicos.
Discutir imigração não é ser contra quem vem trabalhar.
É perguntar se o Estado consegue integrar quem decide receber.