Quando a SEDUC-PA programa avaliação para os alunos que é paga, ela envia aplicadores de fora. Quando não é paga, ela obriga os professores a aplicarem e ainda a usarem seus próprios celulares e internet para enviar os cartões respostas. E ai de ti que se recuse. #SimuladoPará
Salas de aula superlotadas no Pará. Os alunos fazem prova como se fosse um grande trabalho em grupo. Que tal reduzir o número de alunos e mudar de mesa para cadeiras com braço, @SeducPara?
Que diferença impressionante!!
Dilma Rousseff passou anos sendo alvo de ataques misóginos, piadas degradantes e até adesivos sexualmente ofensivos colados em tanques de combustível de carros por todo o país.
Goste-se dela ou não, ela enfrentou esse espetáculo sem correr para pedir que opiniões, críticas ou manifestações fossem apagadas da existência.
Já Flávio Bolsonaro vê uma pesquisa eleitoral mostrando queda na popularidade e, aparentemente, a solução não é convencer o eleitorado, mas questionar a divulgação do resultado.
É quase uma aula prática sobre a diferença entre maturidade e fragilidade.
Uma mulher adulta suportando humilhações públicas de baixíssimo nível sem pedir que a realidade fosse censurada. Um político incomodado com números desfavoráveis tentando transformar uma pesquisa em problema.
A ironia é que muitos dos que chamavam Dilma de “fraca” e “despreparada” agora parecem considerar insuportável a existência de uma pesquisa mostrando perda de apoio.
No fim, a comparação acaba sendo cruel, de um lado, alguém que enfrentou ataques pessoais grotescos; do outro, alguém que parece travar uma batalha contra gráficos e porcentagens.
Porque uma democracia exige estômago para ouvir o que não se gosta.
E, pelo visto, adesivos ofensivos exigem menos sensibilidade do que uma pesquisa eleitoral.