Hoje, minha mãe, dona Dirce, faria 100 anos. Pra mim, um dia de celebrar sua vida e agradecer por tudo o que ela representa na minha história. Mas não poderei dar esse abraço. Mamãe morreu de Covid. Não deu tempo de tomar a vacina por causa da forma que o Governo Bolsonaro tratou a pandemia.
Mamãe até a internação pela Covid, era uma mulher saudável, lúcida e com uma saúde generosa. A negligência tirou Dona Dirce da nossa família. Não há meias palavras, não há “achismos”. Até o último adeus com toda a dignidade que ela merecia foi me tirado.
Para mim, os mais de 700 mil mortos nunca serão apenas um número. Entre eles está minha mãe. E, ao lado de cada uma dessas vidas, existem famílias que continuam sentindo falta de uma voz, de um carinho, de um lugar ocupado à mesa. Eu não esqueci. E não vou esquecer. Não é questão de perdão, mas de memória.
A memória de mamãe e papai é atacada diariamente pelo bolsonarismo. Quando exaltam a ditadura, atacam meu pai, que foi preso, cassado e perseguido. Quando minimizam a pandemia e tratam suas vítimas como um detalhe, atacam minha mãe e todas as famílias que carregam essa dor.
Papai sofreu a violência de um Estado que perseguia quem ousava lutar. Mamãe foi assassinada pela omissão do Estado no governo Bolsonaro. Não aceito que essa responsabilidade seja apagada, nem que a crueldade seja apresentada como uma simples diferença de opinião. Você ser direita não tem que te fazer se associar a um grupo que usou da crueldade como marca.
A extrema-direita cometeu genocídio no Brasil. Não tentem normalizar a barbárie. Não peçam às famílias que enterrem, junto com seus mortos, a memória do que aconteceu.
Meu voto carrega minha história, minhas convicções e a responsabilidade com quem continua aqui. Carrega também a saudade dos meus pais e o compromisso de enfrentar aquilo que feriu suas vidas e segue tentando desonrar sua memória.
Por eles, por memória, verdade e justiça, votarei em Lula no dia 25.
Eu queria poder lhe dar um abraço. Como não posso, honro sua vida com a minha voz, com a minha luta e com o meu voto.
🚨Mais claro, impossível!
Esse é o melhor vídeo que você vai ver hoje. Compartilhe!
Não se dialoga com o bolsonarismo, pois nele não existe debate democrático nem a possibilidade de apoio a algo que vá além do nome Bolsonaro. Não se trata de direita ou de esquerda, mas sim de um espectro ditatorial e de barbárie.
Carta aberta ao ministro @MinAMendonca,
Caro ministro,
Pelos relatos que recebo, o vídeo abaixo, de minha autoria, foi censurado. Ou por ordem sua, ou pelas plataformas, a quem o senhor entregou a tesoura para apagar, por conta própria e sem nova ordem judicial, qualquer "narrativa equivalente". Isso tem nome: censura prévia. A Constituição a proíbe duas vezes, no art. 5º, IX, e no art. 220, § 2º, que veda "toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística". O senhor sabe disso. Parece ter decidido esquecer.
Esqueceu também regras do tribunal que hoje vice-preside. A Resolução TSE 23.610/2019 determina que a atuação da Justiça Eleitoral sobre conteúdos na internet se dê com a menor interferência possível no debate democrático (art. 38) e exige, sob pena de nulidade, a indicação da URL específica de cada conteúdo removido (art. 38, § 4º). O Marco Civil da Internet segue a mesma lógica (art. 19, § 1º). Uma ordem genérica, que transfere a empresa privada o juízo sobre o que é "equivalente", não é tutela jurisdicional. É terceirização da mordaça.
Todos os trechos do meu vídeo foram extraídos de reportagens e apresentados no contexto em que foram ditos. Não há ali ilícito eleitoral nem penal. Há fatos de notoriedade pública. Pergunto, então: o que exatamente o incomodou?
Terá sido ver autoridades evangélicas ofendendo autoridades eclesiásticas e símbolos católicos? Pegou mal para a denominação da qual o senhor é pastor?
Acaso não existiu o projeto que alterava a Lei 6.802/1980 para transformar a Padroeira do Brasil apenas em padroeira dos católicos apostólicos romanos?
Acaso Flávio não diz, em trecho do vídeo abaixo, que a primeira coisa que fará, se eleito, será "consagrar o Brasil a Nosso Senhor Jesus Cristo"? Num Estado que o art. 19, I, da Constituição declara laico, a promessa já é discutível. Criticá-la é dever cívico.
Acaso aquele deputado evangélico no vídeo não chamou o arcebispo e o papa de "vagabundos"?
Acaso aquele pastor de Bastos (SP) não chamou a Padroeira de "diabo fantasiado de azul"?
Acaso é invenção o vídeo de bolsonaristas tumultuando e tentando agredir funcionários da TV Aparecida no dia da Padroeira?
Acaso é mentira o texto, reproduzido abaixo, daquele que a imprensa aponta como pastor de Flávio, convocando o rebanho a liquidar a autoridade da Padroeira?
Diante desse conjunto de evidências, é crime perguntar se Flávio fará o que ele próprio promete no vídeo abaixo, algo que muitos brasileiros entenderiam como rebaixamento da Padroeira? A Corte que o senhor integra já respondeu que não. Na ADPF 130, afastou qualquer controle estatal prévio sobre o que se pode dizer. Na ADI 4451, garantiu o direito de criticar e satirizar candidatos em plena campanha. E um candidato se reconhecer numa crítica não transforma a crítica em mentira. Transforma, no máximo, em diagnóstico.
Não lhe parece que o senhor foi muito além dos poderes de juiz, que não são os de pastor, nem de Deus, ao mandar derrubar posts que diziam apenas "Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós"? Há dois mil anos alguém já separou as jurisdições: "Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus". O senhor conhece o versículo melhor do que eu (acho). Parece ter confundido os balcões.
Voltaire escreveu o Tratado sobre a Tolerância depois que um tribunal católico, em Toulouse, mandou executar um protestante, Jean Calas. A história tem senso de humor: agora é um juiz protestante quem manda apagar preces católicas. O mesmo Voltaire ensinou que o fanatismo está para a superstição como o delírio está para a febre.
Montesquieu advertiu que todo homem que detém poder tende a abusar dele, e vai até onde encontra limites. O senhor pode muito. Não pode tudo. Confio que seus pares reverterão essas decisões autoritárias e esdrúxulas, proferidas a pedido de Flávio, o filho do homem. Do homem que o indicou à Corte.
Reflita, ministro. Não vivemos uma guerra santa, embora talvez exista na sua cabeça.
Não me intimidarei.
@claudio_dantas_ Lula acabou com 600 bets que roubaram livremente no gov do Bolsonaro. Regulamentou as outras e disse que se a lei nao desse certo ele acabaria com todas..isso em 2024. BET É COISA DO DEMONIO
Irene Ravache: "Vou falar especialmente com a turma da extrema direita. Teve uma época que voces diziam 'cuidado, o Lula é comunista. Ele vai transformar o Brasil numa Venezuela'. Agora devolvo a pergunta. Vocês não têm medo do Trump transformar o Brasil numa Venezuela? Eu tenho."