As plataformas de apostas se vendem como uma forma de diversão, mas o mito do entretenimenro esconde sua verdadeira estratégia: a dependência.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil já tem mais de 2 milhões de pessoas com algum grau de compulsão por jogos de azar.
A facilidade de apostar via celular só agrava o problema. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que 1 em cada 5 apostadores frequentes já perdeu mais de R$ 5 mil em um único mês, enquanto 30% já mentiram para familiares sobre seus gastos.
A publicidade das apostas online é deliberadamente voltada para quem não pode perder.
Influenciadores esportivos, youtubers e até programas de TV normalizam as apostas, associando-as ao sucesso fácil.
Uma pesquisa do *Datafolha (2023)* mostrou que 48% dos apostadores têm renda mensal inferior a 2 salários mínimos; 32% têm entre 18 e 24 anos; e 60% começaram a apostar por influência de anúncios ou patrocínios.
Isso não é coincidência. É um modelo de negócios que lucra com a ilusão de pobres e jovens de que podem mudar de vida com um palpite. Enquanto isso, os verdadeiros ganhadores são as empresas estrangeiras que remetem bilhões em lucros para paraísos fiscais, sem gerar empregos ou desenvolvimento real no Brasil.
Isso não tem que ser regulamentado. Os jogos de azar devem ser banidos.
Vídeo: Otávio Mello