Se há um grupo que eu respeito quase como que uma instituição é o das bichas antigas.
Meu namô me apresentou Caíque, um primo de primeiro grau da mãe dele, de 78 anos.
Assumiu-se aos 16, fugiu de casa pra fugir da lobotomia que o pai queria fazer nele (por conta da homossexualidade), chegou ao Rio de carona.
Conseguiu emprego como balconista. Estudou à noite, fez Faculdade de Economia, passou num concurso para o BNDES, enquanto, segundo ele, transava todos os dias na Galeria Alaska, reduto LGBT+ do Rio nos anos 60, 70 e 80.
Em 1981, é removido pra Brasília. Conheceu Marco, seu grande amor, que acabou sucumbindo em função da AIDS, em 1988. E afirma que escapou dela por um verdadeiro milagre.
Pra fugir da dor do luto fez vários cursos de idioma. Já falava inglês, ao qual adicionou o francês e o italiano. Aposentou-se aos 68 anos.
Hoje, dá aula gratuitas de inglês nas comunidades pobres do Gama, próximo de Brasília. E continua com vida sexual ativa porque "biba que é biba só para de transar quando morre".
E as fofocas do mundo LGBT "oculto" de Brasília??? Deliciosas!!!
Espero chegar aos 7.8 exatamente desse jeito.