Gente, pelo amor de Deus, agora Lula quer criar um Conselhão de “soberania” digital! Para além do policiamento, pois a soberania, por óbvio, será dos companheiros dele, esse tal Conselho vai legislar e custar muito aos cofres públicos. Sim, esses elefantes brancos começam como “função de honra”, mas logo se transformam em cargo pago, com direito a “trocentos” assessores. Vejam a grana que o Conselhão Tributário está amealhando para “se manter”. Levantem o custo do CNJ! Esse movimento de pulverização de Conselhos PRECISA ser estancado!
Crueldade. Nem mesmo no dia dos pais, Moraes perde sua capacidade de torturar psicologicamente o Presidente Bolsonaro e seus filhos. Esse mal acabará a partir do ano que vem!
Uma excelente cronica da grande jornalista Thaís Oyama. Vale a pena ler .
Os motivos da transgressão de Marcola, à luz de um Nobel
Ex-assessor de Lula concluiu que o ambiente era propício — e os incentivos para transgredir superavam com folga os freios
Por que as pessoas se suicidam? Por que têm filhos? Por que cometem crimes? O economista Gary Becker se fez todas essas perguntas para, a partir delas, construir modelos matemáticos capazes de gerar previsões. Interessava-lhe, sobretudo, a natureza humana — e como os humanos fazem escolhas. A resposta que formulou para a última questão — por que alguém comete um crime? — foi um dos eixos da obra que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Economia, em 1992. No modelo de Becker, três fatores influem na decisão de infringir a lei: o benefício desejado, a probabilidade de ser apanhado e a punição prevista. Quanto maiores o risco e o castigo, menor o incentivo para perseguir o benefício. Mas, se o benefício é grande e as chances de ser pego pequenas, o tamanho do castigo perde importância.
Isso não significa que Becker, leitor de Schopenhauer e Dostoiévski, acreditasse que a natureza humana pudesse caber numa equação. Ele queria demonstrar como as paixões — vaidade, ressentimento, desejo de poder, prestígio, necessidade de aprovação do grupo e mesmo o mero prazer de transgredir — operam sob determinados freios ou incentivos.
Tome-se o caso de Marco Aurélio Santana Ribeiro, desafortunadamente apelidado Marcola. Ex-chefe de gabinete do presidente Lula, ele admitiu ter recebido de uma lobista de Brasília R$ 249 mil. Afirma que o valor foi um empréstimo, já quitado. Admita-se como verdadeira a versão de Marcola e, ainda assim, será inescapável concluir que o dono da chave do gabinete presidencial optou por tirar vantagem indevida de seu cargo. Na leitura mais benevolente, pediu dinheiro a alguém cujos negócios dependiam de acesso ao governo e que, portanto, pela natureza da atividade, não poderia negar-lhe o favor — sem falar na taxa de juros que, a se provar a tese do empréstimo, certamente foi mais camarada que as do mercado.
O que faria Marcola — estudioso de ciências políticas, dedicado funcionário do Planalto, homem de confiança e assessor direto de Lula — a incorrer em tão flagrante falta ética? E ainda mais em ano de eleição, sabendo que a um assessor presidencial não basta ser honesto, há que parecer honesto também ?
Marcola, hoje com 49 anos, filiou-se ao PT aos 23 e, desde então, viveu e trabalhou dentro da sigla. Há 11 anos assessora Lula diretamente. Nesse período, viu poucas e boas. Vieram a Lava-Jato e as revelações do petrolão, o escândalo da JBS, a prisão e a soltura de Lula. Gente graúda foi para a cadeia, reputações viraram pó, fortunas minguaram. Mas, com muita frequência, o inverso ocorreu: proscritos retornaram triunfantes à arena, condenados e delatores recuperaram liberdade e patrimônio, decisões foram anuladas, inquéritos foram para as calendas.
Foi o caso de Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Nas duas primeiras vezes em que ele foi acusado de tráfico de influência, em 2005 e 2019, não chegou nem mesmo a se tornar réu — os inquéritos foram arquivados. Agora, pela terceira vez em 20 anos, o mesmo filho de Lula volta ao centro das atenções, desta vez na companhia de Roberta Luchsinger, a lobista benfeitora de Marcola. Contra ele, a mesma suspeita fundamental: que as vultosas quantias recebidas não pagavam por seus serviços, mas pelo acesso ao governo do pai.
No modelo de Becker, a decisão de transgredir pertence ao indivíduo, mas o benefício, o risco e a punição que ele enxerga são, em grande parte, definidos pelo comportamento das instituições — governos, Congresso, tribunais e órgãos de controle. Para quem se pergunta por que Marcola escolheu fazer o que fez — arriscando seu cargo, sua reputação e a de seu chefe —, a resposta de Becker talvez fosse que ele simplesmente confirmou seu modelo.
Do posto avançado que ocupava, o ex-assessor presidencial olhou em torno e fez as contas. Concluiu que o ambiente era propício — e os incentivos para transgredir superavam com folga os freios.
Tirem as mãos do Discord.
O que está diante dos nossos olhos é a banalidade do mal da qual falou Hannah Arendt: a disposição burocrática de servidores públicos de servir à tirania.
E ainda nos chamam de pequenos tiranos soberanos.
Olha essa tática da doutrina de Thomas Rid e Asta Zelenkauskaitė: eles descrevem o mecanismo de colocar a máscara de “um de nós”, aprofundar a polarização DENTRO do próprio grupo e gerar desconfiança constante na própria liderança. Aí você pega uns caras que juram que querem tirar o PT do poder… e o que eles fazem o dia inteiro? “Eu apoio, MAS…”, “Sou de direita, MAS…”, “Defendo a causa, MAS…”. Atacam sempre o mesmo lado, sempre a mesma liderança, enquanto o adversário real vira só detalhe. Resultado final que a literatura já documentou: “São todos iguais. Não vale a pena defender ninguém.” Dividir pra conquistar. Não é opinião. É livro.
Esse Ciro ficou na cola do Bolsonaro oferecendo péssimos conselhos e levando informções sensíveis do governo para seus amiguinhos no STF. Um traíra de marca maior. Precisa ser chutado em definitivo.