Há uma velha discussão entre leitores de As Crônicas de Gelo e Fogo e espectadores de Game of Thrones. Uma adaptação precisa mudar coisas, mas é um problema narrativo quando ela altera um elemento que cumpria uma função importante na arquitetura da história, mas os adaptadores julgaram descartável ou secundário.
Ninguém deveria exigir que Greta Gerwig desenhe o leão exatamente como Pauline Baynes o desenhou ou como a Disney o representou. Mas você não pode querer adaptar uma história que ficou estrondosamente famosa removendo os elementos que a tornaram estrondosamente famosa, e esperar que os fãs aplaudam felizes.
Eu odeio a “resenha profética”, mas esta primeira imagem do Aslan de Greta Gerwig possui um problema conceitual que descaracteriza demais o personagem.
O leão parece carregar em seu próprio corpo uma espécie de resumo do mundo que está criando, como se toda a diversidade da criação estivesse condensada em seu Criador. Há pelos, escamas, padrões semelhantes a penas e asas, cores inesperadas e olhos diferentes.
A ideia é condizente com uma imagem exaltada de Cristo. Mas a concepção visual do personagem é bem diferente daquela que fez Aslan ser Aslan em C. S. Lewis.
Aslan não é uma personificação da divindade enquanto força criadora do universo. Muito menos uma espécie de manifestação da própria criação. Aslan é Cristo em sua encarnação. Um leão aparentemente comum, justamente porque Jesus foi um homem aparentemente comum.
Você pode rejeitar o cristianismo da história original, mas foi isso que fez a mitologia de Narnia ser o que é.
Quando tentou explicar o sentido das Crônicas, Lewis escreveu que sendo Nárnia um mundo de animais falantes, imaginou que Cristo se tornaria ali um animal falante, assim como se tornou homem em nosso mundo.
Aslan não corresponde simplesmente a “Deus” de maneira genérica. Dentro da estrutura mitológica de Nárnia, Aslan é o Filho do Imperador de Além-Mar, que representa o Deus Pai. O centro da identidade de Aslan é profundamente cristológico e encarnacional.
Por isso, a característica mais marcante de Aslan não é sua transcendência cósmica. É a extraordinária combinação entre transcendência e proximidade. É aí que está a genialidade da imagem concebida por Lewis.
Aslan não é uma abstração visual da natureza, mas um leão “normal”, em muitos sentidos. Lewis chegou a dizer que sua pergunta era o que Cristo poderia se tornar caso escolhesse “encarnar, morrer e ressuscitar” em um mundo como Nárnia.
A palavra importante aqui é “encarnar”. Lewis traduz essa lógica para Nárnia fazendo do Criador um leão. É justamente sua normalidade que torna Aslan extraordinário.
Um Aslan cuja pele parece conter répteis, pássaros, mamíferos e toda espécie de textura da natureza pode até produzir uma imagem legitimamente cristã do Logos como aquele por meio de quem todas as coisas foram feitas.
Nas entrevistas, Gerwig parece fascinada pelo Aslan cósmico de O Sobrinho do Mago. E eu consigo aceitar esta representação como um tipo de Aslan pré-encarnado, já que a história vai tratar da Criação de Nárnia. Mas eu duvido que esta representação vá mudar ao longo dos filmes, e infelizmente algo central do espírito de Narnia vai morrer em uma das suas representações cinematográficas mais esperadas.
Não aprecio que Greta desloque o centro simbólico do personagem. Transformar o Deus que entrou na criação em uma representação visual da própria criação é manter alguma simbologia cristã, mas uma simbologia que descaracteriza a mitologia.
E, se isso acontecer, teremos talvez um Aslan belíssimo, caleidoscópico e cinematograficamente inesquecível.
Só teremos perdido no filme aquilo que fez Narnia ser a história poderosa que sempre foi.
E eu nem comecei a falar sobre ter uma mulher dublando o Leão… estou tentando acreditar que será uma voz “neutra” o suficiente para não virar uma espécie de leão trans. Mas isso fica para quando tivermos acesso à voz de Aslan.
Até lá, quero me iludir que vai vir um bom trabalho.
O mundo não está preparado quando Aslan pronunciar:
"Nárnia, Nárnia, desperte! Ame! Pense! Fale! Que as árvores caminhem! Que os animais falem! Que as águas sejam divinas!”
Pense outra vez tente um pouco mais.. quem te convenceu a dizer jamais!?
Parece absurdo, mas o verdadeiro fim do mundo é a felicidade desabando sobre nós!
Vivencie a criação de Nárnia no filme dirigido por Greta Gerwig, que traz pela primeira vez às telas a amada história de C. S. Lewis. Nárnia: O Sobrinho do Mago estreia nos cinemas do mundo todo em 11 de fevereiro de 2027.
Eu tirei a conclusão de que a recompensa do cristianismo não é o sucesso. Não é a influência. Não é ter o melhor emprego ou a melhor carreira. Não é liderar um ministério.
A recompensa é o próprio Jesus.
Gente, no fim das contas, talvez a vida seja exatamente isso: Alguns dias a gente celebra, outros a gente atravessa. E tá tudo bem, tem momentos em que você se sente inteiro, em outros parece que está tudo fora do lugar. Mas nenhum desses momentos define a nossa vida inteira.
Mas e se fosse comigo
Pra que mesmo que eu vivo
Onde está minha alegria
E se a dor for minha sina
Será que inda faço rima
Canto alegre a melodia
E se eu perdesse tudo
Será que contudo me alegraria em Deus
A figueira não floresce
Não há fruto na videira
O produto produto da oliveira mente
E os campos não produzem
O curral está vazio
O aprisco está deserto
Tudo isso se passando
E o profeta mesmo assim vai se alegrando em Deus
Se você ama sua mulher e seus filhos, incentive sua mulher a trabalhar e a ter uma renda ou profissão. O caso do Lito te mostra o porquê.
O desastre pode nos alcançar a qualquer momento. E o marido que ama a esposa como Cristo amou a Igreja não quer que ela fique desamparada se isso acontecer.