Vini Jr sendo o ÚNICO jogador que realmente pediu desculpa pelo fiasco da seleção brasileira e que não usou Deus ou a religião como justificativa… pelo menos um
Jogo difícil, mas a maioria até aqui foi desafiadora. Vamos com fé e cabeça tranquila. Confio no nosso técnico pra não fazer besteira e no nosso elenco pra converter mais essa. Um pé na frente do outro.
O que esperar da Noruega?
Passei os últimos dias revisitando a fase de grupos e o 16 avos da equipe treinada por Stale Solbakken. Deixo uma análise com os principais tópicos — positivos e negativos.
Abordagem ofensiva: A Noruega é capaz de acumular passes e chegar ao gol de pé a pé, mas prefere respeitar as características dos atletas e ser vertical. Em um 4-3-3 posicional, não apresenta grandes dinâmicas. Com zagueiros pouco técnicos e médios que mais conduzem do que controlam, o foco é alimentar Antonio Nusa e Erling Haaland. Argumento principal é cruzar para os cerca de cinco jogadores que preenchem a área, principalmente o atacante do Manchester City.
Chances de gol: Não se incomodam quando não criam muito. Estão em um ritmo próprio. Em resumo, precisam de pouco para fazer um gol. Por terem atletas de muito arranque e potência, aumentam o ritmo facilmente. No primeiro campo aberto que tiverem, vão aproveitar. Não pode ser dada como inofensiva.
Martin Odegaard: Jogador mais criativo do elenco. Controlador e dono das bolas paradas. Recebe liberdade posicional para circular, inclusive buscando no pé dos zagueiros. Não vive bom momento e oscila muito. Ritmo completamente longe do ideal. Mas tem talento e requer cuidado.
Antonio Nusa: Ao lado de Oscar Bobb, o mais incisivo do elenco. Extremo habilidoso e especialista em duelos de um contra um. Pode te vencer em segundos, seja no drible ou na velocidade. Danilo terá trabalho.
Alexander Sorloth: É falso ponta na Noruega. O time perde em incisividade e drible, mas ganha em duelos de resistência e jogo por dentro. É o homem-alvo das bolas longas.
Erling Haaland: Provavelmente, não será ativo no jogo. Vai se recusar a se associar. Marquinhos e Gabriel Magalhães precisarão estar focados por +90 minutos. Só precisa de uma ou duas posses limpas. Tem aproveitamento altíssimo em arremates. Se for acionado, vai, no mínimo, fazer Alisson trabalhar. A bola não pode chegar no pé esquerdo. Nenhuma.
Escanteios ofensivos: São especialistas no assunto. Se adaptam à abordagem defensiva do adversário e criam jogadas ensaiadas através disso. Kristoffer Ajer, Alexander Sorloth e Erling Haaland são os principais alvos.
Pressing: A Noruega, habitualmente, sobe o bloco na saída rival. Seis a sete jogadores saltam para pressionar e tentar recuperar a posse próximo ao gol. Acontece que o pressing é "frouxo" e facilmente batido. Daí surge o campo aberto (o ponto mais forte do Brasil).
Zona: Por se movimentar de acordo a bola e não com o jogador, a Noruega balança com a posse e esquece o lado oposto. O bloco se fecha tanto que libera o corredor lateral. Toda equipe que faz inversões e pesa o outro lado leva vantagem. Isso piora porque, principalmente na esquerda, Antonio Nusa frequentemente larga a referência e sobrecarrega o lateral. Caminho claro.
David Moller Wolfe: É ele o caminho da vitória. Se eu pudesse apostar, diria que ao menos um gol do Brasil acontecerá por falha sua. Primeiro, por ser sobrecarregado por Nusa. O outro, também relatado, é o fato de sofrer muito com inversões, precisando fechar as costas rapidamente (e não fazendo). Por último, vai mal em duelos aéreos e de um contra um. Rayan nunca teve tantas chances.
Janelas: Os espaços entre zagueiro e lateral são muito largos. Praticamente um convite. É assim dos dois lados, sobretudo o esquerdo, com Torbjorn Heggem e David Wolfe. Os laterais costumam ser atraídos para longe e os zagueiros permanecem na zona, abrindo a janela de ataque.
Orjan Nyland: O goleiro norueguês é inseguro. Não tem como falar de outra forma. Espalma bolas acessíveis e não sai bem em cruzamentos. Chutes de média e longa distância são bem-vindos.
Escanteios defensivos: Aqui, uma ironia. A Noruega ataca muito bem pelo alto, mas sofre igualmente atrás. Mesmo com zagueiros fortes e de boa estatura. Por marcarem zonalmente, demoram a ter impulsão (qualidade de Gabriel Magalhães e Marquinhos).
Meu palpite: Brasil 3x1 Noruega.
Mesmo patamar que Brasil?
Pegamos Marrocos sem uma perna e um braço e conseguimos garantir um empate. Nossa seleção não é a grande favorita mas, pelos confrontos que teve e talvez terá, tá pelo menos no top 3.
Essa Argentina aí teria sido completamente atropelada por Marrocos.
Vamos falar a verdade: a única seleção que sobrou nos 4 primeiros jogos da Copa de modo consistente foi a França.
E enfrentou adversários com algum nível de dificuldade razoável.
Todas as demais, entre as grandes, estão mais ou menos no patamar do Brasil e têm competitividade.
O latino vai pra Europa e tem que se adaptar ao frio, à neve, à língua, à cultura, às pessoas, ao estilo de jogo, à torcida, a tudo
O europeu vê 5°C a mais na temperatura e começa a chorar