Os exames já haviam comprovado a necessidade. Ainda assim, Moraes recusou e determinou, de forma absurda, que novos exames fossem realizados na própria Polícia Federal. Algo que nem chefes do tráfico enfrentaram quando precisaram de cirurgia.
Mas, claro, dizem que é só coincidência.
Qualquer pessoa minimamente lúcida sabe: 2018 não acabou - e 2025 tem uma intenção muito clara.
As aspas a seguir são do áudio da deputada estadual Ana (coloquei o áudio no programa Conversa Timeline. Não foi trecho de live, mas um áudio que ela enviou para apoiadores dela em um grupo):
“Quantas estratégias e ideias ruins seguiu até parar onde está? Ele está preso agora. Será que não foi porque ele ouviu ou seguiu estratégias ruins? Não faltou amigos para dizer esse caminho é ruim, vai por aqui e não por ali?”
Nenhuma “estratégia” pode tornar justa uma prisão injusta.
1. O pressuposto lógico equivocado
A fala da deputada parte de um pressuposto enganoso, pois associa o ato de ser preso a uma falha estratégica — como se a prisão fosse o resultado natural de más decisões políticas, e não de injustiça judicial.
Mas, se a prisão decorre não de um crime, e sim de perseguição política, manipulação judicial ou abuso de poder, então não há estratégia que pudesse “corrigir” isso, porque o erro está no sistema, não no indivíduo.
2. A falácia do “culpado por má estratégia”
Essa retórica é uma forma nada sutil de culpabilização da vítima. Ela desloca o foco da injustiça (quem prende injustamente) para a vítima (quem é preso injustamente).
O raciocínio implícito é: “se você foi preso, deve ter feito algo errado — nem que seja ter seguido maus conselhos”. É uma falácia de causalidade moral, usada muitas vezes para legitimar o abuso e enfraquecer a solidariedade com o perseguido.
3. O significado político dessa inversão
Em contextos de perseguição judicial esse tipo de discurso serve para normalizar a arbitrariedade.
Ao dizer que Bolsonaro “está preso porque seguiu estratégias ruins”, a deputada:
👉🏻 Naturaliza a ideia de que a prisão é inevitável e legítima;
👉🏻 Inverte o foco dos agentes que violam a lei (os que prenderam injustamente) para a vítima da violação;
👉🏻 Anula a responsabilidade institucional da Corte e moraliza o problema (“ele colheu o que plantou”).
Portanto, se uma pessoa não comete crimes, nenhuma estratégia política poderia impedi-la de ser vítima de uma decisão injusta ou politicamente motivada.
A única forma legítima de evitar isso seria a existência de instituições imparciais e um Estado de Direito verdadeiro, não uma mudança de estratégia de comunicação, alianças ou discurso. A não ser que a Ana esteja supondo que Moraes deveria ser preso IMEDIATAMENTE e que Bolsonaro deveria ter feito isso. Nessa última opção, eu seria o primeiro a concordar com ela, mas se ela falar isso, será presa por Moraes, ocorrendo no mesmo “erro” que ela atribui a Bolsonaro, ou seja, é piloto de vídeo game ou engenheiro de obra pronta.
As palavras da esposa e mãe Michelle Bolsonaro abrirão os corações mais omissos, alienados e desnorteados do Brasil. Não é um discurso político, é um discurso de uma mulher, mãe e esposa, que está sofrendo INJUSTAMENTE.
Frente tudo que está acontecendo há anos e se intensificando atualmente, não tenho dúvida alguma que somente a morte do Presidente @jairbolsonaro interessa ao sistema.
Não há pessoa no país que substitua sua representação e o sistema sabe disso. Tentaram no passado e os caminhos construídos são exatamente para que algo se repita atualmente. Mas Venceremos!