@obrigahistoria Vi o pessoal com podcasts de outras áreas comentando aqui e decidi mandar. Nossa hipótese é a área de educação em ciências tem certa representatividade.
@JuliaBrazolim Além disso, podcasts independentes tem mais autonomia editorial. Por não ter o rabo preso com patrocinadores ou grandes conglomerados de mídia podemos descer a lenha em coisas que esses grandes podcasts não fazem.
Pessoal que faz um "Cherry picking" citando Harvard, Yale: CUIDADO!
Mesmo quando a "causa é nobre" devemos nos preocupar com consenso científico e em citar centros que são referência em uma determinada área. Harvard, Yale (e demais) não são melhores em tudo, em todas as áreas.
Tais escolas representam um retrocesso pois evocam um passado de nosso país que devemos ao mesmo tempo lembrar e nos desvencilhar. Um passado (não tão distante) de ditadura, de ascensão do fascismo, de negação da ciência vindos de influências das forças armadas no país.
A militarização das escolas é um problema para a alfabetização científica? Principalmente no que se refere às ciências sociais?
Colégios militares representam um obstáculo na busca de uma formação realmente crítica, cética e que forme sujeitos que tenham consciência social.+
O que temos são escolas militares que, no mínimo, não combatem o abissal conservadorismo presente no Brasil e que, mais comumente, estimulam tal problema.
Sem contar a estética presente em tais escolas, de padronização, eliminando a identidade e diversidade dos estudantes.+
Um dia uma grande página progressista criticou/debochou de um filósofo por ele ter feito um vídeo explicando o que é racismo. Disseram que era muito óbvio.
Muita gente aqui parece não ter noção do desafio comunicacional da divulgação científica.
O básico é importante!
Apenas um adendo sobre esse fio:
Fazer críticas aos formatos das redes sociais não significa que não tenhamos que ocupar esse espaço, inclusive, usando da própria dinâmica das redes para subverte-las. O que é perigoso: meramente se render acriticamente a essa dinâmica insalubre.
Dizer que devemos transformar a divulgação científica em mero entretenimento digital está longe de ser a solução para popularizar a ciência. Também, dizer que quem divulga ciência deve "correr atrás de se tornar influencer divertido/sensacionalista" não é solução.
E tem mais:
Estados, prefeituras e secretarias vigiam o "desempenho" docente, cobram por boas notas em avaliações externas e até fazem os planos de aula para os professores, porém, ñ pagam salário justo, não diminuem a quantidade de estudantes por turma, não oferecem apoio psicopedagógico...
Estados e prefeituras lançam plataformas com material de apoio para professores, oferecem notebooks e equipamentos, compram kits de robótica para a escola, mas não melhoram as condições de trabalho dos professores e não reforçam a equipe escolar.
Professores estão imersos em dezenas de grupos de whatsapp, várias "plataformas", cobrança das avaliações externas... A todo momento uma nova demanda é colocada, porém, nunca é acompanhada da devida melhoria das condições de trabalho. No máximo, recebem "agrados".
@fer_delancer Por isso devemos lembrar sempre da educação básica, do ensino de ciências em conjunto com a divulgação científica. Nós, como sociedade, por ñ sermos alfabetizados cientificamente, ficamos a mercê desse tipo de conteúdo. Essa transformação deve ser parte de um projeto de sociedade
Toda hora tudo muda nas redes, fazendo parecer que nunca vamos conseguir alcançar essas mudanças de formatos. Essa fluidez de conteúdo nas redes custa caro para a formação de uma sociedade crítica, que seja capaz de compreender problemas complexos.
Dizer que devemos transformar a divulgação científica em mero entretenimento digital está longe de ser a solução para popularizar a ciência. Também, dizer que quem divulga ciência deve "correr atrás de se tornar influencer divertido/sensacionalista" não é solução.
E tem mais:
Cansa ver canais que em nome do alcance, transmitem uma visão equivocada da natureza da ciência e tecnologia em nossa sociedade e ao longo da história.
Esse malabarismo de ao mesmo tempo ocupar, nos adequar aos formatos e, buscar transformação nas redes, cansa. Afinal...