Infelizmente só consegui romper o muro de contencao que a academia e a midia construiram em torno do Professor Olavo depois que ele já havia partido.
Salta aos olhos de quem vê os registros em video, das palestras que ele participou na década de 1990, como o filosofo (naquela época toda midia respeitava o título fugaz, porém justo) era respeitado pelos detratores e admirado pelo público in loco, por ser o maior e na, verdade, único expoente do conservadorismo no Brasil. Sua retórica e lucidez eram fantásticas, além de ser imbativel em contexto.
O violento grau de cancelamento a que ele foi submetido não tem paralelo na história do país e mais que explica, justifica o tom amargo do final de sua breve vida.
Como milhões de outros brasileiros só posso pedir perdão, pois o Olavo sempre teve razão.
PS.: Paula, como você tem temperamento e caráter parecidos com o do Professor. Sorte sua!!!!
"¡Tarde te amé, hermosura tan antigua y tan nueva, tarde te amé! Y ves que tú estabas dentro de mí y yo fuera, y por fuera te buscaba...
Estabas conmigo y yo no estaba contigo".
(Confesiones, X, 27)
Sou católico e quase gostei da notícia. É piada. Eu sei bem que a vaidade do crente é a primeira coisa que um elogio engana. Foi por ela que parei para ler, não por virtude.
A pesquisa existe. Toniol tem os fatos. O que ele faz com eles é outra história. História para idiota dormir.
Ele desenha uma Igreja que dispensa o complô porque já é, por feitio, um organismo que se enfia nas transformações do mundo para sobreviver a elas. "Participar delas é fundamental para a sobrevivência da Igreja", diz. Reparem com cuidado na palavra dócil que ele usa. Dois mil anos de vida intelectual rebaixados a tática de permanência.
Agora, empurre a premissa até o fim e veja o que ela exige. Pensemos em, sei lá, Agostinho. Ele passou anos no enigma do tempo não porque a pergunta devorava a alma de angústia, mas porque a Igreja, vejam só, precisava de um pé no mundo que ruía em volta dela. O Império Romano desabou, a Igreja ficou de pé.
E Tomás? Comentou Aristóteles sem amor algum à verdade da coisa, só para a instituição não perder o trem do século 13. Trem não. Catedral e palacetes. Não vou nem falar dos mártires, seria conspirar demais.
É o pragmatismo político aplicado à fé: nada vale pelo que diz ser, tudo vale pelo que serve para o corpo político com sua sede de poder durar. Toniol não precisa acusar ninguém de tramar. Sua tese faz pior sem precisar de trama: nega que algum católico, em dois mil anos, tenha movido um dedo por amor à verdade.
Cá entre nós, isto vem de um antropólogo, dos que a profissão treina para entrar numa aldeia e levar a sério o sentido que um povo dá a si mesmo, em vez de reduzi-lo a função de sobrevivência. Imagine Franz Boas voltando de um ano na Terra de Baffin para anunciar que os inuítes, no fundo, só queriam durar no gelo. A cadeira na Academia não cobre esse método
Toniol faz com a maior tradição contínua do Ocidente o que envergonharia qualquer colega diante de uma tribo de duzentas almas: explica o que ela crê pelo que a mantém de pé.
Essa redução tem um preço lógico, e Toniol o paga sem ver. Se tudo que a Igreja faz é sobrevivência, nenhum gesto pode desmentir a tese. Ora, um organismo não erra, tudo que ele faz, faz para viver. Por isso o argumento aguenta qualquer dado.
Vejam só. Se o papa escreve a encíclica, prova a aptidão. Se não escrevesse, Toniol já adiantou que seria surpreendente. A regra sempre fica de pé.
Agora inverta o dado. Suponha que a pesquisa tivesse achado o contrário, que a IA empurra o fiel para fora da Igreja. IA, invejosa dos deuses, quer o culto a si.
Só que a tese acomoda também: é o mundo hostil de sempre, e a Igreja que sobrevive mais uma vez à transformação que a ameaça. O comentário dele sairia intacto da própria refutação. Bastaria trocar o sinal de cada dado, e a conclusão não perderia uma vírgula.
Para encerrar, uma tese que explica o catolicismo da máquina e explicaria do mesmo modo o ateísmo secular dela não explica máquina nenhuma. Informa só que Toniol decidiu de antemão ver a Igreja como a vilã conspiradora em tudo.
Tudo o que eu tinha de falar a respeito do aborto está no meu livro.
Se o embrião é pessoa, tem a dignidade intrínseca devida a toda pessoa, e esse respeito torna ilícito matar um inocente de modo direto e deliberado. O aborto provocado é a morte direta e deliberada de um inocente. Logo, é sempre ilícito.
A premissa que tudo decide (o embrião é pessoa) eu a demonstro em Contra o Aborto.
Obrigado.
De nada.
🏆 TIMELINERS, precisamos da sua ajuda!
A Revista Timeline está concorrendo ao Prêmio iBest na categoria Canal de Política, e cada voto faz a diferença.
Se você acredita no nosso trabalho, nas entrevistas, reportagens e na defesa da liberdade de informação, reserve apenas 30 segundos para votar na Timeline:
👉 https://t.co/rGiKduNzmT
Sua participação ajuda a fortalecer um projeto independente que cresce graças ao apoio de cada um de vocês.
Compartilhe também com amigos e familiares que acompanham a Timeline. Quanto mais votos, mais longe chegaremos!
🇧🇷 Vamos mostrar a força da comunidade Timeline!
Não parar. Não precipitar. Não retroceder.
Seguimos juntos.
@fernandoschuler@flaviogordon@Estadao Essa juíza precisa ser imediatamente afastada do cargo. E os processos anteriores que ela julgou precisam ser revistos. Absurdo total.