Conversa entre eu e minha filha com TEA. Digo: "Fulana saiu da toca hoje".
Ela: "Como assim, não entendi".
"Filha quer dizer que Fulana saiu de casa hoje".
"Mãe Fulana foi embora da casa dela? Não vai mais voltar? Meu Deus".
Lição de hoje. Clareza na comunicação. Tenha cuidado.
A violência contra a mulher não tem classe social. Lembrando, violência não é só física, é psicológica, patrimonial e de tantas maneiras. É um desafio superar. A vítima é sempre vítima, seja de homens agressores, da sociedade, incluindo mulheres sem sororidade e julgadoras.
Projeto "João da Penha " aquela proposta que apareceu contra o feminismo lá no Legislativo de RR. Excelente que as autoridades rechaçaram tamanho absurdo em forma de projeto de lei.
Descobri que existe um trabalho importante na UFRR, o Observatório da Mulher. E que o Cidade Satélite é um dos principais bairros da capital em casos de violência contra a mulher. E genteee... Sao Luiz do Anaua é um dos municípios mais violentos pra mulheres no Estado.
Eu tenho história pra contar e posso provar hahahha Plataforma da orla alagada pelo Rio Branco em 2011 e eu mostrando pelo outro lado, navegando em uma cheia histórica. Valeu o registro minha saudosa France Telles.
Um dia desses Rita Lee era minha musa da revolução urbana. Com ela conheci a melhor e mais louca banda brasileira da minha juventude, Mutantes. Será ela agora uma estrela no céu?
De tempos em tempos analiso as minhas transformações. Geminiana metamorfose ambulante, a cada década me vejo mais paciente, menos explosiva com o que os outros falam. O cuidado é com os dias de tensão acumulada, se a leoa sair, meu processo acaba. Hoje não é esse dia. Amém!
Eu escrevo aqui sobre meus anseios, meus pensamentos, minhas opiniões e tudo parece muitas vezes desplugado da realidade. É a forma que eu encontrei pra falar do que gosto e odeio. Tudo ao mesmo tempo, o tempo todo.
Em maio de 2020, meu sonho era ter a vida de volt@, não ter covid, sair de um mundo quase distópico, ver meu amor, sair com a família, amigos, ter aula na facul, não ver tanta morte. Era quase o fim do mundo. Hoje, 2023, a pandemia acabou. Nem um minuto de silêncio fizemos.