@HugoGloss Pense no tanto que o cara tem que ser burro para dizer que um carioca é “persona non grata” na terra em que NASCEU e VIVE. A inteligência tem limites. A burrice não.
A Eucaristia dominical é indispensável para a vida cristã. É ali que a nossa fé se alimenta e cresce. É ali que os nossos esforços, ainda que limitados, por graça de Deus se fundem como ações dos membros de um único corpo – o Corpo de Cristo – na realização de um único grande projeto de salvação que abraça toda a humanidade.
Nem sempre é fácil acreditar. Não foi fácil para Tomé e também não o é para nós. A fé precisa de ser alimentada e sustentada. Por isso, no “oitavo dia”, isto é, todos os domingos, a Igreja convida-nos a fazer como os primeiros discípulos: a reunirmo-nos e a celebrarmos juntos a Eucaristia. #EvangelhoDeHoje (Jo 20, 19-31)
ATENÇÃO MULHERES DE MINAS GERAIS: todas as vezes que você ver uma notícia de violência contra mulheres, lembre-se que o Governo Zema não assinou o Pacto Nacional contra o Feminicídio
@samuelvenancio Um ponto ignorado no debate: A assistente acertou no “olhômetro”, na técnica, na habilidade. Não se omitiu. Não deixou que a tecnologia resolvesse a questão. Braba. Merece ser citada, pois se tivesse errada, seria detonada.
Sabia que uma proteína do corpo de um animal pode virar veneno?
Quando pensamos em veneno de cobra, logo imaginamos uma substância alienígena, feita apenas para matar. Mas a verdade é que a evolução é a maior recicladora do mundo: ela raramente inventa algo do zero.
A ciência descobriu que as toxinas mais letais das serpentes, como as das Najas e das nossas corais verdadeiras, não nasceram como armas.
Elas são, na verdade, versões "hackeadas" e modificadas de proteínas pacíficas que existem, neste exato momento, trabalhando dentro do seu próprio corpo.
Para entender essa história, precisamos olhar para o DNA. Então pega um café e vamos lá:
Todos os vertebrados (eu, você e as cobras) temos uma família de genes chamada Ly6.
A função normal das proteínas produzidas por esses genes é essencial para a vida: elas ajudam a regular o nosso sistema imune e a comunicação entre as células.
Durante milhões de anos, essa proteína foi a "mocinha" da história, mantendo o corpo saudável e funcionando em harmonia.
O plot twist aconteceu num evento chamado "duplicação gênica".
Imagine que o DNA da cobra ancestral funcionou como uma máquina de xerox e, por acidente, fez uma cópia extra desse gene Ly6.
A cópia original continuou fazendo o trabalho sério de manter a cobra viva. Já a cópia "sobra" ficou livre, sem função definida.
Foi aí que a evolução entrou em cena e começou a modificar essa cópia livre, testando novos formatos sem medo de estragar a saúde do animal.
O resultado foi uma mudança estrutural drástica. A proteína original ficava presa na superfície das células, como uma antena fixa. A versão modificada (a cópia) perdeu essa âncora, tornou-se solúvel e ganhou um formato parecido com "três dedos".
Essa nova forma permitiu que ela viajasse pelo sangue e se encaixasse perfeitamente nos nervos das presas, não para ajudar, mas para bloquear os sinais cerebrais.
A antiga comunicadora virou a temida neurotoxina que causa paralisia.
Essa descoberta, confirmada por estudos genéticos recentes (Khan et al., 2023), mudou nossa visão sobre o perigo.
O veneno não é uma invenção maligna da natureza, mas sim um "remix" biológico.
Não é fascinante pensar que a diferença entre uma proteína que te mantém vivo e uma toxina que pode te matar é apenas uma questão de alguns ajustes na estrutura molecular ???
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#serpentes #evolution
#papodecobra #snakes
Referência Bibliográfica:
Khan, M. A., Das, S., & Lahiri, D. K. (2023). Unraveling the evolutionary history of the three-finger toxin gene superfamily in snakes. Nature Communications, 14, 6666.
Por que o veneno do filhote não é igual ao do adulto?
Existe um mito popular perigoso que diz que "veneno de filhote é mais forte porque ele não controla a injeção". A ciência mostra que a realidade é muito mais complexa e fascinante: o veneno não é apenas uma questão de quantidade, mas de composição qualitativa.
Em muitas espécies, o veneno de um recém-nascido é quimicamente distinta da de seus pais, funcionando como um "coquetel" diferente desenhado pela evolução para abater presas completamente diferentes.
Esse fenômeno, chamado de variação ontogenética, é uma resposta direta às mudanças na dieta que ocorrem ao longo da vida da serpente.
Para entender isso, vamos ver como ocorre nas jararacas (Bothrops jararaca) Quando jovens, essas serpentes são pequenas e incapazes de engolir um rato; elas se alimentam de animais ectotérmicos (no ensino fundamental a gente chama de “sangue frio”), como pequenos lagartos, rãs ou até lacraias.
Para paralisar instantaneamente um lagarto ágil, o veneno do filhote muitas vezes é rico em componentes neurotóxicos ou anticoagulantes específicos. À medida que a serpente cresce e ganha massa muscular, ela passa a caçar mamíferos ou aves (endotérmicos ou “sangue quente” na linguagem popular).
Nesse ponto, seus genes "ligam" a produção de toxinas diferentes, mais voltadas para a digestão de tecidos (proteolíticas) e hemorragia, necessárias para lidar com presas maiores e mais complexas.
Um estudo marcante de Cipriani et al. (2017), mapeou essa transição química e provou que não é aleatória. Eles demonstraram que a mudança no perfil das toxinas acompanha quase perfeitamente a mudança no tamanho da boca e na preferência alimentar.
Quer outro exemplo?
Na Jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), endêmica da Ilha da Queimada Grande em SP, isso é vital: os filhotes comem invertebrados e precisam de um veneno que funcione neles, enquanto os adultos, que emboscam aves migratórias nas árvores, precisam de um veneno de ação fulminante para impedir que a ave voe e morra no mar, longe do alcance da cobra.
Mas o que isso interfere para mim ?
Temos uma implicação seríssima e muitas vezes ignorada, meu caro leitor.
Os acidentes causados por filhotes de jararacas causam mais hemorragia que necrose (perda de tecidos), enquanto acidentes causados por jararacas adultas causam mais necrose e menos hemorragia.
Isso é um dado fundamental para o médico poder avaliar o tamanho do animal e a gravidade do acidente.
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#papodecobra #serpentes #biologia #snakes
Referencias
Cipriani, V., Debono, J., Goldenberg, J., Jackson, T. N., Arbuckle, K., ... & Fry, B. G. (2017). Correlation between ontogenetic dietary shifts and venom variation in Australian brown snakes (Pseudonaja). Comparative Biochemistry and Physiology Part C: Toxicology & Pharmacology, 197, 53-60.
Zelanis, A., Andrade, D. V., Rocha, M. M., Furtado, M. F., ... & Ho, P. L. (2010). A proteomic view of the venom ontogeny of the jararaca snake (Bothrops jararaca). Journal of Proteomics, 73(11), 2278-2292.
Não, o presidente Lula não me chamou de "ele" durante um evento no Rio de Janeiro.
Porque eu literalmente não estava nesse evento. Há dias, estou no interior de São Paulo.
E Lula estava conversando com uma pessoa da plateia. Eu não sou a única mulher chamada Erika do mundo.
Mas a fixação dos bolsonaristas com a minha figura, e o medo que meu crescimento causa, os leva a um comportamento quase animalesco ao ouvirem o que pensam ser alguém se referindo a mim.
Pois é inaceitável, pra eles, uma mulher, travesti, não apenas ousar existir como ser uma política que produz mais e é mais útil à sociedade brasileira do que todos os ídolos bolsonaristas somados.
Não que seja difícil. Afinal, qualquer político que não roubar, atropelar ou matar ninguém já se torna melhor do que as grandes lideranças bolsonaristas.
Mas o ressentimento do bolsonarista é profundo, e a mera citação do nome "Erika", mesmo que sem um sobrenome ou qualquer indicativo de que eu seja a pessoa nomeada, já é capaz de erradicar todas as funções cerebrais dessa horda de fracassados.
E, em bando, eles passam a criar narrativas completamente fictícias que reforçam seus preconceitos particulares e sua agenda política de ódio.
Eles viram Lula falar com alguma Erika e concluíram que só podia ser eu. Aí viram Lula falar "ele", e foi o suficiente pra começar a nova onda de ataques.
Mas, pra mim, pior ainda é o contexto: Lula estava fazendo um alerta duro, e importantíssimo, contra a possibilidade de inteligências artificiais produzirem pornograf*a sem consentimento ou até mesmo publicarem pornograf*a infantil.
Pros bolsonaristas, isso não parece ser um problema.
Pra eles problema é gente trans existir.