Pergunta honesta:
Vcs viram nos jornais que a esquerda não reconheceu a derrota nas eleições no Peru e na Colômbia?
Ou que na Bolívia rolou uma tentativa de golpe de estado pela esquerda bloqueando o transporte de alimentos nas estradas por 7 semanas e várias pessoas morreram?
Meu artigo publicado hoje no Estadão
O orgulho de ser judeu
ou
A permanência judaica, hoje.
Por Lilia Frankenthal*
O Orgulho de ser judeu!
Ser judeu hoje é pertencer a uma história que atravessou séculos, pulsa no presente e se projeta ao futuro.
Significa carregar uma memória ancestral feita de estudo, palavra, exílio, retorno e continuidade.
É compreender que a identidade judaica atravessou impérios, expulsões, guetos, inquisições e pogroms -- e, ainda assim, chegou ao presente de pé, criadora, inteira.
Viva.
Há territórios que são mais do que fronteiras.
Representam a gramática profunda de um povo.
A Polônia, apagada do mapa por 123 anos, jamais foi apagada da identidade polonesa.
A Grécia, submetida por séculos ao domínio otomano, jamais deixou de ser a referência civilizacional dos gregos.
Do mesmo modo, Israel não é apenas um Estado contemporâneo, nem se confunde com este ou aquele governo.
Israel é simultaneamente memória, língua, oração, história, e, sobretudo, continuidade.
É parte constitutiva da experiência judaica no mundo.
Para muitos judeus, Israel habita a memória coletiva como lembrança, promessa, idioma, liturgia e destino histórico.
Está nas preces voltadas a Jerusalém, nas festas, nos livros, nas canções, nos nomes, no hebraico que sobreviveu ao tempo, na dor dos exílios e na esperança do retorno.
Governos passam. Coalizões passam. Lideranças passam. Povos permanecem.
E o povo judeu é uma permanência.
Permanece no estudo, na liturgia, na mesa familiar, no luto e na festa.
Permanece na pergunta -- essa forma judaica de resistência.
Permanece na capacidade quase teimosa de reconstruir vida onde tentaram produzir ruína.
Por isso, Israel não é detalhe externo à identidade judaica, mas uma de suas expressões históricas mais profundas.
Como toda grande ideia histórica, o sionismo também foi objeto de debate dentro do próprio mundo judaico. Havia contrapontos, dúvidas e projetos distintos.
Com a criação do Estado de Israel em 1948, -- vale dizer recriação, uma vez que os judeus nunca cessaram de habitar aquele território --, seu objetivo central deixou de ser uma hipótese para tornar-se um fato histórico irreversível: um lar nacional judeu soberano.
A partir daí, Israel passou a integrar a realidade concreta do povo judeu no mundo -- não como governo eterno, nem sob uma unanimidade artificial, mas como uma casa histórica reencontrada.
Judeus são e sempre foram plurais.
Em cada país que os recebeu, trouxeram sua tradição, sua disciplina de estudo, sua obsessiva ética de questionamentos, a reverência pela lei, a memória de exílio e sua vocação para fazer contribuições às terras que os acolhem.
Ao mesmo tempo, sempre respeitaram o lugar que os hospeda. Foi assim no Brasil e em tantas outras nações.
O judeu leva consigo sua história, mas jamais vira as costas para a terra onde mora. Cria novas raízes, sem abandonar as antigas.
A comunidade judaica não se resume a governos ou partidos. Existe antes e além deles.
É feita de indivíduos, famílias, escolas, sinagogas, instituições, sobreviventes, professores, escritores, cientistas, artistas, advogados, médicos, religiosos e laicos.
Não é bloco uniforme; é povo. E povos pensam, divergem, debatem e continuam.
Também por isso, sua representatividade deve ser a voz da pluralidade.
Representar uma comunidade milenar é ouvir, servir e proteger a dignidade coletiva.
A tradição judaica nunca cultuou o homem providencial.
Cultuou a palavra, a lei, o estudo, a transmissão e a responsabilidade comum.
Onde quer que aportem, os judeus levam uma biblioteca invisível: estudo, disciplina memória do exílio e urgência da justiça.
Induzem descobertas, métodos, livros, debates, humor, ciência, filantropia, e, sobretudo, inconformismo.
Não há arrogância, mas fidelidade à tradição que ensina que sobreviver não basta: é preciso oferecer ajuda e contribuições. +
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@Gxx0fl1n@AllanHerzl Eu respondi a thread, ô criança antisemita e enorme jumento. Morou onde no Libano? Veja se em Beirut falam mal de judeus ou de Israel. Ainda no aguardo de um motivo plausível para tal ódio. Nenhuma ação destacada ou fato. É sua cabeça de minhoca que foi levada. Estude mais! Abs
@AllanHerzl@Gxx0fl1n Por qual ou quais motivos, grande DJB? Explica pra gente. Pq vc odeia tanto os judeus? O que fizeram pra vc? Imagino que algum judeu comeu tua mãe, tua vó e deve ter colocado seu pai ausente pra mamar também. Força! Abs