e por falar em tanto verso,
o que eu sou, o que eu sei,
para falar sou tão disperso,
sem falar dos anos que viajei,
e o quanto disso é certo,
para espalhar o que sonhei,
o que vi, o que pensei,
se amor eu vou te dar,
ó quando vai acabar?
desviando ao fio da navalha,
mudei de rota,
desviei da batalha,
como se fosse uma poça,
grunhindo minha lira.
ouvi tudo que se possa,
que soar de vítima,
que orgulhoso me destroça,
ainda não cair em rima,
toda essa sua bosta