Novas leis de sucessão - O Parlamento do Japão aprovou neste mês a primeira grande revisão das leis de sucessão imperial do país, em uma tentativa de lidar com o risco de que o último jovem herdeiro do sexo masculino não tenha um filho.
➡️ Pela legislação japonesa, apenas homens da linhagem paterna podem se tornar imperador. Além disso, mulheres da família imperial são obrigadas a deixar a Casa Imperial ao se casarem com plebeus.
O imperador Naruhito, que ascendeu ao trono em 2019, e sua esposa, a imperatriz Masako, têm uma única filha: a princesa Aiko, de 24 anos, nascida em 2001. Pelo sistema atual, ela não pode herdar o trono.
Em vez disso, o irmão mais novo de Naruhito, o príncipe Akishino (também conhecido como Fumihito), é considerado o príncipe herdeiro. O filho de Akishino, o príncipe Hisahito, é o segundo na linha de sucessão.
🔍 Como funcionam as novas leis?
Atualmente, existem apenas três candidatos que poderiam teoricamente suceder o imperador Naruhito, de 66 anos: seu irmão, o príncipe herdeiro Akishino, de 60 anos; o príncipe Hisahito, de 19; e o tio de Naruhito, o príncipe Hitachi, de 90 anos.
As mudanças mais recentes, porém, permitem que membros do sexo masculino de antigos ramos colaterais da família imperial sejam readmitidos. Esses ramos perderam seu status imperial após a rendição do Japão ao fim da Segunda Guerra Mundial, e seus integrantes passaram a viver como cidadãos comuns.
Segundo a nova lei, homens desses ramos poderão ingressar na família imperial por meio de adoção, desde que tenham ao menos 15 anos. Os adotados não receberão direitos sucessórios, mas seus futuros filhos homens pela linha paterna poderão ocupar o trono.
As mulheres continuam legalmente impedidas de ascender ao trono.
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