Lula, meu presidente, caso não seja eleito, vá viver. E o povo brasileiro que arque com as consequências de eleger alguém que só pensa na família (dele).
E aqui a questão é muito maior do que a minha preferência política. É sobre a quem estamos entregando poder.
Quem realmente está pensando no povo brasileiro? Quem está pensando na saúde, na geração de emprego, na educação, na segurança e dignidade?
Não tenho medo apenas de quem pode voltar ao poder.
Tenho medo de uma sociedade que tenha esquecido por que precisou tirá-lo de lá.
Democracia também é memória.
retrocesso não costuma chegar anunciando que é retrocesso.
Chega falando em liberdade, família, Deus, cidadão de bem, combate ao inimigo.
E, quando percebemos, direitos viraram privilégio, instituições viraram inimigas e o diferente virou ameaça.
Talvez o maior risco dos próximos 4 anos seja a falta de memória. O bolsonarismo volta a ganhar força e não estamos falando de algo desconhecido.
A gente já viu esse filme.
E depois de 2022, vimos até onde essa lógica pode chegar.
Se a única coisa que um político consegue oferecer é um inimigo para você odiar, talvez seja hora de admitir: você não está escolhendo um representante. Está escolhendo alguém para alimentar a sua indignação.
E indignação, por si só, nunca foi projeto de país.
Porque é muito mais fácil vender ressentimento do que construir políticas públicas. É mais fácil apontar o dedo para minorias do que explicar como pretende governar. É mais fácil viralizar uma frase preconceituosa do que apresentar um plano consistente.
Tem político que não apresenta solução para a educação, mas sabe exatamente quem culpar.
Não resolve a saúde, mas encontra um grupo para atacar.
Não melhora a segurança, mas fabrica pânico.
Não entrega resultado, mas entrega um inimigo.
E funciona.
Nomes como Sérgio Moro, Michelle Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Nikolas Ferreira… deveriam servir para uma reflexão que vai muito além da política: em que momento confundimos lacração com proposta, discurso de ódio com posicionamento e falácia com argumento?