@exilado O duro que o Renan falou a verdade. Esses caras ficavam enfiando CDB do Master a torto e a direito porque tinha "garantia do FGC". E claramente sabendo que era golpe.
Se o Eduardo nao tivesse tentando empurrar o maluco do centrão que provavelmente vai ficar do lado do STF depois que chegar lá (uiiii traidor quem poderia imaginar) era capaz de a gente colocar Salles e Derrite. Agora periga nao entrar ninguém.
Chegamos a 3 anos desde que o min. Toffoli anulou monocraticamente as provas da corrupção da Odebrecht e deu início a uma avalanche de impunidade no Brasil e no mundo.
Nesse período, mais de 100 réus no Brasil e ao menos 28 pessoas e empresas em outros 8 países já se beneficiaram da decisão. No entanto, apesar do imenso impacto, nenhum dos três recursos apresentados contra a decisão (pelo MP-SP, pela ANPR e pela PGR) foi analisado pelo STF até hoje.
Diante da gravidade da situação, a Transparência Internacional - Brasil e outras 29 organizações de 21 países acionaram o Grupo de Trabalho Antissuborno da OCDE e pediram que o caso seja pautado na próxima reunião plenária do grupo.
A decisão do min. Toffoli causou uma bomba atômica de impunidade no mundo. É fundamental que os recursos contra ela sejam analisados pelo STF e o Brasil efetivamente se comprometa com o combate à corrupção.
Quase todo político de esquerda hoje está por aí dizendo que luta para proteger a investigação do Banco Master, quando na verdade todos estão fazendo o oposto.
De longe, as revelações mais graves são sobre o que Moraes fez, mas são justamente eles que estão tentando blindá-lo, e já vêm fazendo isso há semanas:👇
Não importa a forma.
Enquanto Alexandre de Moraes não provar que ele não ajudou Vorcaro em troca de milhões ele não tem legitimidade pra decidir mais nada. E pior, tudo que ele decidiu no passado perde legitimidade. Todas movimentações bancárias e todos contratos do escritório da mulher deverm ser investigados e comparados com as decisões dele na corte.
Não dá para o Brasil desver o que foi revelado!
Carlos Alberto Sardemberg 👇
“Muitos analistas sugeriram que Alexandre de Moraes deveria renunciar ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da revelação dos fortes indícios de relações impróprias com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Afastado, Moraes contrataria um bom advogado e se dedicaria a sua defesa. Seria, de fato, uma atitude republicana, levando em conta os interesses do país — dado o tamanho do caso — e preservando o próprio STF.
Se fizesse isso, Moraes se despiria da couraça que o protege — o poder do cargo — e perderia o foro privilegiado. Voltaria a ser um brasileiro comum, embora rico. Especulando: que condições deveriam estar presentes para que Moraes tomasse tal decisão? Duas: a convicção pessoal de que é inocente e a certeza de que teria um julgamento justo.
Tire o leitor suas próprias conclusões — mas Moraes não apenas permaneceu no cargo, como usou seus poderes para atacar, não para se defender. Atacou o ministro André Mendonça, que havia tornado público o relatório da Polícia Federal (PF) em que aparecem fortes indícios de que Moraes mantinha as tais relações impróprias com Vorcaro. Aliás, “relações impróprias” é a expressão mais leve que se pode aplicar ao caso. Pelos três grandes jornais brasileiros, muitos se referiram a Moraes como advogado, conselheiro ou funcionário do banqueiro que praticou a maior fraude financeira da História brasileira. (…)
Muitos juristas opinaram sobre o caso. Alguns disseram que a atitude de Mendonça pode ter atropelado o devido processo legal. Outros afirmaram que o ministro relator tem a prerrogativa de mandar investigar. Aliás, no inquérito das fake news, Alexandre de Moraes fez isso diversas vezes — e logo determinando mandados de prisão, busca, apreensão e censura. Mendonça não fez nada parecido. Não pediu a apreensão para perícia dos celulares de Moraes, onde podem estar as respostas a Vorcaro. De todo modo, depois do formal, resta o conteúdo — não contestado nem por Moraes, nem por Gonet. E o conteúdo é devastador.
De maneira que ficamos assim: de um lado, Mendonça recomenda a investigação de Moraes, com base no relatório (oficial) da PF que apanhou as 51 conversas entre o ex-banqueiro e o ministro. Os crimes apontados são advocacia administrativa, corrupção, prevaricação e exploração de prestígio. Dá cadeia. De outro, Moraes pede a investigação de Mendonça, por vícios formais no processo.
O presidente do STF, Edson Fachin, chamou os dois processos para seu gabinete. E deu prazo de cinco dias úteis para que todos os envolvidos se manifestem. O pessoal do abafa, a longa fileira de autoridades que se beneficiaram do dinheiro de Vorcaro, já está em campo. A tese: um caso anula o outro, um empate. Assim, segue o argumento, ou os dois ministros estão inocentados ou os dois devem ser punidos.
Não poderia haver ofensa maior ao povo brasileiro. Não há empate. Um ministro aparece como interlocutor e consultor de um fraudador do sistema financeiro. Esse é o conteúdo. Outro ministro talvez tenha ido além de sua autoridade formal. Parece claro, mas já ofenderam o povo tantas vezes.”
Se isso acontecer, não estaremos mais numa democracia. E vai acontecer. A menos que a sociedade brasileira se manifeste vigorosamente, nas ruas e em todo lugar.
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